01/07/2006

Memorandum

Eu de facto tenho pouca paciência para os posts que repetem o que toda a gente já sabe.
Que aconteceu isto, que aconteceu aquilo, o raio que os parta. Parece muitas vezes que aos seus autores falta o que ninguém lhes poderia dar. Ou vender.
Mas, dito isto, faço exactamente o mesmo.
Dizem que é hoje que o Sporting faz 100 anos! Cáspite! É hora de postar sobre tal.

Eu não faço a menor ideia da causa que produziu este efeito: ser eu Sportinguista.
Posso sempre estabelecer as minhas conjecturas. Que foi por ser do contra, por ser contra a populaça benfiquista dos inícios dos sessentas. O facto é que não sei.
Mas sou e sempre serei Sportinguista. Leão, lagarto, o que quiserem chamar-me.
É pois mister que aqui dê arras pelo meu Clube. E dou.
Viva o Sporting!


imagem do site do SCP

29/06/2006

E.N. 257, 1996

O chá de superioridade

Sintonize-se o canal que dá pelo nome de AR TV.
Ouça-se a produção de que os intelectos ali presentes são capazes. De uma ponta à outra. Passando pela bancada que faz face ao chamado hemiciclo.
Descanse-se sobre isso. Se capaz se fôr.

O debate de hoje era (é) vagamente sobre a Saúde. Já passa das 5.

28/06/2006

E.N. 9, 2006

Arcos de triunfo


Espólio Campos Vilhena - foto de MSS?

Já se sabe que é assim, que os triunfos embotam a razão.
Já se sabe que há poucas coisas que não interfiram com a razão, seja lá ela o que fôr.
Já se sabe tudo isto mas repeti-lo às vezes não é inútil. Há sempre gente a chegar.

26/06/2006

O nó de Canhestros


trecho do Plano Rodoviário de 1945 - JAE

Não fazia a menor ideia de que Canhestros tinha ficado para o fim na distribuição de informação em banda larga. É o que dizem.
O nome da terra é, pois, simbólico.

Como já o era no tempo em que a rede em causa era a de estradas.
E no do fatídico nó da E.N. 121 com a E.N. 383.
A típica situação de duas longas rectas que se intersectavam sem grande notícia prévia.

Já nesse tempo os choques eram tecnológicos.
Restos de colecção (52)

Siga a música!

Ao continuar nas minhas demoradas arrumações, identificando desenhos disto e daquilo, dou por um pedaço de papel que serve de atilho a um canudo.
É uma fracção de uma cópia heliográfica. Por ser facilmente identificável o propósito que servia e parecer ser de um tempo já longínquo (que diabo, não o é assim tanto) aqui vo-la mostro, cuidando que o autor do original não há-de ficar muito aborrecido se acaso a descobrir aqui.


(clique para ampliar)

25/06/2006

Post scriptum

O Sr. Gauss, como sabeis, era alemão*. Está tudo dito.

actualizado e aditado: recuperados os acentos
*passe a incorrecção histórica
Memorandum

Descobri hoje, pela primeira vez e por quase acaso, um blogue de um familiar. Pelo Google, pois.

O Sr. Gauss e os resultados que dizem (site da FIFA) que aconteceram entre Portugal e a Holanda não auguram nada de bom. Não houve nem um jogo antes de 1990?
A paisagem fabricada

Por artes não se sabe de quem, fui parar a uma varanda vagamente em Beja.
Dela avistavam-se naves industriais, hangares, parques pavimentados, courelas semeadas, renques de oliveiras, alqueves e algum, pouco, alcatrão.
A varanda era vagamente particular, vagamente pública.
Por ali se encontravam mais caras desconhecidas do que familiares.
O que não obstou a que o meu amigo me aparecesse com uma gravata vagamente preta vagamente vermelha anunciando o óbito de um corpo com 270 kg.
E não obstou à bebida vagamente em café vagamente em cerveja.
Uma outra cara conhecida e zás.
Na oficina do defunto, talvez do defunto, um chiste.
Um chiste a propósito de alguma memória comum ou de algum motivo de calendário de parede.
E espreitei para onde devia estar o túnel que liga a Linha do Sul à tal estação terminal que fica por detrás do barranco.
Lá estava, mesmo em frente à porta da oficina e embutida na parede do túnel, uma construção que eu nunca tinha visto.
Um misto de Gaudí e Manini.
Quis explorá-la e rondei a belíssima porta, entre duas torretas semicilíndricas em cujas pequenas aberturas se distinguia breu dentro do breu.
Entrei. Alguém conhecido guiava-me, subindo sucessivos lanços de escada que desembocavam, numa mal amanhada espécie de construção escheriana, do lado de fora dos corrimões do lanço seguinte.
Lá em cima não percebi quem era quem.
Só me recordava da paisagem fabricada que se avistava da varanda.

Degraus