Port-au-PrinceHá uma era antes do estilo CNN e da massificação dos satélites.
Antes portanto da vulgarização das imagens ou do seu primado.
Uma coisa que leva 30 anos do zero ao estado actual em que qualquer telefone móvel capta e envia vídeo (ainda estamos na muito baixa resolução) para quase todo o globo terrestre.
Dessa porção de tempo, a lista das grandes catástrofes inclui o Ruanda e o Darfur.
Inclui o maremoto bíblico de 2004, o sepultamento de Armero, a devastação de parte da cidade do México, os terramotos na Arménia, na Turquia, no Irão (dois), o de Kobe. O da China.
Inclui o ciclone na Birmânia e outros mais acontecimentos de menores proporções letais, correndo eu o risco de me esquecer de algum
1 2 3.
Os dois primeiros, tratando-se de guerras e talvez pelo número de baixas não ser instantâneo, acabaram por merecer uma divulgação visual muito aquém da sua dimensão.
De todos os outros se obteve uma ideia fotográfica. Cada vez mais diversificada à medida que os anos foram avançando. Com as excepções limitativas da Birmânia e em certa medida do Irão. E com a minha medida subjectiva, por quase metade desse intervalo de tempo haver aqui apenas dois canais e uma empresa de televisão.
Nada ali se compara porém ao que se vê agora. Nem sequer no caso do maremoto de 2004, admitindo-se que em algumas regiões tenha sucedido exactamente o mesmo desnorte e incapacidade de resposta. Não estavam lá as câmaras.
Aqui antevê-se a ausência total e completa de uma resposta organizada. Por agora.
É um retrato que permite medir consequências de uma incapacidade.
Nestas coisas, as lições que se retiram raramente frutificam. E os casos são sempre únicos.
Mas há ali muita coisa para aprender.
1 Dois terramotos na Índia e um no Paquistão.
2 Furacão Mitch.
3 Deslizamentos de terras na Venezuela (estado de Vargas).
por MCV às 12:12 de 15 janeiro 2010 
O Haiti (não) seja aqui*É muto provável que tenha sido de proporções devastadoras o que por lá aconteceu.
Esta imagem recorda certas gravuras de Lisboa.
imagem da CNN
*
na canção de Caetano Veloso é o Havaí, é claro
por MCV às 12:42 de 13 janeiro 2010 
Um dia históricoHoje é um dia histórico.
A barragem de Alqueva
atingiu a cota máxima (152 m) cerca das 16:00.
Afinal, os 75 anos reduziram-se a 8.
Um erro grosseiro esse que dava tal prazo para o enchimento da albufeira.
imagem do SNIRH
por MCV às 20:25 de 12 janeiro 2010 
Espelhos e simetriasOs Cro Magnons que andaram a pintar em Fátima tinham deficit topológico mental. Ou o.
imagem da RTP
por MCV às 22:17 de 11 janeiro 2010 
Madame ButterflyE, de repente, ali estava eu a mostrar a Fanny Ardant (sim,
vi-a na Revista do Expresso esta semana) a série de fotos – dez de cada – que o mesmo jornal publicara de mulheres e borboletas cujo perfil se assemelhava.
A nº8! Repara bem na assombrosa semelhança da nº8 com a respectiva borboleta! – não sei se ela reparou bem.
A coisa era patrocinada por uma associação qualquer de
coleccionadores de borboletas.
por MCV às 15:50 de 10 janeiro 2010 