Incentivo fiscal
Suponho que um incentivo de Vidal Fitas ou Manuel Zeferino será muito mas muito mais eficaz no controlo da natalidade do que um incentivo fiscal.
Eu disse controlo?
04/08/2007
Tempo & resultado
Ainda há quem faça relatos da bola. E ainda há quem introduza o colega de reportagem com um sonoro e pausado “tempo e resultado?”
Soou-me bem.
Soou-me bem. A mim, que nunca fui de futebóis mas cheguei a ser de relatos. Nas épicas quartas-feiras europeias de depois de almoço à noite cerrada. Em que os sons roufenhos da bola em rádios ocasionais exerciam uma atracção a ponto do “quantos há?"
Soou-me bem, que foi golo do Sporting.
Soou-me bem, que algumas inflexões de voz do relator me fizeram lembrar o logro que eu não perdoava àqueles vizinhos de toldo que levavam o tijolo para ouvir o Benfica ou outro idêntico.
Era tiro e queda. Eles a ouvir um ramerrento relato e de repente, no rádio do lado, que era apenas um jornal megafonicamente enrolado, ouvia-se um vibrante golo, somando logo aquela pausa engasgável entre o golo – gooolo e o inevitável gooooooooooolo. Era vê-los a mexer no botanito, naquilo que hoje se celebraria como zapping. Na primeira jornada era fatal.
Vejo agora que indo por aqui vou dar a uma dupla de atacantes que dava pelos nomes de Carapau e Peixeiro.
É melhor deixar a parte d’”A Bola” para outro dia.
Ainda há quem faça relatos da bola. E ainda há quem introduza o colega de reportagem com um sonoro e pausado “tempo e resultado?”
Soou-me bem.
Soou-me bem. A mim, que nunca fui de futebóis mas cheguei a ser de relatos. Nas épicas quartas-feiras europeias de depois de almoço à noite cerrada. Em que os sons roufenhos da bola em rádios ocasionais exerciam uma atracção a ponto do “quantos há?"
Soou-me bem, que foi golo do Sporting.
Soou-me bem, que algumas inflexões de voz do relator me fizeram lembrar o logro que eu não perdoava àqueles vizinhos de toldo que levavam o tijolo para ouvir o Benfica ou outro idêntico.
Era tiro e queda. Eles a ouvir um ramerrento relato e de repente, no rádio do lado, que era apenas um jornal megafonicamente enrolado, ouvia-se um vibrante golo, somando logo aquela pausa engasgável entre o golo – gooolo e o inevitável gooooooooooolo. Era vê-los a mexer no botanito, naquilo que hoje se celebraria como zapping. Na primeira jornada era fatal.
Vejo agora que indo por aqui vou dar a uma dupla de atacantes que dava pelos nomes de Carapau e Peixeiro.
É melhor deixar a parte d’”A Bola” para outro dia.
03/08/2007
A Volta

imagem do site respectivo
Era por aqui que se me dava ver passar a caravana:
1ª etapa – Ponte sobre a ribeira do Vascão (ver percurso)
2ª etapa – Cruzamento de Alpalhão (ver percurso)
3ª etapa – Entroncamento do Terreiro das Bruxas (ver percurso)
4ª etapa – Curva da Ponte do Abade (ver percurso)
5ª etapa – Ponte dita da Caniçada - a que é sobre o rio Cávado (ver percurso)
6ª etapa – Ponte de Cavez (ver percurso)
7ª etapa – Ponte sobre o rio Sardoura (ver percurso)
8ª etapa – Ponte sobre o rio Águeda (ver percurso)
9ª etapa – Ponte das Três Entradas (ver percurso)
Mas é certo que não estarei por lá.
imagem do site respectivo
Era por aqui que se me dava ver passar a caravana:
1ª etapa – Ponte sobre a ribeira do Vascão (ver percurso)
2ª etapa – Cruzamento de Alpalhão (ver percurso)
3ª etapa – Entroncamento do Terreiro das Bruxas (ver percurso)
4ª etapa – Curva da Ponte do Abade (ver percurso)
5ª etapa – Ponte dita da Caniçada - a que é sobre o rio Cávado (ver percurso)
6ª etapa – Ponte de Cavez (ver percurso)
7ª etapa – Ponte sobre o rio Sardoura (ver percurso)
8ª etapa – Ponte sobre o rio Águeda (ver percurso)
9ª etapa – Ponte das Três Entradas (ver percurso)
Mas é certo que não estarei por lá.
