11/12/2009

Dinastia Ming

Francisco Louçã referiu-se ontem no Parlamento a umas afirmações que alguém há tempo fez sobre como apanhar os que fogem aos impostos, declarando rendimentos minimalistas, por via do folhear de revistas cor-de-rosa.
Mencionou um vaso Ming, do século III.
Não me consigo recordar se com essa menção reproduz o disparate de alguém ou se, pelo contrário é ele o autor da coisa.
Sendo este último o caso, não ficaria nada bem a quem se quer tão rigoroso e exigente.
Ao volante

Soube-se anteontem que a condutora envolvida num dos mais graves acidentes de viação rodoviária – quanto ao número de mortos – de sempre das estradas portuguesas, foi condenada em primeira instância a quatro anos e quatro meses de prisão, com pena suspensa.
Sobre o caso em si apenas me interessa agora saber que utilidade encontrou o tribunal na reconstituição do acidente. É uma coisa que me intriga desde o primeiro momento.

Já em abstracto, não conhecendo de forma alguma quaisquer circunstâncias do acidente ou qualquer dos envolvidos, fico a pensar na hipótese, aplicável a um sem-número de acidentes de automóvel, de o seu causador ser não um criminoso negligente mas um impreparado, um inconsciente da sua incapacidade para dominar um veículo automóvel e, por conseguinte, de o manter de forma segura a circular na via pública.
Neste caso, a negligência é de quem o licenciou para conduzir.
Será todo e qualquer indivíduo capaz de guiar um automóvel em condições de não pôr em risco a sua própria vida ou a de terceiros?
E não o sendo, aqueles que o não são, terão todos disso consciência?
Sempre me pareceu que não, para além das exclusões óbvias.
Ainda em abstracto e não conhecendo o número, que de resto calculo seja escasso, de condutores reincidentes na culpa pela morte de terceiros, pergunto-me se se justifica permitir que uma pessoa que é responsável por mortes na estrada continue a conduzir na via pública.
É que, relembro, os fumadores não são proibidos de ir à maioria dos restaurantes. Não podem é lá fumar.
Não se retiraria a esta gente o direito de circular na estrada. Apenas a possibilidade de o fazer no banco do condutor.
Será que o fumo de cigarros alheios mata mais gente do que a estrada?

10/12/2009

Assinando por cima

No caso, não é por baixo é por cima.
Uma belíssima e significativa fotografia do João Espinho que responde por mim.


© João Espinho

08/12/2009

Negras memórias

É improvável que no mesmo dia passem 30 e 20 anos sobre negros sucessos entre si nada relacionados na vida de um homem.
O improvável aconteceu pois há 20 anos atrás.
Por aqui perto.

07/12/2009

Oferta de Natal

Arredado que ando do alcatrão, ao invés do leitmotiv deste blogue, aprecio mais do que nunca as atenções.
Chegou-me hoje mais uma carteira de cromos de estradas enviada por DuVale.
Obrigado, amigo.

Alterações climáticas

Em seu tempo, para temperar o clima ou o ambiente usava um pé de poejo na lapela. Ou no bolso do lenço.
Frequentemente interpelado, teorizava longamente sobre os benefícios de tal atitude e sobre a maldade dos outros, que não usavam tal.
Ninguém me levava a sério. Era mesmo isso que eu pretendia das mulheres. Que não me levassem a sério.



imagem do site da cimeira