02/02/2008

Imagens alheias


Praça Dom Pedro IV e Rua do Amparo - Fotografia de Armando Serôdio inscrita no Arquivo Municipal de Lisboa sob a cota AF\img71\A35496.jpg

Memórias pessoais.
Efeméride.
Garvão, 1994

Intelectos

Um dos sintomas denunciadores da pseudo-intelectualidade nacional é o recorrente riso alvar que está nela associado à palavra Matemática.
I & Mr. Teal

Acontece por vezes concorrer nas compras no supermercado aqui ao lado com Mr. Teal e seu chapéu.
Parece que os anos não passaram por ele.




Fotografia do actor Ivor Dean obtida em http://www.televisionheaven.co.uk/saint.htm

01/02/2008

O Regicídio

Sou republicano e considero o assassínio uma arma legítima em algumas circunstâncias, no actual estádio da evolução.
Sobre o Regicídio, depois de ter lido hoje muitas coisas com que concordo absolutamente, escritas pelos simpatizantes monárquicos e pelos que o condenaram, apenas registo que a actual situação, à excepção do Presidente da República, optou por um silêncio laudatório do assassinato político.
Um destes dias, criaturas capazes como são as da situação, virão decerto condenar toda e qualquer violência.
A cruz de Quintos


fotografia de João Espinho

Em tempos, encontrei esta foto no blogue do João Espinho – a Praça da República em Beja – e a sensação que me causou está lá hoje descrita, por gentileza dele que me chamou a integrar uma série de convidados semanais que escolhe e fala sobre uma das fotos que ele lá publicou.
Sem lisonja, acho a foto excepcional.
O facto de me ter suscitado memórias é apenas um complemento à submissão que ela me causa.
Socorro-me uma vez mais do meu velho SG, para acrescentar o que quer que seja ao que fica dito.

Sitiando a madrugada

Gastos os passos
Em tardes puídas de um inverno são.
Resta um pensamento enlutado
E uma estola de arminho pelada
Para desta janela te recordar viva.
Ainda ponho o jornal sobre o prato
E tu já não me fazes irritar.
Ah, levei o gato para casa de minha tia!
Vejo os pratos que empilho os dias todos
De semanas que prorrogam este lar
E desfaleço.
Volto a caminhar no mar de que tenho os mapas
E rotas há que só de noite me atrevo a percorrer,
Temor de azul que me fascina
Pelos perigos que se diriam simulados.
Chego ao porto.
Ancorado no velho sofá,
Preparo o tempo para um reveillon sempre adiado,
O sempre o mesmo smoking esfarrapado
Como as cordas das orquestras que se ouvem
Em sons de samba e bossa-nova.
Que aqui chegam ténues, os anos a passar (é meia-noite)
Sobre a tua campa.


1984

SG, "Dizeres do Sul", 1993

31/01/2008

Santo Antão do Tojal, 2006

O lixo

Deixámos entrar o lixo, deixámos que se reproduzisse.
Agora mandamos a cavalaria patrulhar as ruas.
E é isto.
Já não falta muito para estourar a panela.

29/01/2008

Amoreiras-Gare, 2008

Ora aí está

A minha ideia de Correia de Campos era a que aqui exprimi.
Um dos poucos com cabeça num governo acéfalo.
Não admira, pois, que saia.

Da ministra da Cultura, recordo apenas a sua figura, de capacete de protecção algo montagueano embora verde na cabeça e algures num descampado de Foz Coa, decerto receando que o céu lhe caísse em cima da cabeça. Que outra coisa não poderia ser.


imagem da RTP


post adendado e alindado com ilustração às 16:17

28/01/2008

A zona dos ribeirinhos

Quem é que pagámos*, quanto é que custou e para que é que serviu aquela apresentação musicada da frente ribeirinha de Lisboa, à qual uma empolgada jornalista chamou margem sul do Tejo?


* não é erro nem gralha, é mesmo preconceito.
** onde se ouve que "...será uma cidade mais vibrante, mais agradável!"
Os baleados da noite

Até agora, a sensação com que se fica a propósito da onda de mortes no Porto e destas duas últimas de Rio de Mouro é que não se perdeu nada.
Porém, isso só por si não justifica a impunidade com que estas coisas se vão repetindo. Com toda a gente a assobiar para o lado.
Nem isto começou com os casos do Porto nem se vê uma única medida eficaz para pôr na ordem o lúmpen.
Correcção de um erro

Disse aqui que os mapas que a Optimus e o Expresso oferecem há anos eram da responsabilidade - a julgar pelo verso dos ditos - do Guia Turístico do Norte, até 2005. E de 2006 em diante da Forways e que todos continham um erro de implantação da A2 na zona de Messejana.
Errei numa coisa e esse erro deve-se a ter presumido que o mapa de 2007 era igual aos de 2006 e 2008, por não o ter encontrado.
Não é. É da autoria da Turinta e está correcto na zona de Messejana.
O que torna ainda mais bizarro que o erro, depois de finalmente corrigido em 2007, regresse em 2008.
De qualquer forma penitencio-me pela precipitação e peço desculpa por isso.
E.N. 263, 2008