O ano em revistaEm estilo de televisão dita tablóide – isto dos formatos tratados pela semântica... – os acontecimentos do ano bem que poderiam ter sido
uma mulher despeitada que rouba o gato a outra e
uma criança de dois anos que agrediu outra um pouco mais velha.
Ainda estou indeciso entre a facilidade do mercado se surpreender com coisas triviais e a facilidade do mercado não se surpreender com coisas excepcionais.
Onde está mercado leia-se pagode dito evoluído e informado do século XXI, com muitos carimbos de competências certificadas.
Posto isto, resta-me dizer que gosto de ver a Sky News por ser um canal que pretende cobrir tudo e que por vezes consegue chegar onde os outros que aqui posso ver, não chegam. Em directo.
E no directo dispensa-se a intermediação do jornalista. Com a devida calibração de enquadramento.
Já me justifiquei de mais. Mas também me queixo de mais. Burramente.
por MCV às 17:04 de 22 dezembro 2011 
Negar as evidênciasUm tipo que nega ter acontecido
algo a que não poderia ter assistido e do qual só tomou conhecimento por relatos de terceiros, vivos ou mortos, pode ser incriminado.
Um tipo que nega ter acontecido algo a que assistiu, é deixado em paz.
Num mundo de doidos, as coisas passam-se assim. Criminalizando afirmações descabidas ou não.
Ainda vai preso o Zé Pardal por desdizer o Manel Pardelha no caso da
camisola nº2. Ou vice-versa. Ou, o mais certo, ambos.
E que 1+1≠2? Alguém se atreve?
por MCV às 22:33 de 21 dezembro 2011 
A transferência dos sonhosSucedeu então que me dei conta retroactivamente da legitimidade do gesto.
Do gesto que eu entendera proibido.
As lolitas acabam invariavelmente por envelhecer, salvo as que alcançam a imortalidade.
Rejuvenescem, por vezes, nos sonhos dos homens que as deixaram passar.
por MCV às 21:25 de 19 dezembro 2011 
Serviço público - o número da bolaTal
como ameaçado, a coisa está consumada.

E não se exclui a possibilidade de haver mais números da bola. Da bola de
cá-de-chumbo, como diziam os eruditos.
por MCV às 20:36 de 18 dezembro 2011 