05/09/2009

Voz off

Há pouco, na TVI24, otómano em vez de otomano e Capadoce em vez de Capadócia.
Hospitaleiros em vez de Hospitalários.
Num documentário sobre hotéis e afins.
Jornalismo

Há pouco, na SICN, legendavam a expressão “sangrar-se em saúde” proferida por Marcelo Rebelo de Sousa, assim: “sangrar sem saúde”.
É uma sangria ao cérebro!

03/09/2009

Céu de 18500 versão ante-meridiana

Céu de 18500

Ver a bola

Já vi várias vezes as imagens daquele lance na Bélgica que originou uma lesão grave num jogador.
Sem qualquer tipo de certeza – que é coisa que nunca ou muito raramente se pode ter nestas situações – dá-me ideia de que o lesionado entrou a matar. E que o outro fez um gesto reactivo qualquer de ataque ou de defesa que resultou no que se viu.
Como a coisa deu perna partida com mau aspecto, o assassino é só um.
Não sei ver a bola.
Restos de colecção (73)



Imagens da brochura da inauguração do Monumental, in “Monumental Monumental”; José Manuel Fernandes, Revista Arquitectura, nº152, Maio-Junho de 1984, p.73
(clicar para ampliar)

02/09/2009

Duas grandes cabeças

Em confronto na TVI.
Valha-me Deus!
Notas avulsas

Ninguém conseguiu ainda explicar à maioria dos jornalistas o que significa a palavra circunscrito. Ao que parece, nem em geometria, de forma canónica, nem aplicada a um fogo.
Continua essa maioria a achar que é sinónimo de extinto. Ou qualquer coisa dentro do género.
Ainda que haja aqui alguma justificação para tal. É que também não é claro que para todos os bombeiros tenha o mesmo significado.
A palavra controlado é que parece que desapareceu do léxico. À falta de rotundas, talvez.

Há muito quem queira ladrilhar* os campos, depois de feita a desmatação.

Esqueci-me do Tonel, quando referi César Prates e Angulo. Talvez porque quando entrou para o Sporting, isso não nos fez campeões. Enfim...

Ainda na bola, se tínhamos Scolari até C, temos Queirós até D. Mais um, portantes!

O ruído que se ouviu mais do que uma vez, durante a entrevista ao Primeiro-Ministro na RTP era um miado, um choro de criança, uma parte gaga sem graça ou o quê?


* escrito que estava este post, ouvi Gil Martins dizer que não se pode alcatroar a floresta. Ladrilhar parece-me mais bonito.

01/09/2009

Sócrates e a verdade

É verdade que a verdade é uma verdade complicada. E que exibi-la em política é estultícia.
O mesmo se aplica à modernidade, ao progressismo.
Sócrates verbera a primeira e exibe a segunda.
Ok

Quando o tempo é fresco, há mérito do dispositivo em não haver fogos.
Quando a coisa aquece, é por causa do calor que os fogos disparam.
Acho que percebi a lógica. Bate mesmo certo com o esperado.
Notas avulsas

Angulo segue o exemplo de César Prates. Ambos foram contratados por mim, no CM, antes de o Sporting se lembrar deles. Com César Prates, o Sporting foi campeão.

Ainda se continua a perguntar pela licença camarária de uns discos voadores de feira porque um deles se soltou, aparentemente por quebra do braço. Como se a licença camarária tivesse algum tipo de relevância para a coisa se dar ou não dar.

O acaso deu evidência à minha questão sobre a comparação de probabilidades – a de veranear junto às arribas e a de caminhar rente às paredes.

Os inúmeros incêndios começados a desoras não deixam grandes dúvidas quanto à sua origem.
Os tontos do costume o que dirão deste surto de fogo, com tanto planeamento e tanto meio aéreo?

Talvez o furacão da costa oeste venha apaziguar um pouco a tristeza dos catastrofistas que se vêem obrigados a recorrer ao Katrina, ignorando o colapso dos diques, para ilustrar as ideias.

Sobre estas e outras coisas, ando com ganas de me espalhar na escrita. Mas sem tempo.
O dia do placard

Ao dia 1 de Setembro de 1939, setenta anos que já lá vão, associei sempre um placard de madeira onde se afixassem jornais, notícias.
Não sei ao certo como era o placard, tenho uma vaga ideia de que se situava em Ferreira do Alentejo.
É uma memória que me foi transmitida pelo meu Pai como o dia do início da guerra. Por ter sido nele que leu a notícia.
Do início de uma guerra para a qual se viu, mais tarde, na iminência de ir combater.
A tenaz apertar-se-ia sobre a Polónia e Estaline, um dos invasores, acabaria sentado em Potsdam.


© Poeticbent in Wikimedia Commons

31/08/2009

31 de Agosto

Os anos passam e a caravana apodrece, longe do mar.
História


© IBM Research – Zurich

Como em quase tudo na vida, há um sem-número de barreiras de crença que é preciso transpor para aceitarmos aquilo que não cabe na nossa própria experiência.
Transpostas tais barreiras, o que se vê nesta foto é a História propriamente dita.

30/08/2009

Coisas


(clicar na foto para ampliar)

Ok, a publicação a tempo dos dados relativos a incêndios florestais em curso não será uma coisa com uma importância por aí além. Concedo.
Esta mensagem (das 18:59) sugere-me, até porque acompanho desde o seu aparecimento há anos, este tipo de informação que a multiplicação de ocorrências durante o dia de hoje entupiu o sistema. Seja lá o sistema o que fôr.
Sugere-me. Não o posso afirmar.
Mas é uma sugestão que nasce da associação a outros casos, como o da Linha Saúde 24 – essa com uma importância comparavelmente maior – o sistema não está programado para reagir expeditamente a um surto. E é justamente nos surtos que ele aumenta de importância e justifica a sua existência.
Coisas...

P.S. Ouço neste preciso momento que também o Ricardo Jorge não estará a dar conta do recado, atrasando as análises de despiste da gripe A.