Últimas do sismómetro embebível
Estava capaz de comer o meu chapéu se à 1:13 não abanou isto tudo.
19/04/14
Lúmpen
Foram quatro anos de permeio. Entre o que aconteceu no Heysel e em Hillsborough. Sempre com adeptos do mesmo clube.
A primeira ocorrência levou a que os clubes ingleses fossem suspensos de todas as competições europeias por alguns anos.
A segunda foi comemorada há pouco, por terem decorrido vinte e cinco anos desde então, num sentido aparentemente paralelo às investigações que visaram passar as culpas do sucedido para a polícia.
Dir-se-á que não conter uma manada é culpa do manageiro. E ao dizer tal se confirma que se tratou de uma manada.
Foram quatro anos de permeio. Entre o que aconteceu no Heysel e em Hillsborough. Sempre com adeptos do mesmo clube.
A primeira ocorrência levou a que os clubes ingleses fossem suspensos de todas as competições europeias por alguns anos.
A segunda foi comemorada há pouco, por terem decorrido vinte e cinco anos desde então, num sentido aparentemente paralelo às investigações que visaram passar as culpas do sucedido para a polícia.
Dir-se-á que não conter uma manada é culpa do manageiro. E ao dizer tal se confirma que se tratou de uma manada.
18/04/14
Cartilha abrileira
Continua o despautério. Pago com o dinheiro dos contribuintes. Na RTP.
Hoje, para além de um imagine não poder estar com os seus amigos na rua (quantas vezes teria eu sido preso?), uma espécie de coisa que diz que antes do 25 de Abril os miúdos andavam de carrinhos de rolamentos e hoje jogam futebol digital nas maquinetas electrónicas.
Ao meu Pai que equiparava por vezes os meios de brincadeira da primeira parte da década de 20 do século passado com os que eu tinha ao dispôr na década de 60, nunca lhe ocorreu relacionar isso com a revolução de 26. Creio que tal omissão seria coisa de espírito racional e positivista.
Estes nossos empregados acham coisas. E acham coisas extraordinárias. Que o 25 de Abril trouxe os computadores e relegou os carros de rolamentos para uns quantos esquisitos revivalistas.
Creio que isto nunca terá passado pela cabeça dos que organizaram o M.F.A.? Ou será que passou?

roubei o cravo aqui
Continua o despautério. Pago com o dinheiro dos contribuintes. Na RTP.
Hoje, para além de um imagine não poder estar com os seus amigos na rua (quantas vezes teria eu sido preso?), uma espécie de coisa que diz que antes do 25 de Abril os miúdos andavam de carrinhos de rolamentos e hoje jogam futebol digital nas maquinetas electrónicas.
Ao meu Pai que equiparava por vezes os meios de brincadeira da primeira parte da década de 20 do século passado com os que eu tinha ao dispôr na década de 60, nunca lhe ocorreu relacionar isso com a revolução de 26. Creio que tal omissão seria coisa de espírito racional e positivista.
Estes nossos empregados acham coisas. E acham coisas extraordinárias. Que o 25 de Abril trouxe os computadores e relegou os carros de rolamentos para uns quantos esquisitos revivalistas.
Creio que isto nunca terá passado pela cabeça dos que organizaram o M.F.A.? Ou será que passou?

roubei o cravo aqui
17/04/14
15/04/14
Ebola
O meu primeiro contacto intelectual com o Ebola foi serôdio. Mais de uma década depois de o vírus ter sido classificado.
Ocorreu numa casa de férias algures no Algarve, altura em que o vírus saiu de uma notícia de jornal e se instalou numa conversa de casal à mesa de uma qualquer refeição.
Por alguma razão que não sei determinar, desde essa conversa o Ebola tem sido no meu imaginário, o agente patogénico.
No entanto ( e esta conta para aquele número de afirmações que nenhum de nós, viventes na segunda década do século XXI, poderá certamente confirmar ou infirmar ), sempre suspeitei que, a ocorrer qualquer coisa como a Peste Negra do século XIV, qualquer coisa que venha a matar uma parte substancial da humanidade, ela resultará de um agente patogénico identificado e classificado muito em cima do acontecimento e não de um razoavelmente conhecido e estudado. Coisa que parece mais ou menos óbvia.
O Ebola aparentemente espalhou-se mais desta vez. Pode acontecer que nas próximas semanas ou meses venhamos a ouvir falar nele frequentemente. Mas não será decerto a epidemia que uma parte espera, uma parte teme e a grande maioria ignora.

