07/06/2013

De chalaças estamos fartos

O ministro das Finanças, que não deixa de ser um tipo capaz mas incapaz de lidar com as suas responsabilidades, aparentemente gosta de chalaças.
Dizer que a construção civil sofreu, no primeiro trimestre, sublinho, no primeiro trimestre, de condições meteorológicas adversas e que isso teve significado na péssima condição do sector ou é uma brincadeira infantil ou uma declaração que mostra uma completa inaptação à realidade.

06/06/2013

Arraial!

Arraial pelo nosso Isabelino Abreu dos Anjos, nascido no dia D, como não poderia deixar de ser.
A idade que conta é, pelo destituído critério dos carneiros brancos, impronunciável. Uma espécie de n-word para os vazios bestuntos das américas.

No país do atraso mental

Para que precisaria eu de um sinal na estrada que há anos asfaltaram nas minhas terras a indicar o caminho do monte? Se há trinta anos quando a estrada foi asfaltada não havia GPS seria agora que haveria uma necessidade imperiosa de o sinalizar? Para que um socorro ali chegue sem detença? Num sítio onde toda a gente conhece as chapadas, os barrancos e as alturas?
Verificando eu que os meus vizinhos tiveram igual sorte, e sendo certo que eu não paguei directamente o despautério suponho que eles também não.
É nestas merdas que se gasta o dinheiro quando há eleições.
Ou o povo é todo constituído por cavalgaduras ou os políticos são eles próprios as ditas.
Como sabem, inclino-me sempre para a segunda hipótese.
Sendo a primeira, não há remédio. Sendo a segunda, existe e é(?) simples.


montagem sobre fotografia do Google Street View

Para que se não diga que só agora ando a falar desta tropa, rebobine-se o filme.
Tenho mais um carradão de exemplos de atraso mental municipal para ir aqui deixando quando me der na telha.

04/06/2013

Foi afinal fácil

Voltar à prima forma.
Da forma

Sei que é a título de "quem tudo pode..." mas pareceu-me desleal a forma como o Blogspot (o Blogger, o Google, ou seja lá quem fôr) procedeu, alterando a forma sem aviso prévio.
Verei se consigo voltar à prima forma, que era coisa moldada há dez anos e não comprada feita.
Talvez

Há suficientes razões para supôr hoje que o perfil de Juliette se tenha fixado numa linha de aparência horizontal.
Talvez Samuel Clemens a reconheça, vertical, nas margens do Rio.

03/06/2013

As grandes questões universais - episódio q+27

Será possível demonstrar que toda e qualquer organização política não pode enumerar todos os pontos programáticos que congregaram os seus militantes?
Ladeira do Pinheiro, 2012

02/06/2013

7 livros 7

Tenho vindo a acomodar-me à ideia de finitude. Particularmente no que respeita a livros e à capacidade para os ler.
Pertenço ao grupo dos que consideram uma inutilidade possuir coisas das quais não se tira proveito. E no caso dos livros não os ler é não tirar deles proveito, ainda que em alguns casos se arribe ao fim de um livro com a sensação de que se chegou à praia depois da tempestade. O que não deixa de ser um proveito.
Vou por isso registando o que compro, o que leio e o que retiro das estantes sem que estivesse tombado.
Ainda tenho uma esperança razoável de ler todos quantos por aqui me povoam as paredes. Para a manter nesse limite de razoabilidade procuro aumentar em muito pouco em cada ano a lista de pedidos que a mim faço.
Este mês de Junho, depois da passagem pela Feira do Livro, suponho que primeira e última, arrematei 7 livros 7. Menos um do que o ano passado em que já me refreei. Talvez ainda compre mais meia-dúzia se fizerem a feira aqui ao pé de casa lá para o fim do mês.


Nota: o mês de Junho, por não estar fechado, não aparece nas contas