Rever em baixa
Já
aqui disse o que pensava sobre a expressão em epígrafe e sobre toda a indumentária mental da faixa que tais dizeres utiliza.
Ora a triste expressão aplica-se, ainda assim, ao sentimento que me assola: a idade mental da internet tem que ser mais baixa do que
aqui foi dito.
E, tal como o povo não se transfigura ao volante, antes se espelha, também aqui observamos a imagem virtual da mole.
por MCV às 22:47 de 22 setembro 2012 
Diário íntimo
Ainda não percebi se o facto de o meu médico, a quem consulto há meia dúzia de anos, se referir à medicina como uma ciência na infância da arte se deve a ter ele percebido, ainda que eu não o tivesse dito expressamente, que eu partilho da mesma crença ou se é tal fruto do acaso.
Isto da infância da arte é uma noção sem sentido. Tomando uma semi-recta qualquer e um ponto qualquer sobre ela, este está sempre mais perto da origem do que do infinito.
Trata-se afinal e apenas de julgar que o fim dos tempos não está para um destes dias.
por MCV às 13:46 de 21 setembro 2012 
Atão mas...
Quando há cerca de um ano afirmei
aqui que faltava política ainda não tinha ouvido da missa a metade.
Ontem, um secretário de Estado soltou um “
atão mas...” referido aos empresários que se queixavam do valor da TSU e que agora dizem ser uma asneira o bailado que com ela se fez.
Este “atão mas...” é qualquer coisa que não pode deixar sair quem pretende ser político.
Um aprendiz de política deve saber encontrar o q.b. de distanciamento em relação ao argumentário dos interesses. E não se pode admirar com as incongruências das posições (se é que foram os mesmos que disseram uma e outra coisa) muito menos julgar o plano dos argumentos enquadrável num eixo de abcissas e outro de ordenadas.
Falta política. Como se via há um ano.
Como se vê bem agora.
Não é só a corda que nos prende ao poço de Saint-Exupéry nem a pesada herança dos anos de desvario, é algo mais. Que falta.
por MCV às 21:49 de 19 setembro 2012 
O blogger repórter
Incêndio junto ao Jeromelo (Malveira)
(clicar para ampliar)
por MCV às 20:23 de 18 setembro 2012 
Treino
A haver por estes dias alguns colapsos parciais no abastecimento de combustíveis servirão de bom treino para os que não sabem o que são racionamentos.
Ainda andam a clamar por direitos – à imagem dos
dois paralíticos – e de repente verão que
o balde de plástico é uma grande invenção.
por MCV às 14:41 de 17 setembro 2012 
Trânsito
Diz que as alterações ao trânsito no centro de Lisboa se destinam a retirar dali parte do tráfego.
E que até Dezembro estará a coisa à experiência.
Qualquer criança percebe que estrangulando uma artéria o fluxo diminui. Quanto mais estrangularem, menor tráfego terão – é a lógica da batata.
O facto de haver ou não um granel inicial que conduza as pessoas para outros lados é irrelevante. Com o tempo, estabelecer-se-á um novo equilíbrio.
A única coisa que poderá estar a ser sujeita a escrutínio é assim a consequência sobre o trânsito de zonas alternativas. Se existirem dados já colhidos para comparar, em Dezembro se verá.
No Marquês e na Avenida haverá menos trânsito, disso não resta a menor dúvida.
por MCV às 00:48 
As grandes questões universais - episódio q+24
O que seria preciso para transformar estas volutas num só e poderosíssimo temporal?
imagem do site do IM
por MCV às 19:04 de 16 setembro 2012 