12/08/2011

Meninos d’ouro

O pagode pagava melhor as alcavalas se visse um lote de meninos d’ouro levar cada um o seu bem colocado chuto no cu.
A coisa continuando e tal não acontecendo, vamos ter merda a sério.

11/08/2011

Antigamente tínhamos vinte anos

Disse a um canal de televisão uma entrevistada na rua.

10/08/2011

Puerilidades

Uma das minhas esperanças vãs e estúpidas de humano é que um dos objectivos da política seja saber destrinçar entre um caderno de reivindicações e uma tábua de mandamentos.

08/08/2011

O jogo da bola

Acontece-me com o futebol mais do que qualquer outro espectáculo. O jogo de ontem foi apenas mais um.
O meu estado mórbido é apenas compatível com a utilização do sentido da audição. Todos os outros funcionam no mínimo.
Por isso, o futebol televisionado se encaixa nas actividades para dias de resguardo.
Ao som um pouco mais excitado do relator, pode ou não corresponder uma viragem de cabeça e um descerrar das pálpebras a tempo de ver uma repetição de um golo.
A minha recaída em relação ao ciclismo verificou-se justamente em idênticas circunstâncias.
Ainda que o som do ciclismo seja mais monótono.

07/08/2011

Capuzes

Não deixa de ser irónico entrever pretos vestidos com uma daquelas coisas com capuz, que não sendo em bico, quando branca ainda lembra vagamente o capuz do traje do KKK.
Os capuzes e os lenços ou máscaras podem impossibilitar a identificação individual.
Não evitam que se perceba se um tipo é preto ou não. Os gestos chegam e sobram. Com aquela margem de erro que um bom mistificador penetra.