30/03/2013

29/03/2013

Probabilidades

Em séries aleatórias, a probabilidade de acontecer b imediatamente depois de ter acontecido a é aparentemente igual à de qualquer outro elemento do conjunto.
Na História, a sequência dos acontecimentos tem diversos graus de previsibilidade. Há séries em que a modulação permite escalonar as probabilidades de acontecer b, c ou d depois de a e há séries em que estamos perto do comportamento aleatório. Isto no mundo de Alice, que no outro ninguém se atreve a especular sobre a especulação.
A meu ver vamos entrar nos números mais baixos da contagem decrescente para um confronto entre Israel e o Irão à volta das instalações nucleares deste.
E há um outro teatro em que me cheira que a esmagadora maioria das potências não faz a menor ideia do que vai acontecer a seguir, é a escalada em que a Coreia do Norte se tem vindo a empenhar, na qual segundo os sismógrafos vai muito à frente dos iranianos.
Aparentemente, esta ameaça é tida como insignificante. Uma espécie de folclore inconsequente.
Porém, se o meu olfacto não me engana, poucos sabem o que vai naquelas cabeças.

27/03/2013

O que é que (me) vai acontecer amanhã?

Há tempo suficiente para não saber quanto – coisa que não faz todo o sentido, porque ele há coisas que o tempo não apaga, mas faz algum – apareceu-me escrita algures – há tempo suficiente para não saber onde – pela minha mão a data de 28 de Março de 2013.
Não creio que se trate de um compromisso assumido e esquecido.
Pondo isso de parte, alguma coisa me acontecerá amanhã. Coisa que por ter merecido destaque de desmemorandum deve ter lá a sua importância.

25/03/2013

Sem descanso

Trata-se de ir repetindo inutilmente o caso. Coisa para que tenho certa tendência.
É impossível fazer omeletes sem ovos.

24/03/2013

Acelerador

Via-me com ela, duas partículas aceleradas em circuito fechado, chocando com determinada frequência. Mas de raspão.
Quando finalmente o choque foi frontal e sem meias palavras sussurradas, dissiparam-se as dúvidas, não a energia.
Noto ainda o esplendor de tal choque.
A mulher dos sonhos era real, porém imaginada. Tanto quanto se pode imaginar um quadro a óleo.
Trocarei o verbo imaginar por desenhar?
Portugal, 2004