A má sistematização
Não é raro, é até muito frequente que qualquer tentativa de sistematizar dados em organismos públicos comece de uma dada forma e, logo a seguir, enverede por um caminho diferente.
Quase sempre porque qualquer coisa óbvia não foi inicialmente prevista.
Vim agora de consultar uma base de dados criada há semanas.
Um dos campos já está formatado de outra maneira.
É a vida.
14/07/2007
13/07/2007
12/07/2007
As (afinal assim não tão) grandes questões universais – episódio q+1
O que é que aconteceu à secção de Fórmula 1 do Benfica?

Foto no forum do AutoSport - post de laserbombo
O que é que aconteceu à secção de Fórmula 1 do Benfica?
Foto no forum do AutoSport - post de laserbombo
11/07/2007
A taxa de natalidade
Pareceu-me ser o tema do dia, a julgar pelas vezes que a ouvi ser mencionada em fundo.
Duas notas perguntáveis:
Primeira – há quanto tempo é que a natalidade entrou em recessão em Portugal?
Segunda – o que dizem os estudos zoológicos sobre as causas prováveis que levam as outras espécies a não se reproduzirem?
Adenda ainda a tempo e terceira nota:
Sempre achei interessante olhar para estas tabelas.
Pareceu-me ser o tema do dia, a julgar pelas vezes que a ouvi ser mencionada em fundo.
Duas notas perguntáveis:
Primeira – há quanto tempo é que a natalidade entrou em recessão em Portugal?
Segunda – o que dizem os estudos zoológicos sobre as causas prováveis que levam as outras espécies a não se reproduzirem?
Adenda ainda a tempo e terceira nota:
Sempre achei interessante olhar para estas tabelas.
10/07/2007
Os livros
Dizia eu, acho que ontem, à Dona T. que, se me perguntassem quais os últimos cinco livros que arrumei, teria dificuldade em identificá-los. Talvez por não ter dado por nada de interessante lá dentro, talvez porque a memória de curto prazo se deteriorou indecentemente. Lá teria que ir à pilha ver se os conseguia ainda identificar.
Dado que se me depara uma pergunta diferente, descanso.
Ora bem. Esta coisa de indicar cinco livros carece de uma informação vital.
Saber o que lêem as pessoas que me lêem. E eu isso não saberei, para além de saber que me lêem.
É que não faz sentido indicar a outrem um livro que, na certa, já leu.
Assumirei então, de acordo com um critério que eu próprio não saberei identificar, se interpelado, que a probabilidade de algum dos meus leitores ter lido as obras indicadas é baixa. Mas isso só não basta.
Seria também preciso ter uma noção das preferências, dos gostos dos meus leitores. Lá terei umas suspeitas mais ou menos certeiras de acordo com o grau de conhecimento passado. Mas não sei grande coisa.
E, mais importante ainda, assumir que acham de alguma relevância a minha opinião sobre estes livros – mais um gosto do que uma opinião – e que experimentariam ler um ou outro.
Posto isto, há uma probabilidade baixa de algum dos leitores que entretanto aqui passarem se dar ao trabalho de procurar tais livros, a saber:
Pierre Benoit, “Pour Don Carlos” (1920), Le Livre de Poche – 375
Maurice Bedel, “Jerónimo a 60º de latitude norte” (1927), Ed. Sociedade Contemporânea de Autores
Eugène Dabit, “Hotel do Norte” (1929), Col. Miniatura – 92, Livros do Brasil
Georges Simenon, “A casa do canal” (1933), Col. Miniatura – 83, Livros do Brasil
Anders Bodelsen, “Um número à escolha” (1968), Col. Vampiro – 307, Livros do Brasil

