Deduções
O jornalismo de hoje é a anedota de ontem.
Aquilo que, sob a forma de anedota, era apontado às crianças no sentido de lhes despertar a racionalidade, o sentido crítico, a detecção de inconformidades no raciocínio.
Quando se trata de deduzir qualquer coisa ou reproduzir até uma dedução, a regra é a asneira. Porque os jornalistas em regra não estão preparados para avaliar a lógica de uma frase. Escapa-lhes de todo.
A propósito de uma afirmação atribuída a alguém da DGS sobre o surto de legionella que teria dito que o facto de o período de incubação ser variável (como o é em todas as patologias), levaria a supôr (se todos os casos proviessem de uma mesma fonte e de uma mesma altura) que nos próximos dias haveria ainda novos casos, a interpretação jornalística foi mais ou menos esta: como o prazo de incumbação vai de oito a dez dias, é provável que nos próximos dias apareçam novos casos.
Não é preciso explicar a asneira nem o que falta à pessoa que tal redigiu para poder usar a lógica.
08/11/2014
06/11/2014
04/11/2014
03/11/2014
Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 25

Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.
Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.
02/11/2014
Incêndios florestais
Vou aqui correr o risco de fazer uma presunção a favor deste governo. O facto é que não ouvi nenhum responsável do Ministério da Administração Interna vangloriar-se de termos tido, em 2014, um número de incêndios e uma área ardida (muito) abaixo das respectivas médias dos últimos dez anos. Ao contrário do que aconteceu em anteriores governos.
Pode ser que ainda venha a ser corrigida esta minha presunção.

a p.3 do Relatório Provisório de Incêndios Florestais Nº9/2014 (de 01 de Janeiro a 15 de Outubro), do ICNF, de 16/10/2014
Vou aqui correr o risco de fazer uma presunção a favor deste governo. O facto é que não ouvi nenhum responsável do Ministério da Administração Interna vangloriar-se de termos tido, em 2014, um número de incêndios e uma área ardida (muito) abaixo das respectivas médias dos últimos dez anos. Ao contrário do que aconteceu em anteriores governos.
Pode ser que ainda venha a ser corrigida esta minha presunção.
a p.3 do Relatório Provisório de Incêndios Florestais Nº9/2014 (de 01 de Janeiro a 15 de Outubro), do ICNF, de 16/10/2014
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