OrçamentoTemos um Primeiro-Ministro que acha que os prejuízos do Estado são coisa despicienda pois estão cobertos pelo... Estado!*
O Sr. Paulo Portas (CDS-PP): — Eu não disse isso! Disse «manteve».
O Sr. Primeiro-Ministro: — Manteve o que tinha.
Portanto, o Sr. Deputado acha que aquilo que o Estado deveria fazer era ir a correr levantar o dinheiro para precaver o seu depósito?! Não, Sr. Deputado, o Estado sabe que os seus depósitos estão garantidos tal como estão garantidos todos os depósitos dos portugueses. Não hesitaremos em tomar todas as medidas para garantir esses depósitos.
Aplausos do PS.
O senhor de La Palisse não se lembraria dessa.
É portanto a partir desta premissa maior que se desencadeia o raciocínio. Não estamos mal.
*
discussão do Orçamento para 2009, a propósito do caso BPN e da conta do Estado naquele banco.
(Diário da Assembleia da República, I série, X Legislatura, 4ª Sessão Legislativa, nº16, sessão de 5 Nov. 2008, p. 93 – linhas 23 a 29) - consultar aqui.
negrito meu
por MCV às 19:21 de 20 janeiro 2010 
PoucasForam afinal muito poucas
as asneiras que se ouviram no
debate de ontem.
Tirando um certo desnorte da moderadora (falar em paredes mestras nos dias que correm...) o que se ouviu foram banalidades óbvias e o que se pressentiu foram muitas crispações e disputas de pelouro.
Houve aqui há talvez mais de quinze anos um debate esse sim interessante na RTP.
Nele se percebeu que a avaliação que então se fazia das consequências de termos um sismo com as mesmas características do de 1755, era devastadora.
E era a partir dessa base que se considerava o plano de acção.
Hospitais no chão, pontes intransitáveis, etc. Uma majoração dos danos.
Não é que adiante muito ir além do grande plano, das linhas gerais. Mas ter uma ideia de como agir no pior dos cenários.
É, acima de tudo, preciso saber quem manda. Colocar ordem nas coisas e ter uma imensa capacidade de improvisação.
E, entretanto, aprender as lições.
por MCV às 12:51 
E se fosse cá?Vem aí mais uma vaga do “e se fosse cá?”.
Como
aqui disse anteontem, as lições que nestes casos se retiram raramente frutificam. E os casos são sempre únicos.
Não obstante, há ali muita coisa para aprender.
O mais importante de tudo, todavia, é a prioridade ao bom-senso, seja lá isso o que fôr.
Força, autoridade, hierarquia de comando, improvisação e impiedade. Isto se a prioridade fôr curar os feridos e salvar as vidas.
Se a prioridade fôr outra qualquer, serão outros os requisitos necessários.
Os grandes planos, nestas ocasiões, à excepção do óbvio bom senso, saem sempre furados.
Estou com alguma curiosidade em medir a quantidade de asneiras por metro quadrado de plateia no
programa de amanhã.
por MCV às 16:22 de 17 janeiro 2010 