30/10/2008

Ponto, recta e plano



No meu entendimento, há poucas coisas mais simples do que a Geometria Descritiva.
Carece de um conhecimento mínimo convencionado para se poder dominar todo o seu edifício. Qualquer coisa que se aprende em meia-dúzia de minutos.
Depois é só usar a cabeça. Independe de língua e de cultura e de conhecimento prévio.
Este tipo de matérias em que o peso está quase todo do lado do raciocínio e em que os axiomas são escassos, constitui o grande obstáculo da escola moderna.
Se é verdade que o conhecimento baseado na leitura padece de mal considerável, este conhecimento baseado no raciocínio está moribundo no sistema português.
A probabilidade de tropeçarmos numa pessoa capaz de seguir um raciocínio sem falhas por três ou quatro passos sucessivos é ridiculamente baixa.
A probabilidade de manter uma conversação baseada na análise racional de qualquer assunto é desprezável. Se a igualarmos a zero estamos a cometer um erro negligenciável.
O que é comum é a discussão emotiva, sem regras, impulsiva, cega, sem balizas, objecto, fim. Uma torrente moldada por estados d’alma, incapaz de dissecar um tijolo burro.
Se o ensino pretende formar carneiros, estamos no bom caminho. Já não são analfabetos mas estão ainda mais vulneráveis, pois pensam que sabem.
Se, pelo contrário, é caso de descobrirmos e puxarmos para cima os melhores, venham eles de onde vierem, estejam eles onde estiverem, estamos a dar gigantescos passos. Para trás.

27/10/2008

Não sei se estas duas árvores ainda estão de pé

Maldição

Com referência ao assunto em epígrafe (perdoai, mas aqui nos blogues a coisa funciona ao contrário), cumpre-me informar V.Exªs de que não foi rogada praga alguma ao fêquêpê no seu terreiro.



Se a partir da nossa visita só contam derrotas no Dragão, a coisa tem outra oriunção.

26/10/2008

A portagem da ponte

Eu gostava de me lembrar ao cimo de que rua ouvi eu um destes dias um renhido argumento sobre a bondade das antigas portagens na Ponte Marechal Carmona, em Vila Franca de Xira.
Eram três homens e o que evocou tal passado tinha uma garrafa de gás na mão.
Hora legal II

Há uma hora de diferença entre este post e o anterior, apesar do registo visível. Uma hora que nunca existiu afinal.
Perdem-se assim duas horas cada ano. A que não existe na verdade, quando os relógios dão o salto em frente e esta, que existindo a dobrar, é cortada.
Hora legal

Como é se designa a hora a que este post foi publicado?
A primeira vez que foi 1:46 de 26 de Outubro de 2008?
Se publicar outro daqui a uma hora é na segunda vez que foi 1:46 de 26 de Outubro de 2008?
Acho que nunca me tinha preocupado com tal.

(O Sapo e o Blogspot "respondem" a esta pergunta de formas diferentes: O Sapo recusa-se a publicar o post mas mostra-o nos posts já publicados na página de edição. O Blogspot coloca-o em banho-maria até daqui a uma hora!!!)