H Gasolim Ultramarino

UM BLOGUE COM SOTAQUE ALENTEJANO

escrito por Manuel Campos Vilhena


Ano VII
Pargos e pontes, que sei eu?




Editorial

Blogues

  • A bordo

  • A Educação do meu Umbigo

  • A janela do ocaso

  • A Minha Pátria é a Língua Portuguesa

  • A montanha mágica

  • A Romã de Vidro

  • A Toca do Túlio

  • About Portugal

  • Abrigo de Pastora

  • Abrupto

  • Abstracto Concreto

  • Adufe

  • Aerograma

  • After the fall

  • Agence eureka

  • Agreste

  • Água lisa

  • Aguasdosul

  • Alexandre Soares Silva

  • Alfredo Votta

  • Aliás

  • Aliciante

  • Alma Lusíada

  • Alquimista

  • Amor e ócio

  • Ana de Amsterdam

  • Antes de Cristo

  • Asas nos céus...

  • Assim mesmo

  • Auto-retrato

  • Azul desejo

  • Bic Laranja

  • Bicho Carpinteiro

  • Bloco de notas

  • Blog de Albergaria

  • Blogue Atlântico

  • Blues for no one

  • Boas intenções

  • Bobagem minha

  • Boca de rodapé

  • Branco Leone: um blog sem conteúdo

  • Caderno de Registos

  • Caffè. Brioschh

  • Caldeirada de Neutrões

  • Camafunga

  • Caminhos de Ferro Vale da Fumaça

  • Capas & Companhia

  • Cartório Mental

  • Cerveja só

  • Chambers

  • Código Alentejano

  • Código Luso

  • Coisa de gordo

  • Coisa Pouca

  • Coisas que escrevo

  • Combustões

  • Complexidade e contradição

  • Contando por alto

  • Conto de Fuga

  • Controversa maresia

  • Crônicas do Heuser

  • Crônico

  • Da Rússia

  • Das Margens do Rio

  • De Rerum Natura

  • Delírios 2004

  • Dennis on the Net

  • Der Terrorist

  • Diário de Bordo

  • Dias que voam

  • Dicas sobre Buenos Aires

  • Digitalis

  • Divas & Contrabaixos

  • EcoTretas

  • Edu Passarelli recomenda

  • Eléctricos...

  • Emilianas

  • Escrita casual

  • Escrita Ibérica

  • Esta Lisboa que eu amo

  • Estante de livros

  • Et alors...

  • Eu não pago!

  • Exílio de Andarilho

  • Fábulas

  • Fantástica Gramática Automática

  • Fiapo de jaca

  • Fiel Inimigo

  • Filthy McNasty

  • Física na Veia!

  • Fogo & História

  • Foi em Novembro que partiste...

  • Forum ilha das Flores

  • Fotos do Tempo

  • Fragmagens

  • Frenesi

  • Garfiar, só me apetece

  • Gerotempo

  • Glosa Crua

  • Glossário das Impertinências

  • Gnossiennes

  • Gravidade intermédia

  • Guarda Nocturna

  • Hapax Legomenon

  • História Náutica

  • Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos

  • Ideologia e Biologia

  • Ié-ié

  • Impensável

  • Impertinências

  • Imprompto

  • Incursões

  • Indústrias Culturais

  • Inovação & Inclusão

  • Íntima Fracção

  • Intimista

  • (In)totalidades

  • Isto não é um blog

  • Isto não é uma tese

  • JF

  • Klepsýdra

  • Latinhas do Bob

  • Letteri Café

  • Liberal Libertário Libertino

  • Linha do Norte

  • Lisboa S.O.S.

  • Local & Blogal

  • Lord Broken Pottery

  • Lugares do Sul

  • Luzes da cidade

  • Máquina de textos

  • Marconi Leal

  • Margem de erro

  • Margens de erro

  • Marina W

  • Mau Humor

  • Meditação na Pastelaria

  • Memória Virtual

  • Memórias...

