22/01/2026

Ventura

O Chega é André Ventura. André Ventura é o Chega. Afirmações que quase toda a gente subscreve. Há, porém, um escolho nestas asserções: se o Chega veio para obrigar os partidos do costume a desamassarem do politicamente correcto em vários aspectos da vida nacional e conseguiu, já Ventura, ele próprio, o incensado positiva e negativamente pela imprensa, não tem perfil nem forma para prosseguir o mesmo caminho a partir de Belém.
Se o Chega ainda não esvaziou e nisso me enganei nos cálculos, Ventura é um vazio a que(m) se dá demasiada atenção. Um balão que, por milagre, se sustém.

21/01/2026

Trump e a realidade nua e crua

Há uma vida atrás a velha camponesa que vinha ao avio na venda da serra mostrava de uma penada que, no seu alheamento das ideias feitas dos urbanitas, tinha o tino todo: o que mandava mais era (é) a força. Mais do que a posse, mais do que a razão, assim o disse a quem a interpelou.
Tal lucidez não me esqueceu.


Os urbanitas ocidentais atrás citados viveram uma ilusão no pós-guerra: que havia um Direito internacional e que era respeitado.
Ignoravam assim várias coisas:
Não há Direito que subsista sem que haja força para o aplicar.
Que essa força existia, que resultava do conjunto das nações vitoriosas. E que, por isso, o Direito se subjugava aos seus interesses. Não foram raras as ocasiões em que o Direito internacional se vergou perante eles.

Viviam nessa ilusão até que o inenarrável Trump ou a sua tropa mostraram à saciedade que o rei ia nu.
Ao mesmo tempo que mostraram tal deixaram a Europa à mercê da sua condição de adolescente a quem os pais põem fora de casa a fim de se fazer à vida.
É nesse confronto com a realidade, saídos de uma ilusão e de um conforto, que estamos.
Não faltam comentadores e opinadores baralhados com o estado do mar.
Pior do que isso, não faltam políticos de terceira escolha atarantados com as vagas.

18/01/2026

Todas as portuguesas e todos os portugueses

Os idiotas do costume, politicamente correctos, usam estas expressões para logo mais à frente se esquecerem de as replicar.
Ainda cutucam os seus apaniguados que defendem um sexo não-binário. Hoje foi um fartote. E continua...

A todos e a todas


Sapateiros e sapateiras
Cavalos e cavalas
Postos e postas
Linhos e linhas
Lagartos e lagartas
Copos e copas
Ventos e ventas
Tralhos e tralhas
Festos e festas
Colos e colas
Vinhos e vinhas
Bolos e bolas
Rolos e rolas
Cigarros e cigarras
Canos e canas
Campos e campas
Solos e solas
Limos e limas
Calos e calas
Solos e solas
Bicos e bicas
Putos e putas

Bom dia!

SG, inéditos, 2024
Portugal, 1993