EnfermariaAinda não percebi bem a coisa – os enfermeiros querem ser pagos como os médicos, porque
ambos são agora licenciados e não querem ser
licenciados de segunda?
Levando a coisa ao absurdo, um curso superior (uma licenciatura, seja) de
batedor e corredor de cães de caça* obtido sei lá onde, tem o mesmo valor intrínseco e social do que, por exemplo, uma em engenharia civil conferida pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto?
Parece-me que nos encaminhamos a passos largos para uma resposta afirmativa à minha segunda interrogação, em nome de uma espécie de igualdade cuja raiz e justificação me escapa completamente.
Enquanto não chegamos lá, temos também por exemplo
esta leitura.
Ou então descobrimos finalmente que
há doping no ciclismo. E que nunca houve
outros casos com certos atletas.
*
especialidade militar constante da imaginação de um velho amigo.
por MCV às 18:52 de 18 setembro 2009 
Inauguração vista daqui
As inaugurações antes de uma eleição revelam que:
a) Os políticos, regra geral, são estúpidos.
b) O povo, regra geral, é tonto.
c) Ambas são verdadeiras.A dúvida acima pode revelar que o estúpido sou eu e que há cópia de correlações entre estas inaugurações e os resultados de quem então governa.
por MCV às 15:54 
Duas nada grandes questões universais
imagem da SICNAquele senhor é o quinto ou o sexto árbitro?
O que é que ele está ali a fazer?
por MCV às 01:28 
Ditado popularÁgua mole em pedra dura tanto dá até que fura – há coisa de uma hora que está(va) um tipo aqui ao pé a tentar perfurar uma cantoneira de aço com uma broca cega e inadequada.
Faz(ia) uma barulheira dos diabos e deve(ria) estar mesmo convencido de que a água mole fura a pedra ao fim de um dia de trabalho.
Homo sapiens? Afinal parece que sim!
Agora mudou de broca e... conseguiu logo à primeira!
A cantoneira também já estava cansada, é claro.
por MCV às 16:17 de 17 setembro 2009 
Barroso
imagem da RTPNunca tendo conhecido a figura, inscreve-se naquele conjunto que “tanto se me dá, como se me deu”.
Entre ele e outro pior, escolho-o naturalmente. E foi sempre esse o caso quando a questão se apresentou. Tivesse eu interferência na escolha ou não.
No caso da UE, e passando por cima de todas as considerações históricas que fizeram com que lá estejamos incluídos – eu não consigo encontrar explicações para a História e nunca conheci ninguém que conseguisse – é naturalmente preferível ter à frente dela um capaz estrangeiro em vez de um imbecil português.
Sucede que Barroso não é brilhante nem imbecil.
E que eu desconheço outros candidatos ao lugar. Pode ser que os tenha havido – não faço a menor ideia.
Estamos portanto no reino da subjectividade, da opinião. E, na minha opinião, antes assim.
E eu fui dos primeiros aqui nos blogues
a manifestar-se contra a primeira eleição dele.
Não o fiz por ser ele a escolha mas por virar as costas e entregar o país a quem entregou.
Há hoje ainda em Portugal (e lá fora) quem o ataque por ter tido um papel na caminhada para a invasão do Iraque.
Nesse tempo ainda não tinha o blogue mas era contra tal coisa.
Achei patética, raiando a imbecilidade,
a apresentação que Powell fez na ONU sobre as armas de destruição maciça. E a falta de interrogações que ela suscitou, sabendo-se como se sabia que o Iraque tinha usado armas proibidas em mais do que uma ocasião. É aquela velha questão das provas, para a qual não faz mal nenhum ler
o livro do falecido Fernando Gil.
Dito isto, há uma franja de gente que condena o ataque ao Iraque mas que, ao mesmo tempo, se manifesta sempre contra todo o tipo de características que a sociedade iraquiana tinha sob Saddam Hussein: mão de ferro, discricionariedade, violência, ausência de liberdade, etc. etc. e que está sempre na primeira linha dos que propõem a eliminação de tais regimes.
Eu, mais uma vez subjectivamente, não o faço. Há demasiados casos em que para evitar o caos, maior violência, fome e miséria é necessário ser autocrático. Não se conhece ainda outra forma.
E fui contra a invasão. E há guerras que têm que ser travadas. Dizer que se é contra a guerra em abstracto é apenas estupidez e mais nada.
De resto, sem querer mais uma vez explicar a História, parece-me que o principal desígnio dos americanos no Iraque foi aproveitar um estado debilitado e condicionado para mostrar que conseguiriam impôr-se de alguma forma naquela zona do Médio Oriente. A título de exemplo.
Há sempre negócios nestas coisas, naturalmente, mas vejo a coisa mais como exemplo do que como negócio.
Esta apreciação é um disparate subjectivo porque nunca se saberá o que ia na cabeça de quem tal plano traçou.
Talvez nem os próprios façam ideia. É o mais provável.
Sendo dizer o que é fazer ideia outra questão interminável...
Barroso apoiou e patrocinou até. Pergunto-me se o PS no governo agiria de forma diferente.
por MCV às 19:00 de 16 setembro 2009 
Bola
Para não dizer mais asneiras sobre futebol vista a precipitação que me acometeu
aqui há dias, o seguinte:
Houvesse a Dinamarca ganho na Albânia isso não lhe conferiria o apuramento para o Mundial, como se poderia depreender do que escrevi, apenas lhe garantiria o segundo lugar no grupo.
O resultado do jogo com a Suécia poderia assim comprometer o seu apuramento.
Visto que empatou o jogo, as probabilidades de apuramento diminuíram. O que faz com que o desfecho do jogo contra a Suécia seja ainda mais ponderoso do que já era.
Havendo cinco jogos por disputar e nenhum deles sendo irrelevante para a classificação final, temos 243 hipóteses de combinação de resultados, considerando apenas o tradicional 1X2 para cada um dos cinco jogos.
Assim, temos para o primeiro lugar, das 243 hipóteses:

Para o segundo lugar:

Assumindo agora que a probabilidade de cada um dos desfechos é desigual, sendo a que se retira do historial dos encontros entre as equipas na sua condição de visitado e visitante (se a equipa A jogou em casa 10 jogos com a equipa B, ganhou 9 e empatou 1 – a probabilidade a considerar será de 90% para a vitória dos visitados, 10% para o empate e 0% para a derrota), obtida no
site da FIFA, chegamos a estes valores, depois de distribuir equitativamente (com o erro que isso introduz e que poderá ser objecto de análise mais detalhada um destes dias) os casos em que a classificação depende do desempate por número de golos:
Para o primeiro lugar:

Para o segundo lugar:

Note-se que a Hungria desaparece destas contas por depender da ocorrência de resultados que nunca se verificaram e têm assim probabilidade zero.
A coisa não está famosa.
por MCV às 03:23 
Anda uma pessoa a estudar para isto“...é jovem, urbana, divertida e irreverente.”
Sabem a quem se referia quem tal disse?
Não era a quem, era a quê. À água Castello.
por MCV às 23:29 de 13 setembro 2009 
Das imperfeitas perfeiçõesArrasadoras no rosto feminino, no todo feminino.
Só as imperfeitas são completamente perfeitas.
por MCV às 16:22 
Das entranhadas emoçõesAquela sorte delas que nos assola quando ali não somos só nós.
Somos nós e o ancestro, na figuração dos olhos dos circunstantes, de quem nos tornamos assim familiares, vagamente, muito vagamente desconhecidos.
por MCV às 16:21 