  • Mentiras históricas

  • Mercado de Bem-Fica

  • Meu Bazar de Idéias

  • 1140

  • Milk Shake

  • Mina de letras

  • Miniscente

  • Mitos Climáticos

  • Mme. Mean

  • Mulé é um bicho burro mermo

  • Murcon

  • Na cara do gol

  • Não te metas na vida alheia se não queres lá ficar

  • Nesta hora

  • Nocturno

  • O Avesso do Avesso

  • O bacamarte

  • Ô baDundA !

  • O bem, o mal e a coluna do meio

  • O Caderno de Saramago

  • O carapuceiro

  • O Despropósito

  • O Diplomata

  • O grupo CUF - elementos para a sua história

  • O Hermenauta

  • O Indivíduo

  • O Mundo das Sombras

  • O Observador

  • O País Relativo

  • O Parente de Refóias

  • O Provador de Venenos

  • O rabo do gato

  • O regabofe

  • O ser fictício

  • O sexo dos anjos

  • Objectiva Fotográfica - Campo Maior

  • Obliviário

  • Observador

  • Office Lounging

  • 8 e coisa 9 e tal

  • Old Beef Traquinoy Company

  • Olho cínico

  • On the road again

  • Os momentos

  • Ouriquense

  • Outramargem

  • Palavrossavrvs rex

  • Papo de Meteoro - Blog sobre Meteorologia

  • Para ler sem olhar

  • Partilhar Diferenças

  • Patinando com o alter-ego

  • Paulinho Assunção

  • Pausa para um café

  • Pelagio.Gatto.Randagio

  • Peregrinar

  • Pilha-livros

  • Planície Heróica

  • Playbekx

  • Pólis&etc.

