Marqueteirismo político ou uma grande coincidência
Resta saber se Rui Rocha vai voltar a usar óculos...
31/05/2025
Uma áfrica de pretos*
Na cervejaria literária começou a desenhar-se há tempos uma áfrica de pretos.
Hoje tive a experiência notável de ser ostensivamente molestado por uma fêmea que se sentou a meu lado.
Algo que para os cânones do politicamente correcto merece prisão. Ou mereceria se o contrário tivesse acontecido.
Sim, fui condescendente e ignorei olimpicamente a atitude bárbara, se é que bárbaro é o termo correcto.
Segue um fastidioso trecho de audio como exemplo.
Depois os pseudo-intelectuaos do costume dizem que é a extrema-direita e o escambau. * esta expressão foi há muito cunhada por alguém, cujo nome já não me ocorre, a propósito de algumas populações da várzea palustre do rio Sado.
Na cervejaria literária começou a desenhar-se há tempos uma áfrica de pretos.
Hoje tive a experiência notável de ser ostensivamente molestado por uma fêmea que se sentou a meu lado.
Algo que para os cânones do politicamente correcto merece prisão. Ou mereceria se o contrário tivesse acontecido.
Sim, fui condescendente e ignorei olimpicamente a atitude bárbara, se é que bárbaro é o termo correcto.
Segue um fastidioso trecho de audio como exemplo.
Depois os pseudo-intelectuaos do costume dizem que é a extrema-direita e o escambau. * esta expressão foi há muito cunhada por alguém, cujo nome já não me ocorre, a propósito de algumas populações da várzea palustre do rio Sado.
28/05/2025
Dois epitáfios
No início era um nome.
Um nome fora de ordem alfabética, acrescentado à ultima à lista de presenças, declinado dia após dia sem que se ouvisse “presente!”.
Não foi difícil a nenhum de nós na turma fixá-lo ao fim de umas quantas chamadas.
Nesse início havia uma jovenzita franzina que fazia uma boa parte das despesas da diversão enquanto esperávamos a camioneta no fim das aulas.
Não sei ao certo quando, anos depois, dei pela presença dele, finalmente arribado ao nosso liceu. Talvez ao pé dela, talvez não. Mas demorou até que ligasse o nome, o tal nome repetidamente guardado na memória, à pessoa.
Nesses tempos de adolescência passou a coisa célere até ao namoro firme dos dois. E de ser impossível dissociar um do outro.
Muito longe estava eu de saber então que ia acompanhar de perto todo o percurso de quatro décadas e tal de casamento, filhos e netos.
O nome fica agora na memória acompanhado de um sem-número de aventuras, de dias bons e maus, de agora diariamente querermos saber um do outro.
Ainda que a matéria esteja sepultada algures no nosso Alentejo. Que a ele ganhou por afinidade. No início era um nome. Repetido diariamente em cada aula. Presente!
A jovenzinha franzina vai agora para o pé dele.
Os dois sempre presentes.
Em itálico o texto publicado há pouco mais de um ano.
No início era um nome.
Um nome fora de ordem alfabética, acrescentado à ultima à lista de presenças, declinado dia após dia sem que se ouvisse “presente!”.
Não foi difícil a nenhum de nós na turma fixá-lo ao fim de umas quantas chamadas.
Nesse início havia uma jovenzita franzina que fazia uma boa parte das despesas da diversão enquanto esperávamos a camioneta no fim das aulas.
Não sei ao certo quando, anos depois, dei pela presença dele, finalmente arribado ao nosso liceu. Talvez ao pé dela, talvez não. Mas demorou até que ligasse o nome, o tal nome repetidamente guardado na memória, à pessoa.
Nesses tempos de adolescência passou a coisa célere até ao namoro firme dos dois. E de ser impossível dissociar um do outro.
Muito longe estava eu de saber então que ia acompanhar de perto todo o percurso de quatro décadas e tal de casamento, filhos e netos.
O nome fica agora na memória acompanhado de um sem-número de aventuras, de dias bons e maus, de agora diariamente querermos saber um do outro.
Ainda que a matéria esteja sepultada algures no nosso Alentejo. Que a ele ganhou por afinidade. No início era um nome. Repetido diariamente em cada aula. Presente!
A jovenzinha franzina vai agora para o pé dele.
Os dois sempre presentes.
Em itálico o texto publicado há pouco mais de um ano.
27/05/2025
26/05/2025
25/05/2025
Ao Zé da Pastelaria
Espero que ainda esteja vivo e de boa saúde
Há mais de 60 anos o meu amigo defrontava clubisticamente um pirralho sportinguista que à frente da montra dos bolos se empertigava cheio de empáfia. Durou este embate talvez um par de épocas, sempre selado com sorrisos e calorosos cumprimentos, apesar dos quatro golos de Lourenço na Luz.
Da pastelaria já há muito que nada resta.
Do ambiente aldeão ou vilório de então também já nada resta.
Só uma minoria de velhos terá recordações de tal local e de si, amigo Zé.
Lembrei-me de si hoje enquanto via os nossos clubes na liça.
Espero que ainda esteja vivo e de boa saúde
Há mais de 60 anos o meu amigo defrontava clubisticamente um pirralho sportinguista que à frente da montra dos bolos se empertigava cheio de empáfia. Durou este embate talvez um par de épocas, sempre selado com sorrisos e calorosos cumprimentos, apesar dos quatro golos de Lourenço na Luz.
Da pastelaria já há muito que nada resta.
Do ambiente aldeão ou vilório de então também já nada resta.
Só uma minoria de velhos terá recordações de tal local e de si, amigo Zé.
Lembrei-me de si hoje enquanto via os nossos clubes na liça.
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