01/08/2007
A Zambujeira
Nunca fui um adepto da Zambujeira.
Ou melhor, nunca fui adepto da praia da Zambujeira.
A minha família materna passou lá férias antes da minha chegada mas já se tinham mudado há muito para Vila Nova.
Havia os amigos que por lá se detinham nos anos 60. E era lá e ao Porto Covo que íamos mais pelo marisco do que por outra coisa qualquer.
Suponho que, por junto e atacado, terei molhado os pés ao pé do Palheirão uma ou duas vezes. Não mais. Dizia-se que era um mar muito perigoso em comparação com os outros da zona.
Por falar em perigos, também me recordo de um acidente grave que por lá se deu com um autocarro de gente que ia ao 29. Na rampa da praia, nesse tempo um caminho de terra e areia. Terá perdido os travões, diziam. E lá foi parar ao fundo.
Depois houve a época do Clube da Praia. Anos 80. E as carradas que se traziam de volta.
Mas era só de noite que lá ia.
E resume-se a isso e a mais uns quantos episódios dignos de Rocambole a minha ligação a tal praça.
Assisti pois de longe à transformação do lugarejo que o meu Avô fotografou em 1932, podendo na foto contar-se, uma a uma, todas as casas, na actual estância de férias e em pólo de atracção festivaleiro.
Certo ano, ainda lá fui levar e buscar quem se atrevesse ao pó das canções. Vi de perto a grandiosidade da coisa. Com paragem no Encalho.
Estou a ficar velho. E gosto dos James, que me deixaram de um outro ano belas recordações.

(pormenor de foto publicada aqui)
Que Oeste será este? O do Alentejo, é certo que é!
Nunca fui um adepto da Zambujeira.
Ou melhor, nunca fui adepto da praia da Zambujeira.
A minha família materna passou lá férias antes da minha chegada mas já se tinham mudado há muito para Vila Nova.
Havia os amigos que por lá se detinham nos anos 60. E era lá e ao Porto Covo que íamos mais pelo marisco do que por outra coisa qualquer.
Suponho que, por junto e atacado, terei molhado os pés ao pé do Palheirão uma ou duas vezes. Não mais. Dizia-se que era um mar muito perigoso em comparação com os outros da zona.
Por falar em perigos, também me recordo de um acidente grave que por lá se deu com um autocarro de gente que ia ao 29. Na rampa da praia, nesse tempo um caminho de terra e areia. Terá perdido os travões, diziam. E lá foi parar ao fundo.
Depois houve a época do Clube da Praia. Anos 80. E as carradas que se traziam de volta.
Mas era só de noite que lá ia.
E resume-se a isso e a mais uns quantos episódios dignos de Rocambole a minha ligação a tal praça.
Assisti pois de longe à transformação do lugarejo que o meu Avô fotografou em 1932, podendo na foto contar-se, uma a uma, todas as casas, na actual estância de férias e em pólo de atracção festivaleiro.
Certo ano, ainda lá fui levar e buscar quem se atrevesse ao pó das canções. Vi de perto a grandiosidade da coisa. Com paragem no Encalho.
Estou a ficar velho. E gosto dos James, que me deixaram de um outro ano belas recordações.
(pormenor de foto publicada aqui)
Que Oeste será este? O do Alentejo, é certo que é!
Circulação arterial

Por via d’O Céu sobre Lisboa, deparei com esta actualização da página de história da JAE / IEP / EP.
Dois vídeos, um de 13 minutos, comentado e outro de 25 minutos, só com música de fundo.
A história da circulação arterial em Portugal continental desde 1927.
Valem bem a pena para quem gosta do tema. Pontes e estradas.

imagem da JAE
Pela parte que me toca, também lá revi parte da minha própria história.