  • Por tu graal

  • Portalegre Cidade Postal

  • Portugal em postais antigos

  • Pós sobretudo de lona

  • Praça da República

  • Puta de Vida ... ou nem tanto

  • 4R - Quarta República

  • Reflexões sobre Ética

  • Repolhópolis

  • Retalhos de Bem-Fica

  • Roma Antiga

  • Ruas de Lisboa com alguma história

  • Sarapalha

  • Saxe

  • Sentidos da vida

  • Sergivs - Legio XXV

  • Serra mãe

  • Serras

  • Sítio da Saudade

  • Sol

  • Sorumbático

  • Stella psicanálise

  • Sub Rosa

  • Tapornumporco

  • Terra que gira

  • Tonibler

  • Torrada e meia de leite

  • Torre de Marfim

  • Travessa do Fala-Só

  • Umbigo do Sonho

  • Vagabundeando

  • Vareta funda

  • Vendo almoço para comprar jantar

  • 25 centímetros de neve

  • Welcome to Elsinore

  • X

  • Zarp*


  • Arquivo morto

  • 10 Agosto 2003
  • 17 Agosto 2003
  • 24 Agosto 2003
  • 14 Setembro 2003
  • 21 Setembro 2003
  • 28 Setembro 2003
  • 12 Outubro 2003
  • 19 Outubro 2003
  • 26 Outubro 2003
  • 02 Novembro 2003
  • 09 Novembro 2003
  • 16 Novembro 2003
  • 23 Novembro 2003
  • 30 Novembro 2003
  • 07 Dezembro 2003
  • 14 Dezembro 2003
  • 21 Dezembro 2003
  • 28 Dezembro 2003
  • 04 Janeiro 2004
  • 11 Janeiro 2004
  • 18 Janeiro 2004
  • 25 Janeiro 2004
  • 01 Fevereiro 2004
  • 08 Fevereiro 2004
  • 15 Fevereiro 2004
  • 22 Fevereiro 2004
  • 29 Fevereiro 2004
  • 07 Março 2004
  • 14 Março 2004
  • 21 Março 2004
  • 28 Março 2004
  • 04 Abril 2004
  • 11 Abril 2004
  • 18 Abril 2004
  • 25 Abril 2004
  • 02 Maio 2004
  • 09 Maio 2004
  • 16 Maio 2004
  • 23 Maio 2004
  • 30 Maio 2004
  • 06 Junho 2004
  • 13 Junho 2004
  • 20 Junho 2004
  • 27 Junho 2004
  • 04 Julho 2004
  • 11 Julho 2004
  • 18 Julho 2004
  • 25 Julho 2004
  • 01 Agosto 2004
  • 08 Agosto 2004
  • 15 Agosto 2004
  • 22 Agosto 2004
  • 29 Agosto 2004
  • 05 Setembro 2004
  • 12 Setembro 2004
  • 19 Setembro 2004
  • 26 Setembro 2004
  • 03 Outubro 2004
  • 10 Outubro 2004
  • 17 Outubro 2004
  • 24 Outubro 2004
  • 31 Outubro 2004
  • 07 Novembro 2004
  • 14 Novembro 2004
  • 21 Novembro 2004
  • 28 Novembro 2004
  • 05 Dezembro 2004
  • 12 Dezembro 2004
  • 19 Dezembro 2004
  • 26 Dezembro 2004
  • 02 Janeiro 2005
  • 09 Janeiro 2005
  • 16 Janeiro 2005
  • 23 Janeiro 2005
  • 30 Janeiro 2005
  • 06 Fevereiro 2005
  • 13 Fevereiro 2005
  • 20 Fevereiro 2005
  • 27 Fevereiro 2005
  • 06 Março 2005
  • 13 Março 2005
  • 20 Março 2005
  • 27 Março 2005
  • 03 Abril 2005
  • 10 Abril 2005
  • 17 Abril 2005
  • 24 Abril 2005
  • 01 Maio 2005
  • 08 Maio 2005
  • 15 Maio 2005
  • 22 Maio 2005
  • 29 Maio 2005
  • 05 Junho 2005
  • 12 Junho 2005
  • 19 Junho 2005
  • 26 Junho 2005
  • 03 Julho 2005
  • 10 Julho 2005
  • 17 Julho 2005
  • 24 Julho 2005
  • 31 Julho 2005
  • 07 Agosto 2005
  • 14 Agosto 2005
  • 21 Agosto 2005
  • 28 Agosto 2005
  • 04 Setembro 2005
  • 11 Setembro 2005
  • 18 Setembro 2005
  • 25 Setembro 2005
  • 02 Outubro 2005
  • 09 Outubro 2005
  • 16 Outubro 2005
  • 23 Outubro 2005
  • 30 Outubro 2005
  • 06 Novembro 2005
  • 13 Novembro 2005
  • 20 Novembro 2005
  • 27 Novembro 2005
  • 04 Dezembro 2005
  • 11 Dezembro 2005
  • 18 Dezembro 2005
  • 25 Dezembro 2005
  • 01 Janeiro 2006
  • 08 Janeiro 2006
  • 15 Janeiro 2006
  • 22 Janeiro 2006
  • 29 Janeiro 2006
  • 05 Fevereiro 2006
  • 12 Fevereiro 2006
  • 19 Fevereiro 2006
  • 26 Fevereiro 2006
  • 05 Março 2006
  • 12 Março 2006
  • 19 Março 2006
  • 26 Março 2006
  • 02 Abril 2006
  • 09 Abril 2006
  • 16 Abril 2006
