Um quarto de século
E assim de repente, passaram vinte e cinco anos desde as últimas grandes cheias no Alentejo.
imagem do IM
por MCV às 23:39 de 05 novembro 2022 
Sismos
Em 1985, levando à risca uma regra inventada que contava 230 anos entre o sismo de Lisboa de 1531 e o de 1755 (foram na realidade 224) e que daí em diante o ciclo se repetiria, o governo de então achou por bem dotar grande parte dos edifícios públicos de avisos sobre o que fazer em caso de terramoto.
Com esse cálculo e essa regra inventada nem lhes ocorreu que o ciclo se tiivesse eventualmente completado em 1969, 214 anos após 1755.
O certo é que passou um modismo nesses dias que não teve qualquer continuidade.
É certo que há, de vez em quando, uns exercícios de simulacro para aferir qualquer coisa e que também de vez em quando se lembram de instruir as crianças para uma tal eventualidade, muitas vezes de forma contraditória, aconselhando hoje o que desaconselhavam ontem.
Estamos sediados sobre falhas sísmicas. Mais dia, menos dia teremos novas disso.
Não vejo grande atenção ao caso, a não ser por repelões.
imagem de Sinalux
por MCV às 18:33 de 01 novembro 2022 
A bem da Nação
No Estado Novo não havia ofício que não fosse exarado a bem da Nação.
Nos dias actuais, sem ditames oficiais, não há discurso nem propaganda que não inclua as palavras
sustentável e
resiliente.
O Estado Novo orgulhar-se-ia decerto destes discípulos obedientes.
por MCV às 04:25 de 31 outubro 2022 
Pobreza confrangedora
É a qualificação que faço das intervenções dos intelectuais brasileiros de serviço às televisões portuguesas.
A sua argumentação, embora mais polida, está ao nível do povão mais recôndito. E bate certo com a qualidade de ambos os candidatos.
Nada ali cola com a razão.
Empate técnico entre os dois lados da barricada.
por MCV às 21:14 de 30 outubro 2022 