29/05/2009

A cabina telefónica

aqui mencionei como a PT me tornou escutador de conversas.
A forma pérfida como proporcionou a introdução nos meus sonhos de palavras alheias, numa só via.
Pois hoje, e apesar de um episódio já acontecido aqui nas alturas, em que se chamava a Ritinha, retomei às escutas, por via de um andaime colocado no prédio ao lado, em que, mesmo junto à janela do meu quarto, passadas que foram as semanas de martelo e de broca, se procede a trabalhos quase silenciosos.
Ouvi telefonemas, naturalmente. Já não são necessárias cabinas. Ouvi imprecações à moda das obras, ouvi considerações políticas e desportivas.
Mas não, não os vou denunciar. Nem sequer passar as notícias aos jornais.

28/05/2009

O Caça

Há dias que andava enredado com a fácies do lugar. Dos lugares. De alguns lugares. De alguns e apenas de alguns entre aqueles por onde andei mais tempo.
Sendo que a fácies se refere aqui ao rosto humano. Às características comuns que eu acredito identificar no rosto das pessoas que habitam cada um desses lugares.
Quando começava hoje a ter essa crença em relação a determinado bairro de Lisboa, uma das caras que eu observara saindo da taberna para a torreira do sol definiu-se de perfil junto ao vidro da janela ao pé da qual me encontrava sentado.
Introduzindo aqui um lugar comum, tratava-se de uma espécie de inverso hopperiano. Nighthawks ao invés, de dia e de dentro para fora.
A face que então se recortou vinda da esquerda alta não pertencia, não podia pertencer àquele contexto.
Claro que não. Era o Caça. O meu velho conhecido Caça-Aviões, transplantado da canícula da vila para uma interpelação à esquina para saber de direcções na capital.
Hesitei durante os quinze ou vinte segundos em que o vi à boca de cena, se haveria de ir à porta e chamá-lo para uma cerveja.
Haveria de se surpreender mais do que eu.
Deixei-o ir.
Lisboa, 2009

27/05/2009

Comentadores

Ontem apareceu aí pelas nove e tal da noite um comentador num canal de televisão a dizer que Oliveira e Costa se tinha limitado a ler uma longa declaração e que não tinha respondido a nada.
Eu (e mais meio mundo) até à meia-noite e tal, ouvi-o responder a muitas perguntas que ele às nove já tinha visto, ainda que em pequena parte, serem-lhe fornuladas.
O comentador não sabe, portanto, do que fala.

26/05/2009

25/05/2009

A1, viaduto sobre o rio Trancão, 2009

No país do atraso mental

Confundir o que quer que seja daquilo que se ouviu nas televisões àcerca da escola Sá Couto em Espinho com educação sexual é puro e duro atraso mental.
Independentemente da deturpação possível.
Desamor é

Ouvir os comunistas falar da destruição do tecido económico português...
As coisas que eu não disse


imagem da RTP

Não disse aqui que não me cheirava nada a contratação de Derlei pelo Sporting, duas épocas atrás. O facto é que não me cheirava mesmo.
Dou agora o braço a torcer e digo mais, gostaria que ele ficasse em Alvalade na próxima época.