08/06/2026

Misantropia



É um espectáculo interessante este de ver o rebanho a ser rebanho e a ajuntar-se nas areias balneares. A reivindicar o direito a tal.

fotografia daqui

07/06/2026

Facebook

Foi preciso ir parar ao Facebook para ler que “ainda é (era*, sou) vivo”! As coisas que se descobrem por lá! E mais, a destinatária de tal confirmação agradeceu o informe!

* à data de Abril de 2025

04/06/2026

Foguetes e morteiros

Só gente muito básica se põe aos saltos e aos abraços por o país ter de novo assento no Conselho de Segurança.
É muito básica e é a que temos.

27/05/2026

Estado



Há-de haver uma razão válida, para lá da dita protecção dos dados pessoais de cada um, que impeça os diferentes organismos do Estado de trocarem entre si informação sobre um determinado cidadão desde que ele, sendo devidamente informado, avalize essa devassa, particularmente quando é o próprio a solicitar o cruzamento de dados.
Há muito que se vê gente a queixar-se que tem que pedir ao Estado que passe certidão que há-de apresentar ao Estado. Num tempo em que a informatização dos serviços permite uma série de caminhos para obter dados, percebe-se mal que se ande atrás de certidões, algumas delas em papel.
Saiu-me hoje isto porque estou prestes a entrar numa dessas sagas.

20/05/2026

Tendências

Israel esforça-se por fazer jus ao secular sentimento anti-judaico.

18/05/2026

Politicamente correcto

Só os ineptos pensam que a política se faz com transparência ou com verdade. É com arte, com mistificação, com sofismas, com manipulação, com paternalismo que se conduz a populaça. Sempre assim foi e por muito mais tempo será. Como dizia o outro, desde que a sociedade funcione, é não fazer ondas...
O problema surge quando muito pouca gente acredita no que se lhe diz. Quando o dito politicamente correcto, afinal o conjunto de argumentos que se julga, alguns julgam, adequado para manter o cimento social, se torna um tecido demasiado roto, demasiado permeável à realidade que acaba por não ser escondida dos olhos do povo.
É numa fase dessas que nos encontramos. O politicamente correcto dos nossos dias é de tal modo bizarro, irrealista e utópico que gera populismos - aproveitamentos dos instintos básicos - a cada passo. Depois queixa-se das suas consequências.

11/05/2026

Memória

Se há coisas que se apuram da observação das redes sociais são a ausência de raciocínio e a confusão de memórias.
Na parte das memórias é avassaladora a percentagem de insistências no erro de quem tem a memória distorcida e disso não se dá conta. Não serão todos de idade avançada.
A ausência de raciocínio não espanta.

10/05/2026

08/05/2026

Rabate e a geografia manca dos jornalistas

Mais uma brilhante jornalista a dizer que Rabate é a cidade capital mais próxima de Lisboa.

01/05/2026

Dizer o óbvio*

Prestar atenção ou interpretar o que diz Trump é algo cuja utilidade me intriga, enquanto as consequências dos seus actos são óbvia preocupação universal.
No entanto não faltam os que levam a sério o que tal figura diz.

* uma espécie de leitmotiv

29/04/2026

O orador de Espinho

O orador de Espinho gastou frases e frases para compor uma ideia básica: o Estado não pode pagar todas as aflições dos nacionais.
Disse isto de um fôlego é certo. As voltas que deu para lá chegar e de lá sair é que o confirmam como o grande orador de Espinho.

26/04/2026

Cegos, rotos e nus

Há uma classe de pseudo-intelectuais distribuída por todo o espectro político que acha, reacha e continua a achar que a estupidez está toda concentrada nos seus opositores políticos.
Ou seja, para essa tropa quem não tem as mesmas opiniões que suas excelências é burro.
Têm um espelho à frente e não se dão conta.

25/04/2026

Doutrina

Pela rua. A jornalista até teve o bom senso de referir que as criancinhas estavam “muito bem ensinadas”.
E, de facto, a doutrina sobre o 25 de Abril bonzinho e com muitas coisas também boas estava na ponta da língua.
Não sei bem para que serve isso. No tempo devido não me lembro de tentativas de me fazerem acreditar que o 28 de Maio tinha sido a última maravilha da História. O que se dizia era que tinha sido uma revolução para acabar com uma balbúrdia.
Nunca me propuseram cantar loas ao 28 de Maio.
Há afinal tantas coisas bem mais úteis para ensinar às criancinhas.

23/04/2026

Uma final saloia

Que me desculpem os de Fafe mas a minha preferência vai para o Torreense no jogo de hoje em Torres Vedras.
Por uma final saloia.

Burrocracias



O meu estimável Isabelino Abreu dos Anjos, prenhe de pontos que tinha o seu cartão de fidelização, resolveu trocá-los por um desgoverno novo. Que fosse sem Montenegros, Carneiros, Venturas, Leitões, Tavares, Raimundos ou Purezas. A resposta automática que recebeu foi a de que tal não era possível. Mas que com os pontos que tinha acumulado já tinha acesso a um novo estro que o tiraria do pessimismo de velho do Restelo e que lhe proporcionaria divisar os amanhãs que cantam. Declinou.
Temo pela sua saúde.

