África minha
Que grande gaúdio! Mais um cabeleireiro étnico no quarteirão. Já lhes perdi a conta.
Não há substituição de populações.
05/11/2026
04/11/2026
Explicações
Quando não se consegue explicar uma coisa a um caixa de supermercado é porque está mal explicado. Mea culpa.
Levo aqui quatro pães. Cada um a 23 cêntimos. São 92 cêntimos, certo? Paguei com uma moeda de 2 euros. Acha que o troco está certo?
O senhor não está a perceber. A minha colega enganou-se, os pães são todos iguais mas ela pensou que não eram...
Esqueça a sua colega. Devo pagar 92 cêntimos. Entreguei um moeda de 2 euros. Acha que o troco está certo?
O senhor não está a perceber. Tenho que lhe devolver este troco porque a minha colega se enganou...
Esqueça o engano da sua colega.
O senhor não está a perceber. A minha colega enganou-se, os pães são todos iguais. O preço de uns é...
Ó minha senhora, não complique o que é simples...
O senhor é que está a complicar!
[O troco estava certo. Pelo complicado cálculo da senhora, tira e põe mais o erro da colega, a demasia estava certa – erro da colega que se enganou a registar os pães, baralhação da senhora que estava com o complicómetro ligado e só repetia a mesma lengalenga, erro do cliente que confundiu diâmetros de moedas de cêntimos de euro e que por uma ninharia se indispôs com a simplicidade.
O problema é que o complicómetro da senhora está avassaladoramente distribuído pela ecúmena.]
Quando não se consegue explicar uma coisa a um caixa de supermercado é porque está mal explicado. Mea culpa.
Levo aqui quatro pães. Cada um a 23 cêntimos. São 92 cêntimos, certo? Paguei com uma moeda de 2 euros. Acha que o troco está certo?
O senhor não está a perceber. A minha colega enganou-se, os pães são todos iguais mas ela pensou que não eram...
Esqueça a sua colega. Devo pagar 92 cêntimos. Entreguei um moeda de 2 euros. Acha que o troco está certo?
O senhor não está a perceber. Tenho que lhe devolver este troco porque a minha colega se enganou...
Esqueça o engano da sua colega.
O senhor não está a perceber. A minha colega enganou-se, os pães são todos iguais. O preço de uns é...
Ó minha senhora, não complique o que é simples...
O senhor é que está a complicar!
[O troco estava certo. Pelo complicado cálculo da senhora, tira e põe mais o erro da colega, a demasia estava certa – erro da colega que se enganou a registar os pães, baralhação da senhora que estava com o complicómetro ligado e só repetia a mesma lengalenga, erro do cliente que confundiu diâmetros de moedas de cêntimos de euro e que por uma ninharia se indispôs com a simplicidade.
O problema é que o complicómetro da senhora está avassaladoramente distribuído pela ecúmena.]
03/11/2026
01/11/2026
Uma no cravo outra na ferradura
O pessoal fardado de rebelde sem causa ou com muitas causas o que redunda no mesmo foi dispersado mais uma vez de uma praça ou de duas praças, depois de desobedecer à polícia.
A polícia, tolerante em excesso com todos os outros incumpridores da lei e da ordem, mostra-se pouco tolerante com meia-dúzia de fardados da luta.
Os primeiros decerto acham que é assim que se faz uma revolução.
Os segundos estão dependentes das ordens de um estado tíbio, só forte com os fracos.
É isto.
O pessoal fardado de rebelde sem causa ou com muitas causas o que redunda no mesmo foi dispersado mais uma vez de uma praça ou de duas praças, depois de desobedecer à polícia.
A polícia, tolerante em excesso com todos os outros incumpridores da lei e da ordem, mostra-se pouco tolerante com meia-dúzia de fardados da luta.
Os primeiros decerto acham que é assim que se faz uma revolução.
Os segundos estão dependentes das ordens de um estado tíbio, só forte com os fracos.
É isto.
30/10/2026
29/10/2026
Notícias do manicómio
É nestas alturas de catástrofes acidentais que surge uma enxurrada de lama mental proporcionada por distintos carimbados e certificados que não conseguem discorrer duas seguidas.
O povo, sem perceber minimamente o que está em causa, adopta opiniões destas celebridades e insulta-se a cada esquina sempre que vê um contrário.
O pior é que esta lama tudo submerge. Mostra bem o tamanho do manicómio em que nos encontramos.
É nestas alturas de catástrofes acidentais que surge uma enxurrada de lama mental proporcionada por distintos carimbados e certificados que não conseguem discorrer duas seguidas.
O povo, sem perceber minimamente o que está em causa, adopta opiniões destas celebridades e insulta-se a cada esquina sempre que vê um contrário.
O pior é que esta lama tudo submerge. Mostra bem o tamanho do manicómio em que nos encontramos.
27/10/2026
Totalitarismo higienista
Em estilo 1984, a jornalista diz qualquer coisa como isto: a imagem perdeu a beleza porque não é nada bonito ver deputados a fumar às janelas do Parlamento.
Eram do Chega, ‘tá claro.
Merecem-se uns aos outros. A caminho do totalitarismo, higienista ou não, pelo qual anseiam.
Em estilo 1984, a jornalista diz qualquer coisa como isto: a imagem perdeu a beleza porque não é nada bonito ver deputados a fumar às janelas do Parlamento.
Eram do Chega, ‘tá claro.
Merecem-se uns aos outros. A caminho do totalitarismo, higienista ou não, pelo qual anseiam.
Miss Universo
O Presidente da República, algo ofegante coisa que lhe não tem sido natural, proferiu um discurso de Miss Universo com inúmeras menções ao diálogo - coisa que fez lembrar o outro senhor e que a mim continua a fazer-me lembrar o gesto do deslizar continuado do polegar pelo indicador.
O Presidente da República, algo ofegante coisa que lhe não tem sido natural, proferiu um discurso de Miss Universo com inúmeras menções ao diálogo - coisa que fez lembrar o outro senhor e que a mim continua a fazer-me lembrar o gesto do deslizar continuado do polegar pelo indicador.
Alucinação
Há uma imensa maioria que ainda não percebeu que o país está preso por arames e tem vindo a afundar-se ingloriamente. Continuam a reivindicar tudo e mais um par de botas à espera que uma entidade divina pague a factura.
Há uma minúscula minoria que, percebendo a alucinação e a alienação da maioria, se entretém a delapidar em proveito próprio o pouco que resta, sem pudor algum.
Há os restantes, apáticos.
Há uma imensa maioria que ainda não percebeu que o país está preso por arames e tem vindo a afundar-se ingloriamente. Continuam a reivindicar tudo e mais um par de botas à espera que uma entidade divina pague a factura.
Há uma minúscula minoria que, percebendo a alucinação e a alienação da maioria, se entretém a delapidar em proveito próprio o pouco que resta, sem pudor algum.
Há os restantes, apáticos.
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