02/08/2014

Jornalismo

Às vezes, mas só às vezes, tento demonstrar que a minha impaciência com o jornalismo se justifica bem com a recorrência de erros factuais, de falhas de compreensão, de raciocínios irracionais, etc.
E que sendo o jornalismo apenas o espelho da sociedade ela tem todas essas qualidades.
E apresento exemplos com a maior das facilidades – é só ouvir com atenção qualquer telejornal.
Há pouco, estava escrito na pantalha (Telejornal da RTP1) que Santiago do Escoural ficava a meio do caminho entre Chaves e Faro.



Para quem não sabe onde fica Santiago do Escoural acrescento que se desenvolve à volta do km 534 da E.N. 2. Que liga Chaves a Faro, de facto.
As cartas militares ainda indicam um km 738 dessa estrada à entrada de Faro. O km 737 ainda parece estar de boa saúde mil metros antes.
É fazer a conta – 534 é metade de 738.

O mei do caminho é um lugar com fronteiras largas, sabe-se. Mas chamar o meio do caminho a um lugar que fica a três quartos...
Guerra

Nas guerras, o que conta não é o teor das declarações. É o tom com que são feitas.
Atão mas...

Falta qualquer coisa quando se diz atão mas...

01/08/2014

Os sinais assim desmentem

Os meus usos e costumes. Do século XXI.

31/07/2014

Não houve epifania

Será interessante ler o despacho da Procuradoria de Almada sobre o caso das mortes na praia do Meco.
Epifania não houve.
Sem ler o que lá está escrito e sem conhecer o processo – um grupo de pessoas maiores de idade que se reúne voluntariamente em dado local é um grupo de pessoas maiores de idade que se reúne voluntariamente em dado local. Ou não será?

29/07/2014