29/10/2011

Depressão

Esta, sim, é uma previsão de depressão bonita.


carta do ECMWF via IM
12 ou 14

Outra discussão ridícula é a que gira em torno dos meses a pagar por ano.
Não tem qualquer tipo de relevância nominal, embora eu aposte que psicologicamente a maioria das pessoas preferirá ter o mesmo valor a dividir por 14 em vez de 12.
Na origem, isto teve significado. Passar de 12 para 13 salários. E de 13 para 14.
Agora, sem haver redução do valor auferido anualmente, é irrelevante.
Mas é de irrelevâncias que se faz o discurso dos tolos.
Misturar isto com o corte dos referidos salários nos anos próximos é fazer um bolo mal amassado de coisas diferentes, apanágio dos mesmos tolos.

28/10/2011

Genéricos

A renovada polémica sobre a prescrição de medicamentos genéricos é daqueles assuntos que só prospera num lodo de ignorância e pesporrência.
A questão básica é a transferência de valor das farmacêuticas para os medicados e para o Estado comparticipante ou entre farmacêuticas.
Saber se há diferenças substantivas entre medicamentos com o mesmo princípio activo é uma tarefa que qualquer criança leva a cabo desde que tenha ferramentas para tal. Havendo, um medicamento não deveria ser considerado homólogo de outro. É a lógica da batata.
Saber se uma farmacêutica pode ou não vender os seus produtos é uma tarefa das autoridades fiscalizadoras competentes.
Só a ignorância amalgamada em argumentos estéreis sustenta esta polémica. Polémica que carimba quem nela se arrasta.

27/10/2011

7 x 109

Não sei se a data simbólica em que supostamente se contariam 7 mil milhões na ecúmena é a de hoje ou não. Como se trata de uma data simbólica tanto faz.
Desde que por aqui ando, a população da Terra mais do que duplicou, dizem as estimativas. Foi a época da glória dos humanos. A Idade do Ouro.
Logo no início do troço que se apresenta recto no gráfico, se intensificaram os movimentos higienistas. Primeiro de uma forma generalizada contra a poluição e a destruição dos habitats, agora ameaçando com as catastróficas alterações climáticas que um deus irado há-de brandir.
Ora o busílis é a multiplicação dos seres.
E começa finalmente, quase a medo, a campanha decisiva – a do controle demográfico que previna a catástrofe inevitável, caso não colonizemos a tempo outros planetas.
Esse é o tema. Tudo o resto é secundaríssimo face às implicações de um crescimento contínuo da população.
Se prestarmos atenção aos discursos políticos do Velho Mundo, assolado por um envelhecimento populacional, veremos que aspiram pela expansão demográfica e não pela contenção.
Não faço ideia, tal como quem desenhou a curva futura deste gráfico, o que se seguirá. A ideia generalizada de que o mundo subdesenvolvido continuará a ter crescimentos demográficos significativos enquanto o primeiro mundo estagna ou decresce parece-me demasiado simplista e mera projecção com base na derivada actual.



Entrementes, a minha campanha que é também uma previsão do caminho que isto leva, ornou-me o bolso da camisa. Saiu à rua.

26/10/2011

Caminho

A estrada hoje não está para “meninos”.
Em pouco mais de 60km percorridos, um tipo estava de pantanas (a parte de baixo do carro parecia estimadinha) e dois outros cheira-cus passeavam os coletes fluorescentes.
Havia de tudo, calhaus enormes à espera de uma coquinada, lencóis de água corrente, ramalhos e folhas, areia e terra.
Gosto da estrada assim. Com perigos já suspeitados, como uma viagem no Comboio Fantasma.
Só o risco é que é maior.
Porque os "meninos" andem aí.

25/10/2011

Preguiça

Este ano de 2011 presenteou-me com uma mania nova. A de escrever muitas vezes com a folha ao contrário, como se à mesa do café quisesse explicar algo a quem está à minha frente, ou, nos tempos de magistério, na folha de um aluno deixar uma nota, estando para ele virado, à frente da carteira.
Basta para tal que a mensagem seja curta e que a folha já escrita esteja virada ao contrário. Faço-o automaticamente. Com cada vez mais frequência.

24/10/2011

Cabeças de vento

Quando ocorrem situações como a de hoje no aerogare de Faro, uma e pelo menos uma de três hipóteses se estabelecem como causa:
Ocorreram circunstâncias excepcionais para as quais a estrutura não foi calculada.
Houve deficiente cálculo estrutural.
Houve deficiente execução do projecto.
Ponho de lado a deficiente manutenção por se tratar de uma estrutura recente.
Os gráficos do IM, quer quanto a intensidade de precipitação quer quanto a velocidade do vento não se mostram compatíveis com a primeira hipótese. Mas pode ainda assim ter ocorrido pontualmente algo de excepcional.
Quanto a estas estruturas de cobertura ditas aligeiradas, tenho um preconceito – são vendidas em pacote com cálculo incluído para situações standard, tal como uma porta à prova disto ou daquilo. Não há depois quem refaça os cálculos para situações concretas.
E os casos ocorrem.
Às vezes morre gente.
Isto é um mero preconceito meu. Está longe de ser a realidade, antes de comprovado.

adenda cerca das 21:30: a situação excepcional a que fiz referência pode ter ocorrido.

23/10/2011

Ele há

Ele há quem saiba das coisas que lhe dizem respeito pelo Google Maps.
Não sei se é sinal de andar nas nuvens, pois se assim fosse veria o mesmo que a máquina que fotografa para o Google.