18/09/2009

Enfermaria

Ainda não percebi bem a coisa – os enfermeiros querem ser pagos como os médicos, porque ambos são agora licenciados e não querem ser licenciados de segunda?
Levando a coisa ao absurdo, um curso superior (uma licenciatura, seja) de batedor e corredor de cães de caça* obtido sei lá onde, tem o mesmo valor intrínseco e social do que, por exemplo, uma em engenharia civil conferida pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto?
Parece-me que nos encaminhamos a passos largos para uma resposta afirmativa à minha segunda interrogação, em nome de uma espécie de igualdade cuja raiz e justificação me escapa completamente.
Enquanto não chegamos lá, temos também por exemplo esta leitura.
Ou então descobrimos finalmente que há doping no ciclismo. E que nunca houve outros casos com certos atletas.


*especialidade militar constante da imaginação de um velho amigo.
Inauguração vista daqui



As inaugurações antes de uma eleição revelam que:

a) Os políticos, regra geral, são estúpidos.
b) O povo, regra geral, é tonto.
c) Ambas são verdadeiras.


A dúvida acima pode revelar que o estúpido sou eu e que há cópia de correlações entre estas inaugurações e os resultados de quem então governa.
Duas nada grandes questões universais


imagem da SICN

Aquele senhor é o quinto ou o sexto árbitro?
O que é que ele está ali a fazer?

17/09/2009

Ditado popular

Água mole em pedra dura tanto dá até que fura – há coisa de uma hora que está(va) um tipo aqui ao pé a tentar perfurar uma cantoneira de aço com uma broca cega e inadequada.
Faz(ia) uma barulheira dos diabos e deve(ria) estar mesmo convencido de que a água mole fura a pedra ao fim de um dia de trabalho.
Homo sapiens? Afinal parece que sim!
Agora mudou de broca e... conseguiu logo à primeira!
A cantoneira também já estava cansada, é claro.

16/09/2009

Barroso


imagem da RTP

Nunca tendo conhecido a figura, inscreve-se naquele conjunto que “tanto se me dá, como se me deu”.
Entre ele e outro pior, escolho-o naturalmente. E foi sempre esse o caso quando a questão se apresentou. Tivesse eu interferência na escolha ou não.
No caso da UE, e passando por cima de todas as considerações históricas que fizeram com que lá estejamos incluídos – eu não consigo encontrar explicações para a História e nunca conheci ninguém que conseguisse – é naturalmente preferível ter à frente dela um capaz estrangeiro em vez de um imbecil português.
Sucede que Barroso não é brilhante nem imbecil.
E que eu desconheço outros candidatos ao lugar. Pode ser que os tenha havido – não faço a menor ideia.
Estamos portanto no reino da subjectividade, da opinião. E, na minha opinião, antes assim.
E eu fui dos primeiros aqui nos blogues a manifestar-se contra a primeira eleição dele.
Não o fiz por ser ele a escolha mas por virar as costas e entregar o país a quem entregou.

Há hoje ainda em Portugal (e lá fora) quem o ataque por ter tido um papel na caminhada para a invasão do Iraque.
Nesse tempo ainda não tinha o blogue mas era contra tal coisa.
Achei patética, raiando a imbecilidade, a apresentação que Powell fez na ONU sobre as armas de destruição maciça. E a falta de interrogações que ela suscitou, sabendo-se como se sabia que o Iraque tinha usado armas proibidas em mais do que uma ocasião. É aquela velha questão das provas, para a qual não faz mal nenhum ler o livro do falecido Fernando Gil.
Dito isto, há uma franja de gente que condena o ataque ao Iraque mas que, ao mesmo tempo, se manifesta sempre contra todo o tipo de características que a sociedade iraquiana tinha sob Saddam Hussein: mão de ferro, discricionariedade, violência, ausência de liberdade, etc. etc. e que está sempre na primeira linha dos que propõem a eliminação de tais regimes.
Eu, mais uma vez subjectivamente, não o faço. Há demasiados casos em que para evitar o caos, maior violência, fome e miséria é necessário ser autocrático. Não se conhece ainda outra forma.
E fui contra a invasão. E há guerras que têm que ser travadas. Dizer que se é contra a guerra em abstracto é apenas estupidez e mais nada.
De resto, sem querer mais uma vez explicar a História, parece-me que o principal desígnio dos americanos no Iraque foi aproveitar um estado debilitado e condicionado para mostrar que conseguiriam impôr-se de alguma forma naquela zona do Médio Oriente. A título de exemplo.
Há sempre negócios nestas coisas, naturalmente, mas vejo a coisa mais como exemplo do que como negócio.
Esta apreciação é um disparate subjectivo porque nunca se saberá o que ia na cabeça de quem tal plano traçou.
Talvez nem os próprios façam ideia. É o mais provável.
Sendo dizer o que é fazer ideia outra questão interminável...
Barroso apoiou e patrocinou até. Pergunto-me se o PS no governo agiria de forma diferente.
Sete, 1996

15/09/2009

Vila Nova de Milfontes, 1972

Bola



Para não dizer mais asneiras sobre futebol vista a precipitação que me acometeu aqui há dias, o seguinte:
Houvesse a Dinamarca ganho na Albânia isso não lhe conferiria o apuramento para o Mundial, como se poderia depreender do que escrevi, apenas lhe garantiria o segundo lugar no grupo.
O resultado do jogo com a Suécia poderia assim comprometer o seu apuramento.
Visto que empatou o jogo, as probabilidades de apuramento diminuíram. O que faz com que o desfecho do jogo contra a Suécia seja ainda mais ponderoso do que já era.
Havendo cinco jogos por disputar e nenhum deles sendo irrelevante para a classificação final, temos 243 hipóteses de combinação de resultados, considerando apenas o tradicional 1X2 para cada um dos cinco jogos.
Assim, temos para o primeiro lugar, das 243 hipóteses:

Para o segundo lugar:

Assumindo agora que a probabilidade de cada um dos desfechos é desigual, sendo a que se retira do historial dos encontros entre as equipas na sua condição de visitado e visitante (se a equipa A jogou em casa 10 jogos com a equipa B, ganhou 9 e empatou 1 – a probabilidade a considerar será de 90% para a vitória dos visitados, 10% para o empate e 0% para a derrota), obtida no site da FIFA, chegamos a estes valores, depois de distribuir equitativamente (com o erro que isso introduz e que poderá ser objecto de análise mais detalhada um destes dias) os casos em que a classificação depende do desempate por número de golos:
Para o primeiro lugar:

Para o segundo lugar:

Note-se que a Hungria desaparece destas contas por depender da ocorrência de resultados que nunca se verificaram e têm assim probabilidade zero.
A coisa não está famosa.

13/09/2009

Anda uma pessoa a estudar para isto

“...é jovem, urbana, divertida e irreverente.”
Sabem a quem se referia quem tal disse?
Não era a quem, era a quê. À água Castello.
Das imperfeitas perfeições

Arrasadoras no rosto feminino, no todo feminino.
Só as imperfeitas são completamente perfeitas.
Das entranhadas emoções

Aquela sorte delas que nos assola quando ali não somos só nós.
Somos nós e o ancestro, na figuração dos olhos dos circunstantes, de quem nos tornamos assim familiares, vagamente, muito vagamente desconhecidos.