Por via d’O Céu sobre Lisboa, deparei com esta actualização da página de história da JAE / IEP / EP.
Dois vídeos, um de 13 minutos, comentado e outro de 25 minutos, só com música de fundo.
A história da circulação arterial em Portugal continental desde 1927.
Valem bem a pena para quem gosta do tema. Pontes e estradas.
imagem da JAE
Pela parte que me toca, também lá revi parte da minha própria história.
31/07/2007
Valorizações morais e ciência
Se a moral é qualquer coisa que varia com as sociedades e que emana valores que são mais ou menos partilhados, a ciência é, em todas as sociedades sem excepção, a busca do conhecimento. Ponto.
É com base nisto que não aceito que um cientista, qualquer que ele seja, introduza valores morais na argumentação científica.
Se a moral é qualquer coisa que varia com as sociedades e que emana valores que são mais ou menos partilhados, a ciência é, em todas as sociedades sem excepção, a busca do conhecimento. Ponto.
É com base nisto que não aceito que um cientista, qualquer que ele seja, introduza valores morais na argumentação científica.
30/07/2007
Alfa pendular
Diz um responsável da CP que não é possível regular o ar condicionado dos Fiat do serviço Alfa para valores de conforto quando a temperatura exterior é muito elevada, acima dos 35º.
Digo eu que estas afirmações e o ar natural com que são feitas me faz lembrar a velha anedota dos armários para esquis em projectos importados de escolas para o meridião.
Diz um responsável da CP que não é possível regular o ar condicionado dos Fiat do serviço Alfa para valores de conforto quando a temperatura exterior é muito elevada, acima dos 35º.
Digo eu que estas afirmações e o ar natural com que são feitas me faz lembrar a velha anedota dos armários para esquis em projectos importados de escolas para o meridião.
As sandalinhas de plástico
Num dia de calma idêntico ao de hoje – que a temperatura neste escritório citadino não desce dos 30º e a Lua lá fora (quanto lá fora? muito ou pouco?) está cheia e parece ajudar, reflectindo as ondas, à festa – num dia de calma idêntico ao de hoje, um insuspeito comprador de cortiça sentenciou para quem o quis ouvir que já ninguém se lembrava da revolução do plástico.
Ao ouvi-lo dizer tal, passaram-me pela memória os vendedores de alguidares, de jarros, de vasos, montados nas suas Austin A 40, Ford Anglia ou Thames.
Ao escrever agora isto, também me vem à cabeça que quase nada resta da indústria automóvel britânica, um pouco à medida da British Ever Ready Export Co..
Adiante.
Atrás. Ao plástico. Ao plástico e à calma. A noite vai de altas pressões.
E nenhumas altas pressões, calor algum me fazia andar na rua de sandálias. Impossível.
Inadequável. Jogar à bola de sandálias?
Mesmo aquelas coisas mais ou menos fechadas à frente mas que se afivelavam e deixavam os lombos dos pés à mostra, mesmo essas, a custo aceitava calçar.
Quantos pares de sapatos terei desgraçado com o futebol-pedra? E com a travagem dos carros de rolamentos, rua abaixo? E biqueirando o chão para fazer piras e matas? Isso lá era possível de sandalinhas?
Ao plástico? Pois era do plástico que falava.
Às sandálias de plástico, seja (as voltas que este tipo dá para chegar a uma coisa tão óbvia como umas sandálias de plástico).
Não sei bem em que ano quase me converti a tal coisa. Uma coisa deve ser certa, devia estar longe da minha trupe e perto das minhas primas. Com elas, seria pouco provável que se desenrolasse um muda aos cinco, acaba aos dez a qualquer altura.
Nessa óptica, talvez me tenha rendido a experimentar as coisas. Afinal era só para chegar à praia. Lá, poderia de novo chutar a bola sózinho mas de pés nus.
Mas a rendição não terá sido incondicional, creio. Parecia-me aquilo coisa de mulheres.
E depois fazia-me roeduras nos dedos, ali onde encaixava nos ditos.
Era razão mais do que suficiente para preferir calçado mais másculo. Sapatos, pois.
E assim foi, até um dia.
