E.N. 10, 2006
Sifão do Aqueduto do Tejo no rio Trancão em Sacavém, visto através da viga da ponte sobre este rio.
por MCV às 18:12 de 31 agosto 2006 
Post
Post (
puôst) é uma palavra que soa muito mal no meio de um jantar em português. Descobri ontem.
Poste com
C1 é um objecto que se vê mal, pois.
por MCV às 15:52 
A chamada do futuroO estranho é que a chamada perdida era dum número começado por 96. Havia outra, sim, de um começado por 93.
Quando fui lá de novo para verificar o número na minha lista mais completa, já não aparecia a do 96.
A do 93, mostrava estes dados:
por MCV às 22:35 de 29 agosto 2006 
Pelo banho do baptistaNão dei banho hoje.
Ainda hei-de fazer a conta, supondo que os banhos do 29 (cada um deles) valem por 9, a quantos banhos terei que dar para repôr a normalidade.
Isso e o arroz de frango respectivo à beira-mar.
Na praia de Messejana ou além, como diziam na estação do Barreiro-Mar.
por MCV às 22:18 
O pé direito duplo ou as sapatilhas de ténisA ordem dos factores é arbitrária. Ou surgiu primeiro o pé direito duplo ou os dois pés a levarem-me as sapatilhas. Mas lá que concorreram, isso foi.
O velho merceeiro que anos a fio ocupara uma loja em frente à minha casa, contemplava a meu lado o prédio onde afinal não se instalara. Eu explico. A loja que era em frente mudara-se para o prédio ao lado, onde ele residira também desde sempre.
Não admirava pois que não a víssemos.
Eu dizia que me interessava fotografar (talvez para a semana) a loja dele, com aquele aparato de organização vertical, dado a maior dimensão ser a
z.
E ele retorquia que não, que não seria possível, que amanhã era o último dia dele. Ia fechar, trespassar, sei lá. Sei que fiz contas ao dia da semana e me admirou que fechasse à terça.
Quando finalmente lá fui, estava tudo vazio e branco. Recém-branco.
Procurava eu os ângulos mais favoráveis, as sombras das mudanças de planos - havia um plano inclinado que correspondia ao dorso da escada - quando me apareceu uma mulher à porta, indagando das condições da casa.
Dá-me ideia que fiz o papel de vendedor, de mediador imobiliário. Realcei o pé direito duplo.
Chegado a casa, em vez do merceeiro encontrei um adido lá depositado por um amigo comum.
Nunca o vira mais gordo. Mas parece que estava ali à espera de ir participar num jogo de basquetebol.
Quando estava de abalada para o jogo e eu já à espera de o ver definitivamente pelas costas, queixou-se-me de que os sapatos que trazia não eram grande coisa para o jogo. Se eu não teria umas sapatilhas... e já a agarrar nuns ténis velhos - relíquias da casa - com as duas mãos e a ver se serviam. Serviram.
Não sei por que é que não recusei a requisição. Apenas lhe referi que não eram apropriados para o basquetebol, que lhe faltavam as protecções adicionais ditas tíbio-társicas (até parece que fazem parte da anatomia humana) e mais qualquer coisa.
Não o demovi. Deixou lá os sapatitos de veludo azul com gola e foi-se.
Voltou à tarde desolado que não jogara por causa justamente das suas dimensões társicas. Que não eram regulamentares, dizia ele, e que não conseguia compreender a coisa. Sempre jogara e nunca tivera tarsos não regulamentares.
Ficou lá em casa já não sei à espera de quê.
No dia seguinte, fui ao quarto dele e já não estava.
O que estava era o par de sapatitos azuis.
por MCV às 15:24 
75% de satisfaçãoDuas instituições, três repartições públicas, quatro funcionários diferentes.
Três deles, curiosamente da mesma instituição, expeditos, capazes de compreender em duas penadas o que se lhes pede, capazes de encaminhar o assunto ou de sugerir diligência alternativa. E simpáticos. Em suma, competentes. Um minuto ou dois de conversa, não mais.
O outro, incapaz de todo de perceber por várias formas o que se lhe pedia - sim, eu sei que quando não se consegue explicar uma coisa a um polícia é porque está mal explicado* - incapaz de entender que quando se pede a primeira entrada (ou a mais antiga ou a nº1 ou a inicial) de um registo é a primeira entrada que se pede e não a actual (a mais recente, a última...). Incapaz até de ler o registo que me exibia ou de o entender, foi o quarto que falhou. Ao fim de um bom quarto de hora de traz e leva, de vai e vem, de pergunta aqui e inquire ali. O terceiro da ordem e o quarto da amostra.
Não me parece mau de todo.
Ah, eram três mulheres e um homem.
O que falhou não era homem.
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*dizia Edgar Cardoso que Duarte Pacheco o dizia nas aulas.
por MCV às 01:05 
E.N. 11, 2006
Uma das pouquíssimas pontas que ficou por concluir do
Plano de 45.
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actualização: o seu ambicioso traçado previsto:
por MCV às 15:10 de 28 agosto 2006 