03/06/2006

01/06/2006

Época balnear

É nesta altura, mais do que em qualquer outra, que sinto passar os anos e isso nota-se bem.

31/05/2006

A emboscada da Avenida do Aeroporto

Não. Aqui não. Não tenho, não temos, vocação de suicidas.
Aqui matas três ou quatro e a seguir não tens escapatória. Fecha o portão.
Atão porra?
Atão temos que encontrar uma situação mais favorável. Onde, de longe, possas abater o maior número de gajos, pá. E alguma hipótese de fuga. Aqui não dá.

Por trás do muro, desfrutavam a vista do vale de Loures, transplantado que estava para as vizinhanças do Areeiro.
Dado se encontrarem numa espécie de caminho de festo e as ribanceiras serem perigosas, tinham que se equilibrar com cuidado para não se precipitarem por ali abaixo.
Foi depois de uma descida ao vale e de uma nova subida, mais além, em reconhecimento, que finalmente aportaram ao Retiro.
Foram logo conduzidos ao reservado, com o beneplácito de um elemento da Resistência.
Aí, já se encontrava um grupo à mesa. Ruidoso e bem-disposto. As HK G-3 em sarilho a um canto.
Saudaram-se. Foram ocupar uma mesa do lado das janelas que davam para o vale.

O grupo era da Figueira da Foz. Viera a pé desde lá e não encontrara inimigos no trajecto. Tinha aqui em Lisboa uma táctica mais própria de atiradores furtivos. Disparavam de plano alto, quase sempre de janelas, um ou dois tiros pela certa. E seguiam.

Não tiveram coragem de lhes dizer que ainda não haviam disparado um único tiro.

Dali seguiram à cata de munições. Encontraram um outro grupo que parecia vir ou de festas populares ou de uma queima. Estranharam-se mutuamente.
Estes achavam que os invasores retirariam por cansaço.
Não foi possível convencê-los de que esse cansaço teria que ser provocado.
Uma das moças do grupo ficou para trás...

Esta recordação de uma noite mal dormida foi-me despertada pelo episódio da Perna de Pau, das andanças de Bic Laranja. Com a referida achega de Paulo Cunha Porto.
Foi por eles que percebi onde estivera.
Espólio (16)



Grandes planos

29/05/2006

Confissões

Estou, há vários dias (semanas, meses?), em Westminster, de mão dada com Clarisse*, à espera de atravessar a rua.
Não há meio.

De mão dada...
Clarisse jamais consentiria.

*link redireccionado
C.M. 1021 de Montalegre, 2001



E tirei e não foi uma foto. Que isto, embora pareça, não é uma fotografia. Sendo-o.
Ósseja, também eu não consigo perceber as imagens que (me) acompanham.

Ah, e como o verbo destruir não se encontrava balizado, sempre destruí uma coisa que me incomodou.
Quantas serão as vezes

Em cada dia que se percebe que um jornalista não percebeu a notícia que está a dar?
Ou que diz que aconteceu exactamente aquilo que não aconteceu, como se pode muitas vezes facilmente comprovar pelas imagens que entretanto passam?

28/05/2006

E assim vai o mundo

Quente e em festa para estes lados.
Não houve, pelos sinais, fogos nos telejormais que não vi.
Mas o cagaço ronda. Ah, se ronda.





E esta maquineta recusa-se a trabalhar com esta calmaria. Não sai ao dono.
Dono que o sendo também de outra maquineta lhe deu agora para andar por aí, à noite, com ela em riste. Depois de ancião.

Posto isto, os posts voltarão logo que a primeira e o último se disponham.