esquema na página do Swiss Institute of Bioinformatics
O meu primeiro contacto intelectual com o Ebola foi serôdio. Mais de uma década depois de o vírus ter sido classificado.
Ocorreu numa casa de férias algures no Algarve, altura em que o vírus saiu de uma notícia de jornal e se instalou numa conversa de casal à mesa de uma qualquer refeição.
Por alguma razão que não sei determinar, desde essa conversa o Ebola tem sido no meu imaginário, o agente patogénico.
No entanto ( e esta conta para aquele número de afirmações que nenhum de nós, viventes na segunda década do século XXI, poderá certamente confirmar ou infirmar ), sempre suspeitei que, a ocorrer qualquer coisa como a Peste Negra do século XIV, qualquer coisa que venha a matar uma parte substancial da humanidade, ela resultará de um agente patogénico identificado e classificado muito em cima do acontecimento e não de um razoavelmente conhecido e estudado. Coisa que parece mais ou menos óbvia.
O Ebola aparentemente espalhou-se mais desta vez. Pode acontecer que nas próximas semanas ou meses venhamos a ouvir falar nele frequentemente. Mas não será decerto a epidemia que uma parte espera, uma parte teme e a grande maioria ignora.

esquema na página do Swiss Institute of Bioinformatics
14/04/14
Cartilha
Em todas as revoluções surge uma cartilha que assinala o que era mau antes e foi eliminado e o que é novo e excelente, graças à revolução. Tudo isto confundindo o que é das épocas e o que é das revoluções.
Aconteceu naturalmente com o 25 de Abril. Existe uma enorme cartilha de coisas boas que eram proibidas ou não existiam antes dessa data e que só a revolução possibilitou.
Fala-se no beijo à francesa proibido em público, na licença de isqueiro que era exigida, numa série de coisas que de facto tinham sido em tempos objecto de regulamentação mas que em 24 de Abril de 1974 ou estavam caducas ou revogadas. Para alguns dos que não viveram essa época talvez se tornem verosímeis alguns dos artigos da cartilha.
Como referi aqui há dias, no telejornal da RTP fez-se a absurda afirmação de que antes do 25 de Abril não havia pronto-a-vestir. Isto é a cartilha a funcionar conjuntamente com a inesgotável ignorância das redacções.
E com a falta de vergonha. Um tipo diz disparates destes e não se envergonha de os dizer.
Grato ao homem da Bic Laranja por ter dado destaque e sequência ao que escrevi.
Em todas as revoluções surge uma cartilha que assinala o que era mau antes e foi eliminado e o que é novo e excelente, graças à revolução. Tudo isto confundindo o que é das épocas e o que é das revoluções.
Aconteceu naturalmente com o 25 de Abril. Existe uma enorme cartilha de coisas boas que eram proibidas ou não existiam antes dessa data e que só a revolução possibilitou.
Fala-se no beijo à francesa proibido em público, na licença de isqueiro que era exigida, numa série de coisas que de facto tinham sido em tempos objecto de regulamentação mas que em 24 de Abril de 1974 ou estavam caducas ou revogadas. Para alguns dos que não viveram essa época talvez se tornem verosímeis alguns dos artigos da cartilha.
Como referi aqui há dias, no telejornal da RTP fez-se a absurda afirmação de que antes do 25 de Abril não havia pronto-a-vestir. Isto é a cartilha a funcionar conjuntamente com a inesgotável ignorância das redacções.
E com a falta de vergonha. Um tipo diz disparates destes e não se envergonha de os dizer.
Grato ao homem da Bic Laranja por ter dado destaque e sequência ao que escrevi.
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