Um dia qualquer, em que a minha masculinidade já não seria posta em causa por um calçado duvidoso, ainda que cor-de-rosa ou assim, deixei que ela me comprasse uns.
E a coisa estranha foi que não me fizeram mal aos dedos.
Devo ter ganhado calo.
Já era pois mais do que altura para me esquecer da bola e da dificuldade que era correr à frente da polícia com tais coisas nos pés.
Dispensei-me de lhe contar das minhas reticências a tal tipo de solas auxiliares e comecei a olhar com um certo carinho para as sandálias de plástico.
No verão seguinte, dado não as ter transportado na bagagem, comprei outras. De cor diferente.
E no outro, idem.
Para aí ao terceiro ou quarto verão - se fosse no terceiro tinha sido na linha de cima, não façam caso, mas terceiro a contar do quê? - fazendo a habitual paragem de meio do caminho na casa da vila, vi no meu quarto um par a olhar-me assim que suplicantemente. Leva-nos lá para a praia. Não fomos feitas para o sequeiro. E, dando-lhes razão, carreguei-as comigo.
Mas não resisti a mudar de cor, uma vez mais. E lá juntei um novo par.
Desde então, juntei umas quantas cores diferentes. Depois deixei de ver tal calçado à venda. Falo daquelas mesmo oficiais. Que imitações e apegreides é o que não falta para aí.
Deixei de ir à praia. Ou quase. Penso se terá o caso a ver com a falta de sandálias de uma cor nova. Talvez.
As penúltimas que comprei eram dessas já especiais de corrida. Pretas e com o arco-íris nas fitas. Arco-íris? Pois! Nesse tempo longínquo era apenas um arco-íris, a luz visível.
As últimas, foram há dias atrás. São amarelas, de fita cor-de-laranja.
E têm um saúrio, unzinho só, assim à maneira do Escher.
Tem que estar muito calor aqui (fui ver – estão 29º) para eu escrever tanto disparate.
E publicá-lo. Coisa que vou fazer a seguir, mesmo que não faça sentido dizê-lo assim, depois de já terem lido (corajosos!).
É do calor, acreditem.
Num dia de calma idêntico ao de hoje – que a temperatura neste escritório citadino não desce dos 30º e a Lua lá fora (quanto lá fora? muito ou pouco?) está cheia e parece ajudar, reflectindo as ondas, à festa – num dia de calma idêntico ao de hoje, um insuspeito comprador de cortiça sentenciou para quem o quis ouvir que já ninguém se lembrava da revolução do plástico.
Ao ouvi-lo dizer tal, passaram-me pela memória os vendedores de alguidares, de jarros, de vasos, montados nas suas Austin A 40, Ford Anglia ou Thames.
Ao escrever agora isto, também me vem à cabeça que quase nada resta da indústria automóvel britânica, um pouco à medida da British Ever Ready Export Co..
Adiante.
Atrás. Ao plástico. Ao plástico e à calma. A noite vai de altas pressões.
E nenhumas altas pressões, calor algum me fazia andar na rua de sandálias. Impossível.
Inadequável. Jogar à bola de sandálias?
Mesmo aquelas coisas mais ou menos fechadas à frente mas que se afivelavam e deixavam os lombos dos pés à mostra, mesmo essas, a custo aceitava calçar.
Quantos pares de sapatos terei desgraçado com o futebol-pedra? E com a travagem dos carros de rolamentos, rua abaixo? E biqueirando o chão para fazer piras e matas? Isso lá era possível de sandalinhas?
Ao plástico? Pois era do plástico que falava.
Às sandálias de plástico, seja (as voltas que este tipo dá para chegar a uma coisa tão óbvia como umas sandálias de plástico).
Não sei bem em que ano quase me converti a tal coisa. Uma coisa deve ser certa, devia estar longe da minha trupe e perto das minhas primas. Com elas, seria pouco provável que se desenrolasse um muda aos cinco, acaba aos dez a qualquer altura.
Nessa óptica, talvez me tenha rendido a experimentar as coisas. Afinal era só para chegar à praia. Lá, poderia de novo chutar a bola sózinho mas de pés nus.
