Sem saber do que falam
A somar aos que praticam a ciência de bola de cristal, há os que tecem considerações demasiado específicas sobre situações que desconhecem de todo.
Pode sempre fazer-se, com base na lógica e no bom senso, uma apreciação de quaisquer factos a um nível que não passa da rama. Coisa que está acessível a qualquer ser racional mesmo que não seja especialista numa dada área.
Ver os supostos especialistas falar nas televisões a partir de presunção, presunção, presunção, é que faz alguma espécie, mas é o normal nos dias que correm.
Não têm pejo em fazer figuras tais.
12/02/2022
11/02/2022
Empatia
Causa aparentemente grande espanto aos jornalistas que existam pessoas que não tenham qualquer tipo de empatia com os outros.
Ouvi também dizer que alguém que se prepara para inflingir sofrimento atroz a terceiros não é capaz de perceber esse mesmo sofrimento imposto.
Não admitem que seja capaz de ter a noção do sofrimento que irá causar mas que isso não tenha qualquer importância ou até que seja o próprio sofrimento alheio a motivação que está por trás dos actos violentos.
Causa aparentemente grande espanto aos jornalistas que existam pessoas que não tenham qualquer tipo de empatia com os outros.
Ouvi também dizer que alguém que se prepara para inflingir sofrimento atroz a terceiros não é capaz de perceber esse mesmo sofrimento imposto.
Não admitem que seja capaz de ter a noção do sofrimento que irá causar mas que isso não tenha qualquer importância ou até que seja o próprio sofrimento alheio a motivação que está por trás dos actos violentos.
Aleluia!
Não há prisão preventiva que não seja a mais gravosa das medidas de coacção.
Outros adjectivos, como grave, pesada, restritiva, limitadora não fazem parte do léxico dos pés-de-microfone.
É a redução do jornalismo à canónica linguagem castrense.
Paula Castanho, da SIC Noticias, fugiu há pouco a esta regra e disse "mais grave".
Mostrou que não era mais um papagaio.
Não há prisão preventiva que não seja a mais gravosa das medidas de coacção.
Outros adjectivos, como grave, pesada, restritiva, limitadora não fazem parte do léxico dos pés-de-microfone.
É a redução do jornalismo à canónica linguagem castrense.
Paula Castanho, da SIC Noticias, fugiu há pouco a esta regra e disse "mais grave".
Mostrou que não era mais um papagaio.
10/02/2022
Inversão das probabilidades
A ser representativo do universo estudantil o indivíduo que falou a uma televisão a propósito do caso do ataque em preparação na Faculdade de Ciências, e que dava conta da inquietação e do receio dos colegas que se reflectiria numa ausência nos exames de amanhã, isso revelaria uma dificuldade notória de interpretar probabilidades por parte de estudantes de informática.
A probabilidade de amanhã acontecer alguma coisa na faculdade, depois do alarme noticioso, é ínfima ou não?
Claro que adiar um exame é sempre uma manobra desejada.
Mudar de canal
A cada dia que passa, a sensação acentua-se e a mudança de canal torna-se mais frequente, sem que com isso se chegue a algum lado. Ouvir coisas como:
Menor centro de gravidade
faz-me caminhar mais depressa para o Restelo.
Esta gente que assim pensa e assim se expressa descende de ou representa os boçais de porta de taberna. Está contudo certificada e carimbada e por isso pertence à geração mais qualificada de sempre.
A cada dia que passa, a sensação acentua-se e a mudança de canal torna-se mais frequente, sem que com isso se chegue a algum lado. Ouvir coisas como:
Menor centro de gravidade
faz-me caminhar mais depressa para o Restelo.
Esta gente que assim pensa e assim se expressa descende de ou representa os boçais de porta de taberna. Está contudo certificada e carimbada e por isso pertence à geração mais qualificada de sempre.
09/02/2022
À bulha
Aqueles que tendo uma idade à volta da minha e que frequentaram liceus e escolas técnicas num tempo em que a bulha era frequente, num ritmo quase diário, pensam decerto que, se nessa altura houvesse televisões sensacionalistas, estas teriam talvez um repórter destacado a tempo inteiro em cada estabelecimento de ensino.
Hoje até avisam as pessoas de que as imagens podem tocar almas mais sensíveis...
Aqueles que tendo uma idade à volta da minha e que frequentaram liceus e escolas técnicas num tempo em que a bulha era frequente, num ritmo quase diário, pensam decerto que, se nessa altura houvesse televisões sensacionalistas, estas teriam talvez um repórter destacado a tempo inteiro em cada estabelecimento de ensino.
Hoje até avisam as pessoas de que as imagens podem tocar almas mais sensíveis...
08/02/2022
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