Rotundos autarcas*
A classe dos autarcas não escapa ao retrato do país – uns quantos bons e capazes, uns quantos assim-assim e uma imensa maioria de medíocres e maus.
Autarcas actuais e passados, bem entendido.
Essa imensa maioria de medíocres e maus deixou obra. Que para essa maioria de eleitores que os foram mantendo no cargo terá sido boa obra.
Que interessam as dívidas que se contraíram e que não se conseguem pagar, as porcarias que se fizeram e que para nada servem e que em alguns casos não se conseguem conservar em bom estado (como se interessasse ter porcaria em bom estado...)? Não interessam nada.
Dessa imensa maioria de eleitores começaram a dissidir uns quantos afinal indignados com o esbanjamento que agora lhes esmifra os bolsos.
Este post é para homenagear os que de há muito foram apontando os ridículos mimetismos e as extravagâncias dessa classe.
Com mais (como
neste caso) ou menos humor.
nó rodoviário em Mafra - imagem dos Bing Maps.
*
expressão que me tendo ocorrido, tive o cuidado de verificar já ter sido cunhada por outros.
por MCV às 06:18 de 28 setembro 2013 
Alavancar (IX)
A razão do nosso atraso está na alavanca. Ainda não percebeste?
O nosso mal é que o braço potente é sempre menor do que o braço resistente. Acreditamos nas alavancas assim. É assim que as usamos. Como se fossem pinças.
E com isso podemos fazer ene vezes o trabalho necessário para um determinado fim. Desperdiçamos pelo menos ene menos uma vezes esse trabalho necessário. Faz parte da nossa natureza.
E as perguntas a Marcelo e as letras do Tony Carreira dizem-te isso?
Dizem. Ó se dizem. É preciso a gente embrenhar-se bem numas e noutras para ver a luz!
Ena, pá! Na minha terra chamamos a isso lavagem cerebral. Conseguem-se prodígios com a convivência prolongada com as mentes adequadas.
Deixa-te dessas porras. As perguntas a Marcelo e as canções do Carreira são apenas um sintoma. Mas um sintoma evidente que convém ter em conta.
Achas?
Acho. E acho mais: com alguma propaganda não terás dificuldade em obter um grupo coeso que jure a pés juntos que faz menos trabalho accionando um braço menor do que um braço maior numa alavanca.
Grupo coeso? Por quê coeso?
Porque se não fôr, é uma chatice colocá-lo no mesmo autocarro e levá-lo a um estúdio de televisão.
(continua)
por MCV às 19:17 de 27 setembro 2013 
O espírito simplex ou a falta de método
Não há nada de novo na nossa desorganização, na nossa falta de método.
Quando sentimos na pele o azorrague dá-se uma remexida e a coisa por vezes ainda fica mais desorganizada do que já estava.
Acho que um bom exemplo é, pelo menos nesta faceta, o espírito simplex. Na faceta Simplegis – só o nome assusta.
E, na faceta Simplegis o que é que acontece? Acontece que
num mesmo decreto-lei, em artigos diferentes se alteram outros decretos-leis com disposições relativas a assuntos tão diversos como a caça e a emissão de selos postais.
Se isto não é falta de método, não sei o que é falta de método.
por MCV às 03:27 de 24 setembro 2013 
Curiosidades
Nos últimos dias, e depois de ter
aqui mencionado o desastre que é o cadastro rústico, ouvi menções ao assunto em vários programas de televisão.
por MCV às 22:27 de 23 setembro 2013 
Alavancar (VIII)
Tens razão. Marcelo é a pitonisa, M e mais uns quantos. M será coincidência? – acrescentei já a abardinar a coisa.
Poderias ir ao sumo das questões, perguntando quem irá ganhar o campeonato da 1ª divisão e repetindo aquela: que pergunta faria se só lhe fosse permitida uma pergunta na vida?
Lá vens tu com mais filosofia barata e populismo adjunto.
Vou submeter estas perguntas a escrutínio e observar quais delas passam o crivo. É o teste.
Podias acrescentar uma outra: as perguntas a que o Prof. Marcelo responde são mesmo do público?
Deixa-te de disparates. E mais, isso da 1ª divisão já era. Agora é Liga-qualquer-coisa ou I Liga.
Olha que bom. Faca na liga.
O quê?
Nada, nada. Fala-me da alavanca.
(continua)
por MCV às 04:06 
Cátedra
Parece-me que se pode avaliar a potência de um país pela qualidade média dos seus professores universitários.
Quando grossa parte desse corpo se entretém a fazer juízos éticos e estéticos da ciência percebe-se que a potência é fraca. Na proporção inversa à grossura do extracto que tais juízos emite.
por MCV às 21:53 de 22 setembro 2013 