Cadeia a que não darei continuação, apesar de achar útil a indicação de livros.
Por último, uma nota a propósito: na última cadeia destas a que respondi, também a solicitação do Nikonman, o autor do livro que lá citei como tendo sido o último a ter lido, escreveu-me, agradecendo a alusão.
Desta feita, a probabilidade de tal acontecer é muito baixa.
Bodelsen ainda é vivo.
Dizia eu, acho que ontem, à Dona T. que, se me perguntassem quais os últimos cinco livros que arrumei, teria dificuldade em identificá-los. Talvez por não ter dado por nada de interessante lá dentro, talvez porque a memória de curto prazo se deteriorou indecentemente. Lá teria que ir à pilha ver se os conseguia ainda identificar.
Dado que se me depara uma pergunta diferente, descanso.
Ora bem. Esta coisa de indicar cinco livros carece de uma informação vital.
Saber o que lêem as pessoas que me lêem. E eu isso não saberei, para além de saber que me lêem.
É que não faz sentido indicar a outrem um livro que, na certa, já leu.
Assumirei então, de acordo com um critério que eu próprio não saberei identificar, se interpelado, que a probabilidade de algum dos meus leitores ter lido as obras indicadas é baixa. Mas isso só não basta.
Seria também preciso ter uma noção das preferências, dos gostos dos meus leitores. Lá terei umas suspeitas mais ou menos certeiras de acordo com o grau de conhecimento passado. Mas não sei grande coisa.
E, mais importante ainda, assumir que acham de alguma relevância a minha opinião sobre estes livros – mais um gosto do que uma opinião – e que experimentariam ler um ou outro.
Posto isto, há uma probabilidade baixa de algum dos leitores que entretanto aqui passarem se dar ao trabalho de procurar tais livros, a saber:
Pierre Benoit, “Pour Don Carlos” (1920), Le Livre de Poche – 375
Maurice Bedel, “Jerónimo a 60º de latitude norte” (1927), Ed. Sociedade Contemporânea de Autores
Eugène Dabit, “Hotel do Norte” (1929), Col. Miniatura – 92, Livros do Brasil
Georges Simenon, “A casa do canal” (1933), Col. Miniatura – 83, Livros do Brasil
Anders Bodelsen, “Um número à escolha” (1968), Col. Vampiro – 307, Livros do Brasil
Cadeia a que não darei continuação, apesar de achar útil a indicação de livros.
Por último, uma nota a propósito: na última cadeia destas a que respondi, também a solicitação do Nikonman, o autor do livro que lá citei como tendo sido o último a ter lido, escreveu-me, agradecendo a alusão.
Desta feita, a probabilidade de tal acontecer é muito baixa.
Bodelsen ainda é vivo.
09/07/2007
A ponte do Carregado
Vale a pena assinalar, no dia de ontem, a inauguração da ponte do Carregado, dita das Lezírias, uma das que se falava há anos e anos e nunca mais se fazia.

Aqui há uns meses atrás, ouvi o Primeiro-Ministro referir-se a esta ponte como “a quarta...” e fiquei à espera do resto, de saber em que escala era ela a quarta, mas infelizmente o registo sonoro foi truncado e não fiquei a saber.
Ouvi-o hoje por duas vezes pronunciar “a quarta”.
De uma vez disse que era a quarta no estuário do Tejo. Ele lá saberá onde começa o estuário. Talvez imediatamente a montante desta ponte.
Da outra disse que era a quarta e pronto. Seja!
A contar da foz? É a quarta a contar da foz, de facto. Como antes de ser construída era a quarta a Ponte Raínha Dona Amélia e como seria a quarta qualquer uma que se fizesse entre aquela e a Marechal Carmona, em Vila Franca de Xira. Qualquer uma destas duas tendo sido em tempos idos a primeira. Observação notável, de facto. A fazer lembrar anedotas de outros tempos.
Não esperava mais, é certo.
A foto é manhosa. Retrata mal o estado da arte no dia 14 de Outubro do ano passado.
Vale a pena assinalar, no dia de ontem, a inauguração da ponte do Carregado, dita das Lezírias, uma das que se falava há anos e anos e nunca mais se fazia.
Aqui há uns meses atrás, ouvi o Primeiro-Ministro referir-se a esta ponte como “a quarta...” e fiquei à espera do resto, de saber em que escala era ela a quarta, mas infelizmente o registo sonoro foi truncado e não fiquei a saber.
Ouvi-o hoje por duas vezes pronunciar “a quarta”.
De uma vez disse que era a quarta no estuário do Tejo. Ele lá saberá onde começa o estuário. Talvez imediatamente a montante desta ponte.
Da outra disse que era a quarta e pronto. Seja!
A contar da foz? É a quarta a contar da foz, de facto. Como antes de ser construída era a quarta a Ponte Raínha Dona Amélia e como seria a quarta qualquer uma que se fizesse entre aquela e a Marechal Carmona, em Vila Franca de Xira. Qualquer uma destas duas tendo sido em tempos idos a primeira. Observação notável, de facto. A fazer lembrar anedotas de outros tempos.
Não esperava mais, é certo.
A foto é manhosa. Retrata mal o estado da arte no dia 14 de Outubro do ano passado.
Subscrever:
Comentários (Atom)