O FadoO fado do Fado é ser Fado. Nada mais do que isso, creio eu.
A campanha que vai agora em procissão de tornar o Fado em património da humanidade é, aos meus olhos, uma recidiva de menor engenho do que a saga que Herman José protagonizou, com o seu fadista afamado e o companheiro Miltinho Neném, de tentar implantar em outro planeta o fado como canção nacional.
Se a memória não me pregou a partida era disso que tratava a saga (não encontrei nada na net). E era muitíssimo bem escrita e dita.
Esta campanha de agora, ao contrário daquela, que me proporcionou excelentes momentos de humor, é pífia e nada acrescenta a coisa alguma.
Esta coisa das coisas serem património da humanidade traz que benefícios? Fama? É difícil a fama brotar onde nada há que distinga uma entre tantas. É quase como o símbolo de material reciclável numa embalagem. Como dizia um velho amigo, se não há cão nem gato que não seja reciclável faz sentido é que se assinalem os que o não são.
Trará dinheiro? Ao fado em geral? Onde é que o fado tem os bolsos?
Desejo-lhes boa sorte e que se entretenham enquanto a coisa dura.