Do anoO ano fechará daqui a pouco por estas paragens e a minha “
previsão” de 22 de Fevereiro passado terá sido “aprovada”.
Ainda que dias depois tenha havido um enorme terramoto no Chile e que o Paquistão tenha sido mais tarde em parte submerso.
Ficam assim para o almanaque do mundo a catástrofe do Haiti e para o nosso as enxurradas na Madeira.
Este foi ainda o ano em que a Lei de Murphy foi desafiada e vencida, na sua acepção distorcida e vulgarizada que eu traduzo por “se alguma coisa pode correr mal, então alguma coisa vai correr mal”. Ainda que (alg)uma e (alg)outra coisa possam ser diferentes.
Não correu nenhuma significativa coisa mal das inúmeras que poderiam ter corrido mal no caso dos mineiros.
Há uma esmagadora maioria na imprensa a classificar a catástrofe haitiana e o resgate dos mineiros como acontecimentos do ano.
Parece-me rara esta maioria. Que só acontecimentos esmagadores – como o maremoto de 2004 – conseguem suscitar.
Ainda que esse tenha ocorrido quando muitos balanços já estavam feitos. Acabaram por ser implicitamente ultrapassados.
E continua o clima de pessimismo ocidental. Cada ano será pior do que o anterior.
por MCV às 19:43 
Lula
imagem do site da Presidência do BrasilAcabei* de verificar que o nome completo do
Presidente da República Federativa (dos Estados Unidos) do Brasil é Luiz Inácio Lula da Silva.
Até hoje torcia o nariz a quem me afiançava que Lula não era nome de guerra mas sim apelido oficial. Sobrenome, à moda brasileira.
Parece que algures no tempo o homem acrescentou oficialmente a alcunha (afinal, o apelido) ao nome.
Claro que isso nada importa para o caso.
Lula vai deixar o cargo com altíssimos níveis de popularidade, ao que diz a imprensa. Ponto.
O que é que faz de um político um bom político? Entregar o país com nível modal de conforto superior ao que com que o recebeu. Seja lá como isso se mede. Mas decerto que se pode medir pela opinião que cada um dos cidadãos dele tem. Seja lá como isso se verifica.
Lula parece ter sido assim um bom político. A História dirá, ou não – por ela mesma a História ser o que é, a que ponto o foi.
Para me deixar de relativismos, apenas acrescentarei que lá pelos meados da década de oitenta, em que eu circulava em meios que tinham acesso a informação privilegiada em quase todo o panorama mundial, via diplomacia americana, se comentava que se alguma vez houvesse directas, Lula fosse candidato e ganhasse a presidência, haveria um levantamento militar.
Não houve.
O Brasil, em termos mundiais, ganhou peso. Se isso aconteceria independentemente de quem o governou, nunca se saberá.
*
começado a escrever em 4 de Outubro de 2010
por MCV às 21:57 de 30 dezembro 2010 
Violação de correspondênciaPara além da incompleta morada, indicando que a destinatária é
pessoa do conhecimento geral, atente-se no ano a que se referem os votos – 2010.
Não faço a menor ideia de como nem por quê isto me veio parar aqui.
por MCV às 21:58 de 29 dezembro 2010 
NinfetasAgitado o dia, agitados os dias, ao lado ou entre uma Laura Ingalls que se entrevia fêmea e a própria imagem acabada do género.
Tudo afinal como se fosse a irmã mais nova, que nunca existiu, de um certo colega de escola primária.
O que me levou a rever
alguns trechos da série.
Não há ali mistério nenhum. Tudo se confunde, apenas. Presente e futuro.
Melissa Gilbert em trecho da série encontrado aqui.
por MCV às 18:15 de 28 dezembro 2010 