  • 23 Abril 2006
  • 30 Abril 2006
  • 07 Maio 2006
  • 14 Maio 2006
  • 21 Maio 2006
  • 28 Maio 2006
  • 04 Junho 2006
  • 11 Junho 2006
  • 18 Junho 2006
  • 25 Junho 2006
  • 02 Julho 2006
  • 09 Julho 2006
  • 16 Julho 2006
  • 23 Julho 2006
  • 30 Julho 2006
  • 06 Agosto 2006
  • 13 Agosto 2006
  • 20 Agosto 2006
  • 27 Agosto 2006
  • 03 Setembro 2006
  • 10 Setembro 2006
  • 17 Setembro 2006
  • 24 Setembro 2006
  • 01 Outubro 2006
  • 08 Outubro 2006
  • 15 Outubro 2006
  • 22 Outubro 2006
  • 29 Outubro 2006
  • 05 Novembro 2006
  • 12 Novembro 2006
  • 19 Novembro 2006
  • 26 Novembro 2006
  • 17 Dezembro 2006
  • 24 Dezembro 2006
  • 31 Dezembro 2006
  • 07 Janeiro 2007
  • 14 Janeiro 2007
  • 21 Janeiro 2007
  • 28 Janeiro 2007
  • 04 Fevereiro 2007
  • 11 Fevereiro 2007
  • 18 Fevereiro 2007
  • 25 Fevereiro 2007
  • 04 Março 2007
  • 11 Março 2007
  • 18 Março 2007
  • 25 Março 2007
  • 01 Abril 2007
  • 08 Abril 2007
  • 15 Abril 2007
  • 22 Abril 2007
  • 29 Abril 2007
  • 06 Maio 2007
  • 13 Maio 2007
  • 20 Maio 2007
  • 27 Maio 2007
  • 03 Junho 2007
  • 10 Junho 2007
  • 17 Junho 2007
  • 24 Junho 2007
  • 01 Julho 2007
  • 08 Julho 2007
  • 15 Julho 2007
  • 22 Julho 2007
  • 29 Julho 2007
  • 05 Agosto 2007
  • 12 Agosto 2007
  • 19 Agosto 2007
  • 26 Agosto 2007
  • 02 Setembro 2007
  • 09 Setembro 2007
  • 16 Setembro 2007
  • 23 Setembro 2007
  • 30 Setembro 2007
  • 07 Outubro 2007
  • 14 Outubro 2007
  • 21 Outubro 2007
  • 28 Outubro 2007
  • 04 Novembro 2007
  • 11 Novembro 2007
  • 18 Novembro 2007
  • 25 Novembro 2007
  • 02 Dezembro 2007
  • 09 Dezembro 2007
  • 16 Dezembro 2007
  • 23 Dezembro 2007
  • 30 Dezembro 2007
  • 06 Janeiro 2008
  • 13 Janeiro 2008
  • 20 Janeiro 2008
  • 27 Janeiro 2008
  • 03 Fevereiro 2008
  • 10 Fevereiro 2008
  • 17 Fevereiro 2008
  • 24 Fevereiro 2008
  • 02 Março 2008
  • 09 Março 2008
  • 16 Março 2008
  • 23 Março 2008
  • 30 Março 2008
  • 06 Abril 2008
  • 13 Abril 2008
  • 20 Abril 2008
  • 27 Abril 2008
  • 04 Maio 2008
  • 11 Maio 2008
  • 18 Maio 2008
  • 25 Maio 2008
  • 01 Junho 2008
  • 08 Junho 2008
  • 15 Junho 2008
  • 22 Junho 2008
  • 29 Junho 2008
  • 06 Julho 2008
  • 13 Julho 2008
  • 20 Julho 2008
  • 27 Julho 2008
  • 03 Agosto 2008
  • 10 Agosto 2008
  • 17 Agosto 2008
  • 24 Agosto 2008
  • 31 Agosto 2008
  • 07 Setembro 2008
  • 14 Setembro 2008
  • 21 Setembro 2008
  • 28 Setembro 2008
  • 05 Outubro 2008
  • 12 Outubro 2008
  • 19 Outubro 2008
  • 26 Outubro 2008
  • 02 Novembro 2008
  • 09 Novembro 2008
  • 16 Novembro 2008
  • 23 Novembro 2008
  • 30 Novembro 2008
  • 07 Dezembro 2008
  • 14 Dezembro 2008
  • 21 Dezembro 2008
  • 28 Dezembro 2008
  • 04 Janeiro 2009
  • 11 Janeiro 2009
  • 18 Janeiro 2009
  • 25 Janeiro 2009
  • 01 Fevereiro 2009
  • 08 Fevereiro 2009
  • 15 Fevereiro 2009
  • 22 Fevereiro 2009
  • 01 Março 2009
  • 08 Março 2009
  • 15 Março 2009
  • 22 Março 2009
  • 29 Março 2009
  • 05 Abril 2009
  • 12 Abril 2009
  • 19 Abril 2009
  • 26 Abril 2009
  • 03 Maio 2009
  • 10 Maio 2009
  • 17 Maio 2009
  • 24 Maio 2009
  • 31 Maio 2009
  • 07 Junho 2009
  • 14 Junho 2009
  • 21 Junho 2009
  • 28 Junho 2009
  • 05 Julho 2009
  • 12 Julho 2009
  • 19 Julho 2009
  • 26 Julho 2009
  • 02 Agosto 2009
  • 09 Agosto 2009
  • 16 Agosto 2009
  • 23 Agosto 2009
  • 30 Agosto 2009
  • 06 Setembro 2009
  • 13 Setembro 2009
  • 20 Setembro 2009
  • 27 Setembro 2009
  • 04 Outubro 2009
  • 11 Outubro 2009
  • 18 Outubro 2009
  • 25 Outubro 2009
  • 01 Novembro 2009