21/04/2026

"Mais porrada e menos barulho" ou um cérebro desarrumado



O lixo social derrama a sua nódoa nas ilhargas e nas frentes dos transportes públicos.
Será gente com Q.I. muito baixo que demonstra a sua existência através de pinturas que não fariam inveja ao homem de Cro-Magnon.
Então, ao invés de assustar tais criaturas com penas pesadas das quais não pudessem escapar, arranja-se com uma central de comunicação amiga uma campanha inútil e incompreensível – “O quarto desarrumado” - paga quase exclusivamente com o dinheiro dos contribuintes, dada a lista de patrocinadores.
Diz que se quer assim sensibilizar as pessoas.
Ora as pessoas não precisam de tal.
Quem precisa de ser controlado e não sensibilizado é esse lixo. E tal só se faz com ausência de impunidade, que é a chaga que nos apodrece a sociedade.
Onde não há civilização, se não houver medo, campeia o caos.
Crime e castigo - dizia o outro.
Mas por cá é a tolerânciazinha que dita a moda.
No meu tempo dizia-se “mais porrada e menos barulho!

19/04/2026

O depósito



O eterno retorno. Nunca houve pagamento e devolução do depósito de uma garrafa, de um garrafão...

A ver há bocado onde instalaram aqui nas redondezas as máquinas de receber depósitos, dei logo com a inevitável incorrecção na localização de um supermercado.
Se até os próprios comerciantes indicam com erros grosseiros a localização das suas lojas, o que fará com estas instituições e seus contratados?

11/04/2026

Especialistas

Afirmações confusas, explicações infantis e a inevitável utilização do jargão americano em expressões cuja tradução é simplicíssima foram as marcas que os ditos especialistas portugueses em voos espaciais deixaram nos seus comentários ao regresso à terra dos astronautas.

07/04/2026

Jornalismo



A cápsula passou pelo ponto mais próximo da Lua de que há registo e os quatro astronautas tornaram-se os primeiros seres humanos que estiveram alguma vez mais longe do planeta Terra.

A burrice é tanta que é difícil ver onde não há asneira nesta frase.
Escrever ou ler um tal disparate só está ao alcance dos “melhores”.
É isto o jornalismo de hoje.

Na CNN Portugal há pouco (cerca das 6:52 de 7 de Abril de 2026).
Vacinas

Em 2021, uma vez iniciada no final do ano anterior a campanha de vacinação anti-Covid 19, dividiram-se as almas simples entre os que sabiam de ciência certa que as vacinas eram fortemente nocivas e os contrários que achavam que se tratavam de profilaxias milagrosas.
Às mentes simples não ocorria que uma vacina feita à pressa pudesse por um lado ter um efeito secundário pernicioso como quase tudo na vida ou que, pelo contrário, pudesse ter o efeito benéfico que se espera de uma vacina ainda que mal testada, dado o tempo em que foi posta à disposição. Isto na presunção de que a doença, de que também se desconheciam as consequências a prazo, era de facto grave, coisa que era negada pelos mesmos que desdenhavam as vacinas. O certo, o certo, é que a mortalidade disparou em vagas.
O exemplar desta dualidade e que ilustrava bem o grau intelectual de quem assim se manifestava era que as posições extremadas quase coincidiam com ditos extremos políticos.

Agora, cinco anos depois, as almas simples do bando dos descrentes socorrem-se do óbvio: as vacinas tinham pouco tempo de criação e naturalmente havia um campo de desconhecido que se foi aclarando com a passagem do tempo. Sabe-se que algumas desapareceram da circulação sem grandes notícias e que, naturalmente, existiram casos graves de efeitos secundários.

O que continua é a filiação destas opiniões a coincidir com quadrantes políticos.
Dá de facto uma ideia do juízo intelectual de quem integra estas correntes.

04/04/2026

Geografia

O brutal desastre de ontem ali para os lados do Carapetal na 261-4, IC1, foi referido como perto de Santiago do Cacém, por se tratar de território desse concelho. A distância a Santiago são só mais de 40 km. A localidade mais próxima é São Romão de Panóias, depois fica Alvalade. E Aljustrel e Ourique ficam ainda assim muito mais perto.
Não há nas redacções uma criatura que saiba ler um mapa, não há no terreno uma criatura que faça ideia onde está.



Entretanto, cabe dizer que é muito provável que o Zé tenha feito mais quatro vítimas.

03/04/2026

Os simples na estrada



Uma campanha, a da Brisa, nada politicamente correcta e que acerta em cheio no simples que conduz o seu carro pondo em risco a sua vida e a dos outros.
Aponta ao simples que se vangloria no Facebook, em frases cheias de erros, dos seus feitos ao volante. E que cumpre as regras que ele antevê necessárias e que em tempos enunciei.

02/04/2026

50 anos

Passaram cinquenta anos e ainda temos uma Constituição cheia de palha.
E a palha dá-se aos...?