Retrato-robot
fotografia de Leon Neal para a AFP
To be or not to be – that clever to understand what are errors in a calculation.
Esta é a questão que se deve considerar quando se publicam os retratos inventados de alguém, com vista a que esse alguém seja reconhecido.
Ocorre-me isto quando surge mais uma torrente de notícias sobre a desaparecida
Madeleine McCann, acompanhadas de um novo mas já velho retrato-robot do que alguém pretende seja a imagem da miúda actualmente. Se ainda estiver entre os vivos.
Aqui nem sequer há cálculo, qualquer ciência. É pura e dura arte divinatória. Alguém se entreteve a imaginar o aspecto da miúda, com base nos seus traços conhecidos e na fisionomia dos pais. Apesar de tudo, uma coisa provavelmente mais próxima do que a imagem de Jesus Cristo.
Ora a questão é se, sendo o fito o de encontrar viva, caso ainda o esteja, a miúda, é procedente emitir tal retrato de forma acrítica, para que os simples pensem que aquele é, de facto, o aspecto actual dela.
Ou se seria preferível não o fazer, dada a baixíssima probabilidade de tal retrato ter alguma parecença com a almejada realidade.