Mas a rendição não terá sido incondicional, creio. Parecia-me aquilo coisa de mulheres.
E depois fazia-me roeduras nos dedos, ali onde encaixava nos ditos.
Era razão mais do que suficiente para preferir calçado mais másculo. Sapatos, pois.
E assim foi, até um dia.
Um dia qualquer, em que a minha masculinidade já não seria posta em causa por um calçado duvidoso, ainda que cor-de-rosa ou assim, deixei que ela me comprasse uns.
E a coisa estranha foi que não me fizeram mal aos dedos.
Devo ter ganhado calo.
Já era pois mais do que altura para me esquecer da bola e da dificuldade que era correr à frente da polícia com tais coisas nos pés.
Dispensei-me de lhe contar das minhas reticências a tal tipo de solas auxiliares e comecei a olhar com um certo carinho para as sandálias de plástico.
No verão seguinte, dado não as ter transportado na bagagem, comprei outras. De cor diferente.
E no outro, idem.
Para aí ao terceiro ou quarto verão - se fosse no terceiro tinha sido na linha de cima, não façam caso, mas terceiro a contar do quê? - fazendo a habitual paragem de meio do caminho na casa da vila, vi no meu quarto um par a olhar-me assim que suplicantemente. Leva-nos lá para a praia. Não fomos feitas para o sequeiro. E, dando-lhes razão, carreguei-as comigo.
Mas não resisti a mudar de cor, uma vez mais. E lá juntei um novo par.
Desde então, juntei umas quantas cores diferentes. Depois deixei de ver tal calçado à venda. Falo daquelas mesmo oficiais. Que imitações e apegreides é o que não falta para aí.
Deixei de ir à praia. Ou quase. Penso se terá o caso a ver com a falta de sandálias de uma cor nova. Talvez.
As penúltimas que comprei eram dessas já especiais de corrida. Pretas e com o arco-íris nas fitas. Arco-íris? Pois! Nesse tempo longínquo era apenas um arco-íris, a luz visível.
As últimas, foram há dias atrás. São amarelas, de fita cor-de-laranja.
E têm um saúrio, unzinho só, assim à maneira do Escher.
Tem que estar muito calor aqui (fui ver – estão 29º) para eu escrever tanto disparate.
E publicá-lo. Coisa que vou fazer a seguir, mesmo que não faça sentido dizê-lo assim, depois de já terem lido (corajosos!).
É do calor, acreditem.
29/07/2007
Coisas assim
Aquilo que ouvi hoje em dois canais distintos de televisão, em línguas distintas, ilustra bem o estado a que chegámos no que respeita a informação, a jornalismo.
Para quem não sabe, houve na sexta-feira em Phoenix uma colisão entre dois helicópteros ao serviço de televisões, que se dedicavam a seguir um tipo que fugia, de carro, à polícia. Morreram quatro pessoas.
Já todos vimos essas perseguições filmadas do ar. Se bem que sem acidentes de helicóptero.
O que me deixou de ouvido à banda foi a informação de que o caçado – que o foi mesmo – pode ser acusado por responsabilidade na morte destas quatro pessoas.
Haja ou não um fundo de verdade nesta afirmação, o resultado é igualmente absurdo e muito ilustrativo. E já agora, exemplar. Não sei é de quê, mais uma vez.
Aquilo que ouvi hoje em dois canais distintos de televisão, em línguas distintas, ilustra bem o estado a que chegámos no que respeita a informação, a jornalismo.
Para quem não sabe, houve na sexta-feira em Phoenix uma colisão entre dois helicópteros ao serviço de televisões, que se dedicavam a seguir um tipo que fugia, de carro, à polícia. Morreram quatro pessoas.
Já todos vimos essas perseguições filmadas do ar. Se bem que sem acidentes de helicóptero.
O que me deixou de ouvido à banda foi a informação de que o caçado – que o foi mesmo – pode ser acusado por responsabilidade na morte destas quatro pessoas.
Haja ou não um fundo de verdade nesta afirmação, o resultado é igualmente absurdo e muito ilustrativo. E já agora, exemplar. Não sei é de quê, mais uma vez.
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