Passa, sim, o tempo passa
Já não é a feira de São Martinho que marca este dia ou o fim do Verão.
25/09/2026
24/09/2026
Arves e a humanização da paisagem
Uma das incoerências mais gritantes da humanidade é a do apego ao natural conjugado com as agressões à Natureza.
O coberto vegetal é normalmente denominado sujidade de cada vez que há fogos... Ninguém limpou!
As árvores de grande porte são inimigas do urbanita. Vem um vento e estragam os carros.
De cada vez que há pois ventania vem a sanha contra elas. Tivemos uma absolutamente trágico-cómica aqui há uns anos.
Aqui na minha vizinhança prepara-se o abate de árvores saudáveis de grande porte.
O aviso é coitadinhista: por cada árvore cortada uma será plantada...
Uma das incoerências mais gritantes da humanidade é a do apego ao natural conjugado com as agressões à Natureza.
O coberto vegetal é normalmente denominado sujidade de cada vez que há fogos... Ninguém limpou!
As árvores de grande porte são inimigas do urbanita. Vem um vento e estragam os carros.
De cada vez que há pois ventania vem a sanha contra elas. Tivemos uma absolutamente trágico-cómica aqui há uns anos.
Aqui na minha vizinhança prepara-se o abate de árvores saudáveis de grande porte.
O aviso é coitadinhista: por cada árvore cortada uma será plantada...
49 anos
Não me devo enganar muito se escrever que a primeira vez que te olhei (é natural que te tenha visto antes) foi há exactos 49 anos.
As nossas primeiras experiências não foram muito prometedoras. Ninguém nos diria tão próximos nove anos depois.
Escrevo isto hoje porque já não há possíveis.
Não me devo enganar muito se escrever que a primeira vez que te olhei (é natural que te tenha visto antes) foi há exactos 49 anos.
As nossas primeiras experiências não foram muito prometedoras. Ninguém nos diria tão próximos nove anos depois.
Escrevo isto hoje porque já não há possíveis.
23/09/2026
A subsidência da inteligência
Discutir hoje com alguém ou melhor tentar explicar hoje a alguém algo de forma racional começa a tornar-se tarefa entediante e melindrosa. A quantidade de gente, incapaz de discorrer, que julga deter conhecimentos e saber usá-los é avassaladora. Pode até saber coisas mas não sabe como tratar e usar esse conhecimento.
Hoje, perante a imagem de um postal ilustrado de resto competentemente legendado, alguém me desmentia dizendo tratar-se de uma fotografia. Claro que era uma fotografia. Vá lá agora alguém dizer que da fotografia se fez um postal. Ilustrado com a dita. Inútil arguir.
Discutir hoje com alguém ou melhor tentar explicar hoje a alguém algo de forma racional começa a tornar-se tarefa entediante e melindrosa. A quantidade de gente, incapaz de discorrer, que julga deter conhecimentos e saber usá-los é avassaladora. Pode até saber coisas mas não sabe como tratar e usar esse conhecimento.
Hoje, perante a imagem de um postal ilustrado de resto competentemente legendado, alguém me desmentia dizendo tratar-se de uma fotografia. Claro que era uma fotografia. Vá lá agora alguém dizer que da fotografia se fez um postal. Ilustrado com a dita. Inútil arguir.
22/09/2026
Amedrontamento
O medo deve ter sido a grande constante de controlo social.
A não existir medo, campeia o caos.
Todavia, nos tempos correntes e no nosso mundo insufla-se a cada passo um medo sem sentido de catástrofes anunciadas, e não se propõe o medo justo, o de saber que não há impunidade, que toda a prática do mal traz consequências.
Não demando coerência à espécie humana num tempo em que já nem o instinto de sobrevivência parece ser o último reduto da dita coerência.
Nem me espanto. O que me acontece é não saber distinguir entre o meu envelhecimento e o envelhecimento social a que vou assistindo.
O medo deve ter sido a grande constante de controlo social.
A não existir medo, campeia o caos.
Todavia, nos tempos correntes e no nosso mundo insufla-se a cada passo um medo sem sentido de catástrofes anunciadas, e não se propõe o medo justo, o de saber que não há impunidade, que toda a prática do mal traz consequências.
Não demando coerência à espécie humana num tempo em que já nem o instinto de sobrevivência parece ser o último reduto da dita coerência.
Nem me espanto. O que me acontece é não saber distinguir entre o meu envelhecimento e o envelhecimento social a que vou assistindo.
20/09/2026
18/09/2026
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