A caminho do SulNaquela noite de 1986, resolvi relembrar os tempos do ferry boat.
Lá atravessei o Tejo, sentado na capota do Ford Escort, gozando a fresca.
Era uma noite destas, de calor intenso. Prenunciava o verão alucinante que se seguiria.
Recordo-me de, já em casa, ter fumado o abaladiço ali no poial da esquina. Ia a noite já alta e de botas caneleiras.
Nessa noite, não disse a ninguém que a primeira vez que atravessei o Tejo, frente a Lisboa, sem ser de barco, não foi no dia
6 de Agosto de 1966. Não. Foi uns tempos antes.
foto de Celestino Teixeira in "A ponte Salazar", GPST, Lx, Julho de 1966
por MCV às 22:11 
FogoSe há coisa que fica a nu com os incêndios de verão é a falta de inteligência. Por todo o lado.
Em quem decide. Em quem critica. Em quem opina.
Não valem a pena os queixumes. A falta de inteligência é um dado do problema.
A tal piolheira, de que dizem falava o outro.
por MCV às 12:18 
CoisasEu tenho uma relação bizarra com o dia 6 de Agosto.
Talvez certos pormenores só fiquem acessíveis no dia em que eu morrer.
O dia 6 de Agosto sendo um dia farto em efemérides, das quais se destaca a de 1945, não é de facto um dia que me diga muito.
Mas guardo um trauma de infância.
Sim, ainda não me esqueci. Faz hoje 39 anos estava danado. Muito danado.
Talvez por isso lhe dou importância a mais. Por isso ou por algo de que não faço ainda a menor ideia.
por MCV às 12:16 
O outro mistérioQuem se lembra de ter visto este
post e ficou curioso, tem
aqui a resposta.
Não que eu não ache que, há muitos anos atrás, já a mãe da dita andava perdida do resto do maralhal, ali pela serra de Sintra ou pelas serranias à volta de Arganil.
por MCV às 19:20 de 05 agosto 2005 
MistérioArgumentações sem fio, silogismos risíveis, imbecilidades várias com adornos, conversas vazias não são exclusivo de certas classes profissionais, sequer de um certo tipo pseudo-intelectual.
Todavia, há algumas destas classes que me irritam particularmente.
por MCV às 18:49 
PolíticaAlgures em 1992, deixei de fumar.
Algures nesse mesmo ano autoexcluí-me dos queixumes face à política.
Numa noite ainda de cigarros, de conjunto musical, cervejas ao ar livre, alguns dos meus primos propuseram-me como candidato. A proposta não passou daquela mesa. Ou melhor, passou. Passou para três mesas ao lado, quando retornei à procedência e disse ao ouvido da mulher o que tinha sido a chamada.
Ninguém no imenso grupo soube da conversa. Ninguém mais soube de tal, até agora, que todos vós ficais ao corrente, a não ser outra mulher, em circunstâncias muito especiais.
Dita a coisa assim, parece que se tratou de uma conversa entre primos e de uma brincadeira qualquer. Não foi isso.
A verdade é que, tendo eu aceite a tarefa, muito provavelmente teria ganho.
Com essa decisão, aparentemente excluí-me da crítica política.
E digo aparentemente porque ainda não percebi muito bem a relação entre um acto qualquer que seja e todos os acontecimentos posteriores.
Nesse ano deixei de fumar. Até que em 1997 decidi voltar a fazê-lo, uma tardinha.
Há quase um mês voltei a pôr os cigarros de lado. Não faço a menor ideia das consequências que isso trará. Apenas sei que não me custou muito tomar a decisão nem a pô-la em prática.
Entretanto, continuo a
subscrever-me.
Ponho-me a pensar que os recém-não-fumadores (ou recém-não-qualquer-coisa) costumam ser os mais fundamentalistas que há.
Eu se de alguma coisa sou fundamentalista é com toda a certeza do anti-defensorismo acérrimo. Defensores acérrimos, fundamentalistas de todos os tipos,
tremei!
por MCV às 18:58 de 03 agosto 2005 
Pois PUBEstava eu para escrever um post sobre as Férias Grandes, essa instituição em desuso, quando me deu a minha rara, diria raríssima veia consumista.
Já lhe posso dar férias outra vez.

Foi a numbaro um.
por MCV às 00:10 