ColegiadaNão abona em favor da inteligência dos elementos de um colégio que os vestidos de verde digam que 1,5 se arredonda para 1 e que os vestidos de vermelho digam que é para 2.
Nunca abonou.
Mais uma questão de gravatas. E de gosto.
por MCV às 17:59 
FugaA notícia que desde ontem anda por aí, a propósito da fuga de competências, mesmo que se trate da habitual leitura apressada de tabelas, é ainda assim conforme com as suspeitas.
Uma das vezes que falei nela foi a propósito de mudanças de governo. A
outra, a propósito de mediania. Quase mediocridade.
Podia falar-se a respeito das grandes opções do país, quando os governos alternam sem que se vislumbrem mudanças políticas mas em que por outro lado se mudam as opções só porque mudam as pessoas. E há dois clubes com a mesma política, esse é o drama.
Não gostam uns dos outros por causa da escolha das gravatas, é o que parece. Mas nada de essencial os separa.
Entretanto, os bons não se podem queixar.
por MCV às 10:51 
Os hectares de Duarte PachecoO nariz-de-cera começa no título. E não é para disfarçar o facto de só agora vir com a conversa da bola.
O Sporting lá ganhou.
Vi o Porto a jogar na televisão, mas o relator insistia em chamar-lhe Benfica. Devem ser os azuis da Luz.
E ouvi, há uns dias, o treinador do Nacional a dar conta das dimensões do campo de futebol do Dragão.
O diabo é que o homem atirou por terra, assim sem ninguém lhe ter pedido, a medida padrão.
Aquilo que fazia parte das tabelas de todas as redacções, que anos de tarimba já tinham sedimentado, a sempre lembrada equivalência hectare-campo de futebol afinal é um disparate bem medível.
Ou como diria Duarte Pacheco, quando não se consegue explicar uma coisa a um jornalista, é porque está mal explicado.
por MCV às 22:55 de 26 outubro 2005 
A questão das palavrasAinda não percebi por que é que as palavras fugiram daqui.
Às vezes acho que algumas não se compaginam com o estatuto de quase anonimato que preside a este sítio.
Mas essas, as que parecem ser suscitadas por um ou outro disparate lido ou ouvido, cada dia que passa mais me convenço que me desinteressam, como me desinteressa o deserto que contemplo. Não será pois por serem elas as que fogem, as que não são para aqui chamadas.
Não será também por me ter convencido de que imagens bastam.
Ou por ter chegado ao fim da minha argumentação. Ainda que haja quem mo tenha dito.
Ou sequer por me ter desinteressado do blogue. Não me desinteressei. Ainda acho que me diverte.
É pois de um mistério que se trata.
Convenço-me de que elas escorrem algures para um ralo não invisível mas imaginário.
Como há coisas imaginárias que bem visíveis são.
É para lá que correm, por barrancos.
Pensei comprar um daqueles gravadores minúsculos, na esperança de as caçar presas de alguma esteva.
É isto.
por MCV às 11:00 de 24 outubro 2005 