FCP
Desde a 6ª jornada que o Futebol Clube do Porto parece ter o titulo assegurado.
Isto por comparação com o que aconteceu nos últimos quinze anos.
Não há nenhum caso em que uma tal diferença de rendimento – 100% para o Porto contra 61 % de Académica, Braga e Guimarães que eram então os segundos classificados exaequo – tenha sido superada nos jogos restantes.
O Porto é portanto campeão no final de Setembro!
Não sou propriamente um apreciador das cores portistas. Não que não torça pelo Porto nas competições europeias, mas fico incomodado com o grupo de pessoas que, à volta dele, acendem uma certa raiva anti-lisboeta e anti-sulista.
Raiva essa que não se nota em mais clube nenhum, do norte ou do sul, do continente ou das ilhas. Raiva da qual acabam por ser vítimas, por ricochete.
Essa raiva, extravasada dos lindíssimos contornos do Estádio do Dragão, só tem algum paralelo recente nas declarações de alguns madeirenses.
Quanto ao clima cismático que pretende criar, excluindo os episódios madeirenses, só indo buscar a linha de Rio Maior em 1975 ou o nebuloso caso do movimento independentista algarvio se encontram similitudes. Num contexto completamente diferente.
O Futebol Clube do Porto, apesar de ou contando com esta singularidade, merece o crédito das suas façanhas futebolísticas.
Mas não cria simpatias entre os que hostiliza, directa ou indirectamente.