Tendências de voto
Tendo para estes. Ou seja, sou do Atlético de Madrid desde pequeno.
por MCV às 12:30 de 24 maio 2014 
Ver Madrid passar
Já foi tudo dito sobre a final dos Campeões Europeus amanhã em Lisboa.
A mim agrada-me a ideia de ir ver passá-los de volta, vencedores e vencidos, lado a lado, à frente e atrás, em fila de carros, de cima de um viaduto sobre a A6, o mais perto possível da fronteira.
Não se me dá ir para Espanha, ao mesmo tempo que julgo ser a coisa mais interessante à medida que eles se vão cansando na viagem. Até Elvas parece-me bem.
Referências literárias: Jangada de Pedra, de Saramago onde havia uns tipos que foram ver passar Gibraltar; Auto-estrada do Sul, de Cortázar, onde ficou tudo dito à excepção do clube de cada carro.
imagem do Google Street View
por MCV às 11:04 de 23 maio 2014 
Inseguro pode ser o Estádio Nacional
imagens da RTP
Um exército de tolinhos, capitaneados por vozes que não chegam ao céu, andou durante anos a argumentar que o
Estádio Nacional não era seguro.
Argumentavam com um crime que um mentecapto lá cometeu em 1996 e com mais não sei o quê. E mostravam aqui e acolá um certo nojo político pelo edifício.
Era fácil mostrar que quanto ao crime, qualquer estádio dos novos e certificados, poderia ser palco de um assassínio assim. Bastaria que deixassem entrar o míssil que foi usado como arma. Coisa que, como sabemos, só depende da vigilância policial. E sabemos também que vezes sem conta entram petardos e outros artefactos nesses estádios do Euro.
Era fácil mostrar que o Estádio Nacional foi construído, como nenhum outro, com a nítida preocupação de evitar grandes catástrofes motivadas por movimentos descomandados da mole. Não tem armadilhas nem precipícios e dispõe de uma vasta área de descompressão na mata adjacente.
Só mesmo a estupidez poderia pôr em causa a segurança do recinto. Ninguém foi capaz de apontar os pontos fracos que o tornavam inseguro.
Depois talvez percebendo isso mesmo, começaram a mudar o discurso – o que o estádio era era desconfortável. Tinha falta de instalações sanitárias e apanhava-se sol e chuva.
Talvez tenha ou tenha tido falta de instalações sanitárias. Das várias vezes que lá fui não me servi delas, pelo que aceito esse argumento de desconforto e de falta de higiene. Quanto ao sol e à chuva...
Ora há quem se encarregue de o tornar inseguro. E isso consegue-se deixando a turbamulta pressionar em demasia como sempre o faz quando quer entrar em qualquer lado. Isso consegue-se enfiando mais uma bancada com três precipícios, dois laterais e um no topo, para acomodar mais gente do que o devido.
O Estádio Nacional precisa de mais alguns pontos de acesso (a norte), de forma a descongestionar a Porta da Maratona. Não sabendo eu se funciona ou não o acesso sul.
O Estádio Nacional não precisa de invenções nem de bancadas suplementares que criem risco para quem as ocupa.
O Estádio Nacional, como tudo em Portugal, precisa que quem dele trate tenha tino. Só isso.
Acrescento que se ouviram hoje mais umas vozes tontas, a clamar por segurança ao mesmo tempo que saudavam a colocação da bancada amovível.
A mole, no Estádio Nacional, em Alvalade, na Luz, no Dragão, se a deixarem ter o comportamento animalesco dos simples multiplicado por muitos, será sempre uma ameaça terrível para ela própria. Mas isso...
por MCV às 23:58 de 18 maio 2014 