06/09/2008
05/09/2008
Furtar ambulâncias
Já por ocasião de um elemento daquele lixo que a ilha de Sua Majestade costuma exportar ter furtado uma ambulância no Algarve, me interrogava aqui por que carga d’água é que o crime de furtar uma ambulância não é punido com muito mais severidade do que o furto de qualquer outra viatura.
Esta tropa de imbecis ainda não percebeu que uma ambulância pode salvar uma vida. E que a falta dela pode ser uma sentença de morte.
Outro furto que não pode ser encarado como um furto qualquer é o de sinais de perigo, na estrada.
São coisas óbvias ou não são?
Já por ocasião de um elemento daquele lixo que a ilha de Sua Majestade costuma exportar ter furtado uma ambulância no Algarve, me interrogava aqui por que carga d’água é que o crime de furtar uma ambulância não é punido com muito mais severidade do que o furto de qualquer outra viatura.
Esta tropa de imbecis ainda não percebeu que uma ambulância pode salvar uma vida. E que a falta dela pode ser uma sentença de morte.
Outro furto que não pode ser encarado como um furto qualquer é o de sinais de perigo, na estrada.
São coisas óbvias ou não são?
O IM e as probabilidades
Há estudos probabilísticos que deveriam ser explicados. Onde é que se vão buscar as variáveis e qual é o algoritmo aplicado.
O IM falhou, é claro. Estas coisas acontecem quando se pretende prever o futuro.
Eu, por exemplo, tenho aqui um algoritmo* que me diz para jogar nos números 12, 13, 29 e 40 neste sorteio dos euromilhões. Ele não me diz bem isso mas do universo de mais de dois milhões de chaves (sem contar com as estrelas) escolheu apenas quatro. Todas elas têm estes números.
Daqui a bocado já vamos saber quem é que falha mais.
* Para aqueles leitores menos familiarizados com a minha bizarria, direi que este algoritmo é mesmo um algoritmo, não escolhe chaves ao acaso. Escolhe aquelas que cumprem determinadas condições. Só essas e todas essas.
Diz-me o grilo falante, e tem toda a razão, que para escolher chaves ao "acaso" também são precisos algoritmos. Isso do acaso é depois outra discussão.
Há estudos probabilísticos que deveriam ser explicados. Onde é que se vão buscar as variáveis e qual é o algoritmo aplicado.
O IM falhou, é claro. Estas coisas acontecem quando se pretende prever o futuro.
Eu, por exemplo, tenho aqui um algoritmo* que me diz para jogar nos números 12, 13, 29 e 40 neste sorteio dos euromilhões. Ele não me diz bem isso mas do universo de mais de dois milhões de chaves (sem contar com as estrelas) escolheu apenas quatro. Todas elas têm estes números.
Daqui a bocado já vamos saber quem é que falha mais.
* Para aqueles leitores menos familiarizados com a minha bizarria, direi que este algoritmo é mesmo um algoritmo, não escolhe chaves ao acaso. Escolhe aquelas que cumprem determinadas condições. Só essas e todas essas.
Diz-me o grilo falante, e tem toda a razão, que para escolher chaves ao "acaso" também são precisos algoritmos. Isso do acaso é depois outra discussão.
04/09/2008
02/09/2008
Tadjine crombet bel kefta
Saí de lá como quem sai de um cinema. Logo eu, que muito raramente me sento numa plateia.
Da inauguração da casa, cujo nome e tipos de letra nos reclames me puxaram para. Logo eu que não sou nada de inaugurações.
Comi bem e fui bem atendido, descontada a tremideira do debutante servidor das mesas.
Saí de lá com saudades de feiras universais ou coisas do género. Dos cheiros e dos sons dos stands deste mundo. Quem não pode correr o dito mundo, sonha com Saragoça. No tempo da Expo ou do Pilar, já em Outubro.
Saí de lá como quem sai de um cinema. Logo eu, que muito raramente me sento numa plateia.
Da inauguração da casa, cujo nome e tipos de letra nos reclames me puxaram para. Logo eu que não sou nada de inaugurações.
Comi bem e fui bem atendido, descontada a tremideira do debutante servidor das mesas.
Saí de lá com saudades de feiras universais ou coisas do género. Dos cheiros e dos sons dos stands deste mundo. Quem não pode correr o dito mundo, sonha com Saragoça. No tempo da Expo ou do Pilar, já em Outubro.
01/09/2008
A qualidade da informação
Uma das muitas coisas que me perturbam no jornalismo é a negligência com os tempos. Aquilo a que vulgarmente os seus profissionais chamam timing.
Ora o timing de uma peça em que alguém diz (já hoje, na SIC N, referindo-se ao furacão em vigor) “quando este chegar ao golfo do México” é um timing falhado. Já há muitas horas que lá está.
E mais falhado é o passo da RTP que leu, ao telejornal, o ditado do Mayor sem fazer o devido desconto.