  • É o clima


    imagem adaptada do Google Maps

    Andava com o Sporting atravessado na garganta das teclas há demasiado tempo.
    Nem sequer a sondagem caça-moedas de há dias me fez rir.
    Se há um problema com o relvado de Alvalade, e é claro que há; se há um problema com a desorientação da equipa, e é claro que há; se há, ou havia um problema que se revelava na expressão facial de Paulo Bento na maioria das vezes em que o focavam no banco, e era claro que havia.
    Se há tudo isso, sendo claro que era (e será, para mal dos pecados dos sportinguistas) tudo isso verificável, alvitro que a questão é climática.
    O centro de altas pressões que se instalou sobre o estádio, matou o relvado à míngua de água, actuou sobre as amígdalas cerebrais dos jogadores, comprimiu os pontos na respectiva tabela e, mais do que tudo, provocou a confusão lexical entre banco e banco. Entre reservas e reservas.
    E, pelos vistos, dilatou o tempo. Ouvi falar em quatro meses.
    Na minha opinião nada disto é novo. Infelizmente.
    São exigidas alterações climáticas. Sem mais delongas.

      Críticas:

    Quem é que irá entregar os presentes?


    (com a devida vénia ao escultor Aureliano Aguiar)

    A serem verdade os rumores que correm já há dias sobre a prisão preventiva do Pai Natal, quem irá distribuir os presentes nessa noite?

      Críticas:

    No corredor de Juliette

    E eis que o homem esperava.
    Não que pudesse dizer que à sua frente tinha um corredor vazio. E uma porta para outro mundo lá no fim.
    Havia um Eurico mais abatido, menos dono do lugar, acompanhado de sombras.
    Como que inversamente proporcional à preocupação do homem, em função de Eurico.
    E eis que ela surge, lá do fundo, macilenta e terrivelmente bela, de olhar quase cego.
    O homem continuou a esperar.
    Eurico II e as suas sombras internaram-se no corredor.
    O homem continuou a esperar.
    Deu-se conta de que ela estava ao balcão da secretaria. Nas suas costas.
    Quis saber-lhe o nome, rever-lhe a face, saber que mal a trazia ali.
    Tudo isso soube, enquanto esperava. Uma voz off encarregou-se de tal.
    E viu, alarmado*, ela visá-lo numa entrevolta.
    Afinal encontrou Juliette no dia aprazado. Longe de festivais de cinema.
    Talvez à beira do fim.

