Syriza
imagem daqui
Deve ser hoje difícil digerir todos os sapos, elefantes e demais fauna que a actuação do Syriza tem feito engolir a todos os seus admiradores externos, prenhes de jactância e certezas várias.
Quanto aos internos, lá na Grécia, não me pronuncio. Há ali demasiada coisa em jogo e uma pressão tal que deforma os corpos.
por MCV às 19:38 de 10 julho 2015 
Janelas cegas
Tal como se anunciava
aqui, a quase totalidade das ilustrações deste blogue, velhas de até 12 anos, desapareceu.
Tal deve-se à circunstância de o alojamento onde as coloquei ter encerrado. E com ele foi também a colecção das Ruas com Dias.
Como referi anteriormente, é pouco provável que eu as vá recolocando. Mas nunca se sabe.
Peço desculpa a quem me lê.
por MCV às 17:26 de 09 julho 2015 
Leg
Na RTP traduzem
leg por
perna, mesmo quando quer dizer
parte.
É o excelso jornalismo que temos.
por MCV às 00:06 
Moldura humana
folhetos das festas
Quem cunhou a expressão “moldura humana” ou a traduziu de outra língua deveria referir-se a um recinto com forma poligonal ou circular ou a uma mistura de ambas, como dois semicírculos que se justapõem aos lados menores de um rectângulo, povoado de gente na periferia.
Para qualquer protagonista, em qualquer palco, a moldura humana é toda a gente que o rodeia, para além dos que com ele contracenam.
E há um dia em que se passa de protagonista a elemento da moldura humana.
Em que se tem absoluta consciência de um protagonismo que passou e de que naquele momento não se é mais do que um figurante.
Há mais de trinta anos que estava para ir às festas do Colete Encarnado em Vila Franca.
Por duas vezes, estive com um pé lá. Numa delas, mesmo a rasar o recinto.
Em qualquer desses anos, em qualquer dessas ocasiões, tenho hoje a certeza de que seria um protagonista no meu metro quadrado.
Neste sábado fui lá. Num tempo em que já evito aglomerações, não me senti comprimido. Havia muita gente e espaço.
E, junto de uma parede, senti-me parte da moldura. Humana. Os protagonistas eram outros. No meu metro quadrado, que eram afinal dez, não havia ninguém.
por MCV às 06:05 de 06 julho 2015 