Uma brisa de emoções
De repente, apercebo-me de que começo a valorizar os livros dos quais se liberta uma discreta, suavíssima brisa de emoções.
por MCV às 20:30 de 20 outubro 2012 
Coisas que os antigos diziam de outra maneira - sentença décima primeira
O negociante pretende que todas as partes se sintam satisfeitas com a transacção.
O pedinte pretende que uma parte se sinta satisfeita com a transacção.
E estou a pensar nas relações entre nações.
por MCV às 21:57 de 19 outubro 2012 
Messiânica interrogação
À messiânica interrogação de John Stewart “
Are we the people we were waiting for?”
1 respondeu não Obama mas Durão Barroso quase dois anos depois: “
Yes, but…”
2
Fazendo eu esta algo abusiva associação, o
yes faz-me tremer. Não que eu não pense que em regra, com o tempo, as mentes evoluem.
É essa a tendência. O que sucede é que, episodicamente, a curva desmente a tendência.
Vivemos na cultura ocidental talvez desde há cerca de vinte anos um tempo de loucura e de retardamento que é visível desde as mais pequenas às mais subidas questões.
Afirmações absurdas, erradas, ilógicas, destituídas de sentido são tragadas a toda a hora sem rejeição.
Sendo que tal interrogação messiânica é afinal, em cada geração, uma afirmação, um truísmo, no cômputo geral das coisas é suposto que diga respeito a uma gente que provoque a catástrofe e a consequente redenção.
Talvez a catástrofe seja desencadeada por uma geração muito próxima. Que espero mais racional, o que não será difícil.
Tremo é de pensar que a redenção viria da gente de hoje.
1 (2:17 - 2:21)
2 (3:22 – 3:49)
por MCV às 23:18 de 17 outubro 2012 
A rota dos restaurantes recusados
Já há algum tempo que a fixação se instalou: comer em todos aqueles restaurantes em que indeterminadas circunstâncias me levaram a não entrar, ainda que nada houvesse de óbvio a recomendar a rejeição.
Enquanto me lembro de quais são e enquanto existem.
por MCV às 21:51 de 16 outubro 2012 
O clio jornal
O título em epígrafe remete para uma anedota brejeira.
Acabei de ouvir Francisco Assis dizer que nunca proferiu as afirmações que lhe foram atribuídas em relação ao modelo Clio da Renault.
Significa isso, acreditando na palavra do homem, que a história, sob a égide de
tal deusa, foi mal contada.
Significa isso, acreditando na palavra do homem, que quem nos jornais, na rádio ou na televisão, apregoou que ele fizera umas afirmações de menosprezo para com tal modelo da Renault andou a emprenhar de ouvido, coisa que se pede a um jornalista que não faça, se é que ainda existem umas dezenas de indívíduos dignos dessa classificação.
Se não acreditarmos no que ele disse, então...
Por afinidade, fui durante quase três anos condutor de um Clio, dos primeiros vendidos em Portugal. À excepção de um atribulado episódio com o sistema de travagem, o carro não me desiludiu. Nunca me senti menos digno por ser cavaleiro de tal cavalgadura.
Nunca a minha dignidade, em funções ou em lazer, se mediu por hábitos ou por cavalgaduras.
por MCV às 22:16 de 15 outubro 2012 