17/12/2011

Pensões de reforma

A parte inevitável no cálculo das futuras pensões de reforma é a redução do coeficiente a aplicar sobre o valor da contribuição global do pensionista enquanto activo. Serão mais baixas, ponto.
Lançar um tecto sobre as pensões já é mera politiquice.
E os argumentos para tal aduzidos são de uma escancarada indigência mental.

16/12/2011

A torre do Aleixo

Com a primeira demolição com explosivos de uma das torres do bairro do Aleixo, vai mais do que um edifício devoluto. Vai a ideia já morta de armazenar o operariado em megatérios. Não a ideia materialista e prática de o fazer junto das fábricas, por economia de esforço. Mas a ideia romântica assente naquilo a que uns quantos chamam de ciência social, de que a forma adequada de armazenar os efectivos e potenciais moradores de bairros de lata era em torres destas.
Pseudociência e modismo. O porque sim, porque é o que a vanguarda artística decidiu propôr ou prepôr.
E assim cai.
À força de bombas.
E outra ideia poética travestida de científica se levanta. Se levantará.

adenda cerca das 10:00:

A RTP diz que há um condicionamento numa área de 8 km (aos 2:50 deste trecho noticioso).
O que será uma área de 8 km?
E onde é que foram buscar os 8 km?

15/12/2011

O Natal dos hospitais

Há quarenta anos atrás, a dúvida surgiu-me - a quem se destinaria o Natal dos hospitais?
Depois de ter permanecido trinta e três dias em clausura, grande parte deles naquela letargia que dispensa companhia e focos de atenção, deparou-se-me tal ocorrência pouco tempo depois da alta.
Talvez a uns quantos miúdos numa fase mais saudável da doença. Desde que estivessem no hospital aprazado e com paciência para estarem sentados umas tantas horas.
Mas tudo aquilo me parecia descabido. Ainda hoje me parece.
Melhor dizendo, é um programa de televisão que faz lembrar aos sãos os que estão presos a uma cama.
Talvez por isso tenha afinal algum mérito.

12/12/2011

Inconstitucionalissimamente

Ora aí está!
Uma vez em que esta bizarra palavra, que vem ad hoc das charadas, se afigura necessária para ilustrar o modo de pensar dos que julgam que considerar um limite para um deficit como palavra da Constituição tem algum tipo de relevância para a vida nos anos que temos pela frente. Ou para quaisquer outros, sendo que a ideia se refere aos que temos de imediato pela frente.
E é isto que esta gente anda a discutir!
Inconstitucionalissimamente e rematadissimamente...
Uma espécie de boletim

Há quem compre estações meteorológicas (é um dos meus sonhos de consumo) e quem se dedique voluntariamente a recolher dados de forma sistemática.
Dados esses assim recolhidos que informaram durante décadas os boletins oficiais.
E há quem faça coisas destas, com um método muito pouco científico, mais poético do que prosaico como conviria à precisão:


(clicar para ler, ende querendo)