25/04/2026

Doutrina

Pela rua. A jornalista até teve o bom senso de referir que as criancinhas estavam “muito bem ensinadas”.
E, de facto, a doutrina sobre o 25 de Abril bonzinho e com muitas coisas também boas estava na ponta da língua.
Não sei bem para que serve isso. No tempo devido não me lembro de tentativas de me fazerem acreditar que o 28 de Maio tinha sido a última maravilha da História. O que se dizia era que tinha sido uma revolução para acabar com uma balbúrdia.
Nunca me propuseram cantar loas ao 28 de Maio.
Há afinal tantas coisas bem mais úteis para ensinar às criancinhas.

23/04/2026

Uma final saloia

Que me desculpem os de Fafe mas a minha preferência vai para o Torreense no jogo de hoje em Torres Vedras.
Por uma final saloia.

Burrocracias



O meu estimável Isabelino Abreu dos Anjos, prenhe de pontos que tinha o seu cartão de fidelização, resolveu trocá-los por um desgoverno novo. Que fosse sem Montenegros, Carneiros, Venturas, Leitões, Tavares, Raimundos ou Purezas. A resposta automática que recebeu foi a de que tal não era possível. Mas que com os pontos que tinha acumulado já tinha acesso a um novo estro que o tiraria do pessimismo de velho do Restelo e que lhe proporcionaria divisar os amanhãs que cantam. Declinou.
Temo pela sua saúde.

21/04/2026

"Mais porrada e menos barulho" ou um cérebro desarrumado



O lixo social derrama a sua nódoa nas ilhargas e nas frentes dos transportes públicos.
Será gente com Q.I. muito baixo que demonstra a sua existência através de pinturas que não fariam inveja ao homem de Cro-Magnon.
Então, ao invés de assustar tais criaturas com penas pesadas das quais não pudessem escapar, arranja-se com uma central de comunicação amiga uma campanha inútil e incompreensível – “O quarto desarrumado” - paga quase exclusivamente com o dinheiro dos contribuintes, dada a lista de patrocinadores.
Diz que se quer assim sensibilizar as pessoas.
Ora as pessoas não precisam de tal.
Quem precisa de ser controlado e não sensibilizado é esse lixo. E tal só se faz com ausência de impunidade, que é a chaga que nos apodrece a sociedade.
Onde não há civilização, se não houver medo, campeia o caos.
Crime e castigo - dizia o outro.
Mas por cá é a tolerânciazinha que dita a moda.
No meu tempo dizia-se “mais porrada e menos barulho!

19/04/2026

O depósito



O eterno retorno. Nunca houve pagamento e devolução do depósito de uma garrafa, de um garrafão...

A ver há bocado onde instalaram aqui nas redondezas as máquinas de receber depósitos, dei logo com a inevitável incorrecção na localização de um supermercado.
Se até os próprios comerciantes indicam com erros grosseiros a localização das suas lojas, o que fará com estas instituições e seus contratados?