Notas soltas
Esta ideia ou impressão de que está para acontecer uma desgraça em Portugal. Coisa natural ou acidental.
Nada a ver com a sentença anterior, o céu lá fora estava lindamente ameaçador. Julguei divisar ao longe um raio. A hora seguinte fez-me acreditar que não me enganei.
O meu habitual fornecedor de totolotos admirou-se de eu não ter ainda verificado as minhas apostas.
Vi hoje o primeiro preto com um boné do Obama.
Recebi hoje provas de que ainda há gente competente, briosa e atenta do outro lado dos telefones, das cartas. Uma boa surpresa.
Vai haver um Benfica – Sporting daqui a bocado. Passam-me estas coisas quase completamente ao lado.
27/09/2008
26/09/2008
Casablanca
E diz a Senhora que assistiu, por meados dos anos 40, ali à estrada de Benfica, à recriação do “Play it once, Sam!”
Não menciona o filme vez alguma. Apenas se lhe treme a voz, denunciando a cumplicidade em histórias de amor alheias.
E diz a Senhora que assistiu, por meados dos anos 40, ali à estrada de Benfica, à recriação do “Play it once, Sam!”
Não menciona o filme vez alguma. Apenas se lhe treme a voz, denunciando a cumplicidade em histórias de amor alheias.
25/09/2008
São Martinho
Noto que me vou esquecendo dos marcos temporais – da feira de São Martinho a marcar o fim do Verão, da feira de Castro a marcar o tempo das sementeiras.
Da abertura da caça entre ambas. Da caça que nunca pratiquei senão como espectador.
Passo para lá de um tempo em que estas marcas o eram. Passo por alguma marca como quem passa pelo equador no mar sem dar por isso. Dessa marca para cá, não há marcas que me ditem peregrinações.
Noto que me vou esquecendo dos marcos temporais – da feira de São Martinho a marcar o fim do Verão, da feira de Castro a marcar o tempo das sementeiras.
Da abertura da caça entre ambas. Da caça que nunca pratiquei senão como espectador.
Passo para lá de um tempo em que estas marcas o eram. Passo por alguma marca como quem passa pelo equador no mar sem dar por isso. Dessa marca para cá, não há marcas que me ditem peregrinações.
Razões
"I owe it to my family to start putting them first." (Ruth Kelly ao despedir-se do cargo de Ministra dos Transportes do Reino Unido) - é o tipo de argumento que homem ou mulher algum deve usar para se afastar da política.
É coisa de principiante, de aprendiz de feiticeiro.
"I owe it to my family to start putting them first." (Ruth Kelly ao despedir-se do cargo de Ministra dos Transportes do Reino Unido) - é o tipo de argumento que homem ou mulher algum deve usar para se afastar da política.
É coisa de principiante, de aprendiz de feiticeiro.
24/09/2008
De rabo na boca
Há quanto tempo é que as tristes, incultas e débeis mentes parlamentárias e desgovernativas se entregam à troca de acusações de falta de autoridade moral sempre que se lhes toca no âmago?
Há por lá umas muito raras e honrosas excepções. Muito raras.
Mas o panorama geral é de uma falta de autoridade intelectual de dimensões absurdamente assustadoras.
Entrementes, o país afunda-se. Não por culpa daqueles intelectos, que não são capazes de mais nem de melhor, mas dos que viram as costas ou encolhem os ombros.
Há quanto tempo é que as tristes, incultas e débeis mentes parlamentárias e desgovernativas se entregam à troca de acusações de falta de autoridade moral sempre que se lhes toca no âmago?
Há por lá umas muito raras e honrosas excepções. Muito raras.
Mas o panorama geral é de uma falta de autoridade intelectual de dimensões absurdamente assustadoras.
Entrementes, o país afunda-se. Não por culpa daqueles intelectos, que não são capazes de mais nem de melhor, mas dos que viram as costas ou encolhem os ombros.
23/09/2008
Um Sócrates em cada esquina
Há uns anos, ouvimos o Primeiro-Ministro José Sócrates dizer que uma das razões que o levara a escolher a Universidade Independente fora a sua localização cerca do ISEL.
Isto a mim significava que o homem não sabia o caminho para mais lado nenhum. Só para aquela zona.
Hoje, apercebo-me de que se prepara a instalação de centros escolares (serão 388 mais x) onde o cidadão entra para a infantil e sai com o 12º ano.
Foi assim que noticiaram a coisa. Vá lá saber-se...
Se assim é, bate certo com Sócrates. Muito caminho e experiência diversa é coisa a evitar.
Ficaremos finalmente com um país à imagem do seu grande timoneiro. Queremos já a seguir um sócrates em cada esquina. De louça ou em retrato convenientemente emoldurado.
Viva!
Há uns anos, ouvimos o Primeiro-Ministro José Sócrates dizer que uma das razões que o levara a escolher a Universidade Independente fora a sua localização cerca do ISEL.
Isto a mim significava que o homem não sabia o caminho para mais lado nenhum. Só para aquela zona.
Hoje, apercebo-me de que se prepara a instalação de centros escolares (serão 388 mais x) onde o cidadão entra para a infantil e sai com o 12º ano.
Foi assim que noticiaram a coisa. Vá lá saber-se...
Se assim é, bate certo com Sócrates. Muito caminho e experiência diversa é coisa a evitar.
Ficaremos finalmente com um país à imagem do seu grande timoneiro. Queremos já a seguir um sócrates em cada esquina. De louça ou em retrato convenientemente emoldurado.
Viva!
22/09/2008
Sem carros

Há uns anos, num destes dias sem carros, observei uma mulher que pedalava quase em círculos num entroncamento de estradas onde ainda era possível circular de automóvel.
Fazia-o com um ar alienado, de jornada de luta.
Acho que a elegi como paradigma de duas coisas.
Do meu preconceito, ponto um.
Das pessoas a quem atribuiria de bom grado a faculdade de viverem no seu mundo ideal. Ponto dois.
Ficaria à espera de ver quantos dias suportavam nesse inferno.
Renovo os votos – expressos no editorial deste blogue – de que jamais o mundo seja feito de acordo com os meus desejos. Há neste voto um paradoxo mas paciência.

Há uns anos, num destes dias sem carros, observei uma mulher que pedalava quase em círculos num entroncamento de estradas onde ainda era possível circular de automóvel.
Fazia-o com um ar alienado, de jornada de luta.
Acho que a elegi como paradigma de duas coisas.
Do meu preconceito, ponto um.
Das pessoas a quem atribuiria de bom grado a faculdade de viverem no seu mundo ideal. Ponto dois.
Ficaria à espera de ver quantos dias suportavam nesse inferno.
Renovo os votos – expressos no editorial deste blogue – de que jamais o mundo seja feito de acordo com os meus desejos. Há neste voto um paradoxo mas paciência.
A imbecilidade ignorante (episódio Θ+4)

trecho (adaptado) de imagem de radar do IM
Há alguma relação entre as obras recentes em Albufeira e as inundações resultantes da precipitação da última madrugada?
Se há, isso tem alguma coisa a ver com o facto de insistirmos emdiplomar qualificar imbecis?

trecho (adaptado) de imagem de radar do IM
Há alguma relação entre as obras recentes em Albufeira e as inundações resultantes da precipitação da última madrugada?
Se há, isso tem alguma coisa a ver com o facto de insistirmos em
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