Alavancar
Eu conheço o homem. Há muitos anos. Ainda que não saiba bem como ele se chama. Ou já não me lembre, o que dá o mesmo resultado – chamo-lhe atão, pá!
Estava sentado numa mesa que antigamente não existia. Explicando melhor, estava sentado numa mesa onde antigamente não havia mesa, era a passagem para a casa de banho.
Quando atentei bem no conteúdo da mesa, lembrei-me de um episódio antigo ali ocorrido, na mesa do canto junto à janela, com dois engenheiros, tio e sobrinho afim, civil e mecânico, que riscavam jornais com parafusos em corte. Ora bem, o homem tinha o jornal rabiscado, isso tinha. Mas tinha mais, tinha três folhas de papel garatujadas – uma, com um esquema de uma alavanca interfixa; outra, com uma letra de uma canção de Tony Carreira; e a última com este cabeçalho: perguntasamarcelo@tvi.pt, sob o qual existia um rol de alíneas.
(continua)
publicado inicialmente em Agosto de 2013
16/08/2025
15/08/2025
14/08/2025
E não está limpo!
O jornalista, perfeitamente formatado pelo politicamente correcto, indigna-se: “E não está limpo!” – referindo-se à beira do caminho vicinal que tem vegetação arbustiva e vai ardendo.
Sairá daqui e irá para outro lado qualquer proclamando que “não está limpo”.
O povo revolta-se porque “não está limpo”.
O jornalista, perfeitamente formatado pelo politicamente correcto, indigna-se: “E não está limpo!” – referindo-se à beira do caminho vicinal que tem vegetação arbustiva e vai ardendo.
Sairá daqui e irá para outro lado qualquer proclamando que “não está limpo”.
O povo revolta-se porque “não está limpo”.
Aljubarrota, 640 anos
O mito das mais antigas fronteiras da Europa continental ignora a ocupação de Olivença.
A relação com Espanha não é má e péssimo seria se ficássemos bloqueados por terra, mercê de um qualquer conflito.
Só falta que Espanha devolva aquele território. Sem mas nem meios mas.
Jean of Wavrin, "Anciennes et nouvelles chroniques d'Angleterre", British Library archive - Royal 14 E. IV, f.204
O mito das mais antigas fronteiras da Europa continental ignora a ocupação de Olivença.
A relação com Espanha não é má e péssimo seria se ficássemos bloqueados por terra, mercê de um qualquer conflito.
Só falta que Espanha devolva aquele território. Sem mas nem meios mas.
Jean of Wavrin, "Anciennes et nouvelles chroniques d'Angleterre", British Library archive - Royal 14 E. IV, f.204
13/08/2025
12/08/2025
11/08/2025
Propaganda
Com tanta propaganda que se faz para amedrontar o povo, não há quem se lembre de avisar o mesmo povo de que de nada serve combater um fogo violento com baldes de água ou mangueiras de rega.
Todos os dias nestas alturas vemos esse patético espectáculo.
Isso também demonstra a alienação das mentes, a incapacidade de usar o instinto básico na luta pela sobrevivência. Que parecia ser coisa só de urbanos.
Com tanta propaganda que se faz para amedrontar o povo, não há quem se lembre de avisar o mesmo povo de que de nada serve combater um fogo violento com baldes de água ou mangueiras de rega.
Todos os dias nestas alturas vemos esse patético espectáculo.
Isso também demonstra a alienação das mentes, a incapacidade de usar o instinto básico na luta pela sobrevivência. Que parecia ser coisa só de urbanos.
Empatia
Para uma indeterminada faixa da sociedade empatia é sinónimo de inteligência.
Se é verdade que a estupidez proporciona inúmeros equívocos que amiúde levam à antipatia, também é certo que com a inteligência convivem de perto o alheamento e a apatia em relação aos semelhantes.
Querer que inteligência e empatia sejam sinónimos é uma crença. Do verbo crer.
Para uma indeterminada faixa da sociedade empatia é sinónimo de inteligência.
Se é verdade que a estupidez proporciona inúmeros equívocos que amiúde levam à antipatia, também é certo que com a inteligência convivem de perto o alheamento e a apatia em relação aos semelhantes.
Querer que inteligência e empatia sejam sinónimos é uma crença. Do verbo crer.
10/08/2025
O algoritmo bronco
Sem dúvida que a existência de um algoritmo que interpreta a escrita e dá de imediato sugestões a quem as pede é coisa de importância. Não se deve subestimar.
O problema com o algoritmo bronco que é posto ao dispor do público (vulgo AI ou IA) é que ainda é uma criança – está na infância da arte – e não tem consistência.
É um recurso útil em circunstâncias de somenos. Mas não passa disso.
Quanto às imagens que gera disparam em mim um efeito emético.
Sem dúvida que a existência de um algoritmo que interpreta a escrita e dá de imediato sugestões a quem as pede é coisa de importância. Não se deve subestimar.
O problema com o algoritmo bronco que é posto ao dispor do público (vulgo AI ou IA) é que ainda é uma criança – está na infância da arte – e não tem consistência.
É um recurso útil em circunstâncias de somenos. Mas não passa disso.
Quanto às imagens que gera disparam em mim um efeito emético.
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