    *Compreendo o homem. Na minha bitola, Juliette é uma das mais sublimes fêmeas da espécie.

    Nota acrescentada em 6 de Novembro, cerca das 10:15:
    Confrontado com a leitura do post, o homem fez notar duas coisas:
    Apesar de ter ouvido a publicidade ao Festival, ignorava que Juliette fizesse a sua aparição no dia 5.
    Durante o tempo em que a cena se desenrolou conservava nas mãos um exemplar de "Viagem para além da morte" (The Fabulous Riverboat, de Philip José Farmer) e logo depois Sam Clemens - ele disse Mark Twain - avistava numa das margens a sua morta-viva-morta querida Livy.
    Fez ainda saber que tinha lido aqui o parágrafo em que eu dizia há uns tempos que cada um constrói as coincidências que quer.
    As minhas palavras foram outras mas o sentido é esse, de facto.

      Críticas:

    Atraso

    Diz o Director-Geral da Saúde, pessoa pela qual tenho respeito intelectual, que se conseguiu atrasar a propagação da epidemia e com isso ganhar o tempo suficiente para se ter uma vacina em tempo útil.
    Estou ciente de que o papel dele está num plano acima do científico, que é político e de controle da situação.
    O mesmo reconheceu o Prof. Alexandre Quintanilha num programa da RTP N para o qual convidou aquele.
    Passemos adiante a questão da vacina vir ou não em tempo útil para o comum dos cidadãos, cujo risco de saúde não esteja identificado e que não seja considerado imprescindível lá por um certo critério (contrário ao dos cemitérios cheios de insubstituíveis).
    Atentemos portanto apenas na afirmação de que se conseguiu atrasar a propagação.
    Para termos um atraso, seja no que fôr, temos que ter antes de tudo um tempo-padrão. Uma referência.
    Um comboio atrasa-se face ao horário de todos os dias.
    Uma pessoa atrasa-se face ao combinado.
    Um relógio atrasa-se face à hora legal.
    Ora referência é justamente coisa que não temos.
    Como em muitos aspectos da vida, há uma tendência para se pensar que há mais do que uma opção no caminho da vida, como se se pudesse percorrer um em opção, medir as consequências, voltar atrás, percorrer o outro, medir as consequências e comparar (pode ser um mero atraso).
    E essa tendência nada tem de científico embora se possa usar em determinados papéis políticos porque de facto funciona como argumento.
    É o caso aqui. Faz algum sentido que se digam coisas que confortem o público. Ainda que essas coisas não façam sentido nenhum. Mas isso é coisa de que o público raramente se apercebe.
    Não havendo referência, não se sabendo de que forma e com que rapidez se propaga um vírus numa variante só identificada agora, apenas se pode pensar que algumas medidas tomadas, aqui e ali, poderiam em abstracto ter constituído obstáculo à propagação.
    Mas quais? E tomadas onde?

      Críticas:

    E o que se finou foi...



    O dito. E com ele o acesso a quase todo o software.
    Estou assim com serviços mínimos, graças à opção dois discos, dois sistemas. Sendo que o disco de reserva tem muito pouca capacidade.
    Naturalmente que o blogue vai sofrer algumas consequências do facto até haver novo disco. Um dia destes.

      Críticas:

    Dia de Finados


    fotografia tratada

      Críticas:

    Belfast, 2009


    fotografia de Mr. Gaston Smith, correspondente do HGU no Ulster

      Críticas:

    Portugal, 2009


      Críticas:

    Estação C.F. do Pinhal Novo, 2009


      Críticas:

    Moço da minha idade


    desenho de Uderzo encontrado aqui.

    Em tempos, dizia-se por aqui, vou ver se o Astérix está no sítio. Era uma maneira de se dizer que se ia dar uma volta ao bilhar grande.
    Nesse tempo isto era a Gália. E nenhum de nós, nem mesmo ele, tinha 50 anos.