Fazendo quase das afirmações bombásticas do homem destinadas a afugentar os mais renitentes uma coisa próxima da realidade observada.
É este o jornalismo. Pelos vistos, os seus responsáveis não se envergonham dele.
Uma das muitas coisas que me perturbam no jornalismo é a negligência com os tempos. Aquilo a que vulgarmente os seus profissionais chamam timing.
Ora o timing de uma peça em que alguém diz (já hoje, na SIC N, referindo-se ao furacão em vigor) “quando este chegar ao golfo do México” é um timing falhado. Já há muitas horas que lá está.
E mais falhado é o passo da RTP que leu, ao telejornal, o ditado do Mayor sem fazer o devido desconto.
Fazendo quase das afirmações bombásticas do homem destinadas a afugentar os mais renitentes uma coisa próxima da realidade observada.
É este o jornalismo. Pelos vistos, os seus responsáveis não se envergonham dele.
31/08/2008
A força dos alimentos

imagens da CNN (29 de Agosto de 2005 e 31 de Agosto de 2008)
Um dos meus passatempos é o interesse de leigo pelos fenómenos ditos naturais. Tremores, ventos, chuvas, meteoritos.
Há cerca de três anos (passam dois dias dessa data, fui agora ver à data da imagem acima), comentava com alguém que mediria o impacto do furacão Katrina mais pelos estragos que fizesse do que pelo aparato das manobras de evacuação e da publicidade dos avisos. Disse até que o estado em que ficassem as pontes gémeas seria a minha bitola.
O que aconteceu depois dessa conversa sabe-se e não se sabe agora o que foi.
Nunca consegui encontrar um texto, uma reportagem, um estudo que procurasse separar os estragos directos da tempestade com os indirectos, provocados pelo colapso dos diques.
O colapso dos diques, responsável por grande parte dos estragos e pela inundação de parte da cidade, poderia ter ocorrido com as mesmas consequências devido a um sismo e poderia não ter ocorrido durante a passagem do furacão, o que diminuiria consideravelmente os estragos.
O certo é que, com a tendência actual de argumentos fáceis, acessíveis às moles, misturou-se tudo e tornou-se quase impossível separar as águas, por assim dizer.
Seria importante ter uma ideia dessa separação, sabendo que ela é naturalmente muito difícil de estabelecer em alguns aspectos, para ter uma ideia prospectiva dos estragos causados por uma tempestade tal, numa cidade com ou sem diques.
As imagens que se vêem hoje das filas de trânsito a abandonar Nova Orleães relembram essas outras de há três anos.
Se os diques não resistirem de novo, pouco importa que o furacão seja menos intenso, produza ventos menos violentos.
As pontes gémeas parece que quase nada sofreram em 2005.
Outras pontes, de cota mais baixa e diferente construção, foram varridas.
Nunca se deve negligenciar a força dos alimentos.

imagens do NOAA
imagens da CNN (29 de Agosto de 2005 e 31 de Agosto de 2008)
Um dos meus passatempos é o interesse de leigo pelos fenómenos ditos naturais. Tremores, ventos, chuvas, meteoritos.
Há cerca de três anos (passam dois dias dessa data, fui agora ver à data da imagem acima), comentava com alguém que mediria o impacto do furacão Katrina mais pelos estragos que fizesse do que pelo aparato das manobras de evacuação e da publicidade dos avisos. Disse até que o estado em que ficassem as pontes gémeas seria a minha bitola.
O que aconteceu depois dessa conversa sabe-se e não se sabe agora o que foi.
Nunca consegui encontrar um texto, uma reportagem, um estudo que procurasse separar os estragos directos da tempestade com os indirectos, provocados pelo colapso dos diques.
O colapso dos diques, responsável por grande parte dos estragos e pela inundação de parte da cidade, poderia ter ocorrido com as mesmas consequências devido a um sismo e poderia não ter ocorrido durante a passagem do furacão, o que diminuiria consideravelmente os estragos.
O certo é que, com a tendência actual de argumentos fáceis, acessíveis às moles, misturou-se tudo e tornou-se quase impossível separar as águas, por assim dizer.
Seria importante ter uma ideia dessa separação, sabendo que ela é naturalmente muito difícil de estabelecer em alguns aspectos, para ter uma ideia prospectiva dos estragos causados por uma tempestade tal, numa cidade com ou sem diques.
As imagens que se vêem hoje das filas de trânsito a abandonar Nova Orleães relembram essas outras de há três anos.
Se os diques não resistirem de novo, pouco importa que o furacão seja menos intenso, produza ventos menos violentos.
As pontes gémeas parece que quase nada sofreram em 2005.
Outras pontes, de cota mais baixa e diferente construção, foram varridas.
Nunca se deve negligenciar a força dos alimentos.
imagens do NOAA
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