A necessidade de mudar é um mistério. O desenho é primário. O arrazoado é primário, denotando o já habitual coitadinhismo que tem um medo medonho de trilhar bizarras susceptibilidades.
“A referência matricial da nova imagem do Governo da República Portuguesa é a bandeira nacional. Nas suas cores dominantes e na sua geometria elementar são encontrados os argumentos visuais identitários que se articulam agora de forma mais sintética, diferenciada e adaptável às condições da comunicação digital.”
“O que se propõe não constitui o redesenho da bandeira, instaurada pela Revolução de 5 de Outubro de 1910 e devidamente consagrada na Constituição da República Portuguesa como símbolo de soberania, independência, unidade e integridade. Não interfere, portanto, com o seu estatuto, dignidade ou representatividade.”
“O que se apresenta no contexto desta orientação estratégica é um símbolo novo e distinto, representativo do Governo da República Portuguesa, que responde de forma mais eficaz aos novos contextos, determinados pela sofisticação da comunicação digital e dinâmica e por uma consciência ecológica reforçada.”
” Através da síntese formal, a nova imagem afirma-se também inclusiva, plural e laica.”
(do “Manual de aplicação da identidade visual” do Governo)
Nota: o anterior também não era grande espingarda. Tendo a nação portuguesa uma imagem simbólica forte e consagrada como a que aqui se mostra, que necessidade há de invenções despropositadas?