PacifismoDisse
aqui há tempos que começaria a levar a sério uma certa tropa dita ambientalista no dia em que ela começasse a dizer que é preciso reduzir a população mundial.
Digo agora que começarei a levar a sério uma certa tropa dita pacifista no dia em que a ouvir dizer que é preciso exterminar a raça humana.
por MCV às 23:55 de 20 novembro 2010 
Tradução instantâneaEstou aqui a ouvir Rasmussen e a intérprete de português cuja tradução soa em dois canais – SICN e TVI24.
Tenho a perfeita consciência da minha incapacidade para uma tal coisa.
Talvez por isso valorize mais quem o faz.
A intérprete tem sido irrepreensível, considerando a tarefa.
Lembrou-me a cimeira de 1996 da OSCE em Lisboa.
O intérprete que um canal de televisão lá colocou não fazia a menor ideia do que era tradução instantânea.
Depois de ter gaguejado, parado e quase chorado, disse algumas vezes “mas é impossível...”.
Foi substituído, ao fim de um dos mais longos períodos de bizarria televisiva, por alguém com a mesma desenvoltura da senhora de hoje.
A diferença entre os capazes e os incapazes é, afinal, fácil de traçar.
por MCV às 19:58 de 19 novembro 2010 
Da bola (cont.)Não estamos esquecidos das péssimas exibições da selecção nacional de futebol em tempos recentes.
Mas aqui vejo substanciada a minha opinião de que, nos últimos jogos oficiais, as equipas portuguesa e espanhola se equivaleram.
Portugal tem uma das melhores equipas de futebol de todo o mundo. Não é preciso o
ranking da FIFA para sabermos isso.
Tal como no anúncio acho que do iogurte, faltou “
um bocadinho assim” em algumas ocasiões, para trazermos a taça. Aos espanhóis não faltou nos dois últimos anos.
Hoje, porém, não faltou nada. Foi um olé a feijões.
As oportunidades nem sempre se repetem. Quando é a sério.
adenda da responsabilidade do jornal "Marca":
por MCV às 23:03 de 17 novembro 2010 
Da bolaDos últimos jogos oficiais com a Espanha – 2004 e 2010 – ficou-me a ideia de que se o resultado fosse o inverso, ninguém ficaria escandalizado.
Já
aqui o disse.
A ver vamos o que dá este amigável.
Do último (0-3 em Guimarães em 2003) não ficaram grandes recordações.
Nesse sim, o resultado espelhou bem o que se passou em campo.
por MCV às 21:26 
Teoria do campo oníricoE era neste comboio que eu dormia, no competente
wagon-lit, algures na Linha de Sintra.

Talvez ainda venham a lume, a talhe de foice, as circunstâncias que aqui desembocaram.
por MCV às 18:49 de 16 novembro 2010 
FuturoQual a altura da torre São Rafael (ou seria São Gabriel?) no Parque das Nações? – era a pergunta do concurso televisivo.
As respostas mais disparatadas foram 12 m e 1000 m.
Ambas foram dadas por professoras.
É este o futuro que se prepara para o país.
Correcção: calcular a altura de uma torre qualquer em 12 m não é um disparate. Só o é sabendo de que torre se trata. E saber de que torre se trata não é propriamente uma exigência para qualquer professor.
Já responder 1000 m é não ter a "noção das proporções", coisa que se requer em qualquer professor, de qualquer área.
por MCV às 22:01 de 15 novembro 2010 
Da idade e das falhas de clarividênciaUma coisa que me assusta ou que me assustou e já não me assusta ou que me assusta cada vez menos é não ter a paciência, a concentração e a clarividência para, por exemplo, ao construir um algoritmo em que entra uma constante
k (que é de cálculo simples), encontrar o seu valor pelo dito cálculo mas ir lá por iterações.
Uma espécie de bilhar à zona.
por MCV às 15:42 de 14 novembro 2010 