      Críticas:

    As saboneteiras de ilusão



    Intriga-me a frequência com que os Gato Fedorento andam a contar piadas nos meus sonhos.
    E aborrece-me.
    Desta vez, vi-me livre deles numa espécie de sessão de autógrafos numa ampla livraria, livros novos e usados, ali para o jardim da Amadora.
    Aproveitei para me raspar a seguir à passagem, por entre a porta e as ilhargas da primeira fila de estantes, de um Opel Rekord modelo de 53, numa repintura em RAL 6019 e antes da disputa entre um Fiat 1800, de 1959, RAL 5024 e uma das minhas aspirações adolescentes, a Peugeot 204 dos meados de 70, no inevitável RAL 7038, disputa travada no encalço do Opel.
    Devo dizer, em abono da verdade, que a ser marcada falta, seria à 204 que pretendeu varrer, em carrinha, o 1800. Pode sempre dizer-se que isto sou eu a querer mostrar imparcialidade.
    Ou que considero a 204 uma fera capaz de todas as proezas.
    Qualquer das duas pode ser verdadeira.
    Mas isso é tudo de somenos face ao que se seguiu.
    Dei pela falta dos meus amigos J.d’ e P.P.. Procurei, procurei, procurei e nada. Os outros dois inidentificáveis que comigo estavam repetiram o diagnóstico – esvaecimento total e completo de ambos.
    Foi bastante mais tarde que soube, da boca dos próprios, a verdade. Ao fundo da livraria havia uma porta dissimulada atrás de uma estante. Por essa porta acedia-se a uma cave, onde decorreu o bródio comemorativo. Estando eles integrados na comitiva...
    Esclarecidas as coisas, regressado o P.P. aos seus chaparros, eu e o J.d’ fomos parar a uma camarata onde pernoitávamos, à cautela.
    Foi então que ao abrir o armário comum a uma fiada de camas, que não passava de um ficheiro desses de escritório pré-computação, encontrei a minha gaveta cheia do que pareciam ser embalagens de fusíveis de automóvel.
    Pensei estar com a gaveta trocada e abri a de cima.
    Nela entrevi um saco de plástico transparente com três saboneteiras em kit, para montar.
    Uma preta, uma verde e uma assim cor de areia. De areia amarela, como se diz nas obras.
    Para não dar parte de ser parte, ou talvez para não escolher a verde face ao meu velho amigo que já diria cansado de ser benfiquista, escolhi a preta.
    Ele foi pela amarelenta.
    Não sei qual dos dois montou primeiro a respectiva saboneteira.
    Saboneteira?
    Aquilo era uma bota de borracha, tamanho infantil. E ainda por cima azul. Ultramarino. Ou para aí.
    Ocorreu-me muito depois – já acordado - uma relação com o Tahiti duche. Por causa da cor e das rodelas tipo Lego.


    O desenho acima ilustra um corte do esquema de montagem das ditas, mostrando o encaixe de um dos pinos, nas três cores disponíveis e a incrível bota de criança que se obtinha no fim.

      Críticas:

    Morte natural

    Não faço a menor ideia de quais foram as declarações do responsável do INML que deram origem às notícias que diziam ter morrido de morte natural o rapaz que jogava basquetebol na Ovarense.
    Nelas, notícias, se diz que são resultados preliminares da autópsia.

    Ponho-me aqui a conjecturar sobre o que significa natural ou por causas naturais neste contexto.
    Significará normal, esperável, estatisticamente dentro da curva?
    Aparentemente, não.
    É aquela morte que resulta de doença e não de intervenção externa.
    Sabemos assim, pelas ditas notícias, que o rapaz não foi vítima de um acidente, sentado que estava ao que parece no banco do balneário. Nem foi assassinado.
    É esta a notícia.

      Críticas: