“A Ri está aqui a fazer barulho. Espera aí um bocadinho.” – a minha intertecladora, de vida rústica em local presumivelmente ermo, parecia alertada por uma guardiã canina, madrugada dentro.
Foi esta a primeira vez que lhe conheci o nickname. Há uns bons vinte anos.
Desfeita a confusão, que não era cadela a ladrar mas pessoa a teclar, cujos avisos do MSN assim soavam, fiquei curioso com a Ri.
Assim, fui espreitar-lhe a escrita. Daí a que começássemos a trocar galhardetes fui um curto passo.
E a coisa foi.
Um desafio diferido começou em data imprecisa e dizia respeito a uns peixes-chocos que haveriam de ser tragados em meio a uma conversa certamente animada. Figuraram tais peixes ou chocos na badana do H Gasolim Ultramarino por anos, como lembrança do combinado. E foram sendo acrescentados ou traçados em cruz à medida que boas e más surpresas surgiam no debate transoceânico.
E assim, cerca de uma década depois dos latidos imaginados, apareceu na badana um carimbo de despacho.
Hoje, que a Ri passa por desventura única, saltam estas memórias a terreiro. Com um abraço apertado.