24/06/2006
23/06/2006
O Verão psicológico
À medida que nos afastamos da terra e dos seus ciclos produtivos, à medida até que os transformamos e adaptamos, a divisão do ano em estações tal como existe faz cada vez menos sentido.
Basta atentar nas vezes em que se disse e escreveu, desde que o calor apertou em finais do mês passado, que já estávamos no Verão. É frequente haver esse tipo de confusões tanto nesta época como com as chuvadas ditas de Inverno em Outubro e Novembro.
Seja lá qual tenha sido a razão que levou a simplificar as coisas, atribuindo nomes aos intervalos de tempo entre equinócios e solstícios e tendo com isso estendido implicitamente a essas fracções as características fundamentais da Natureza agrícola: sementeira, germinação, crescimento aéreo e colheita, essa razão é hoje insuficiente para explicar as características meteorológicas comuns de cada um desses períodos. Que na realidade não existem.
Ora o Verão é, para a maioria de nós, o tempo em que andamos com menos roupa. O tempo em que nos sentamos nas esplanadas. O tempo em que nos apetece com mais frequência bebidas frescas. O tempo em que procuramos as praias, que nos estendemos nas piscinas. Resumindo, o tempo quente.
Este Verão começou em finais de Maio. Toda a gente sabe disso. Quando acabará, não se sabe.
Os meus verões na praia Vasco da Gama acabavam sempre nas tardes de 30 de Setembro. Melhor dizendo, prolongavam-se ainda, para além desse tempo balnear, até à abertura da caça. E das aulas.
O Verão de facto.
À medida que nos afastamos da terra e dos seus ciclos produtivos, à medida até que os transformamos e adaptamos, a divisão do ano em estações tal como existe faz cada vez menos sentido.
Basta atentar nas vezes em que se disse e escreveu, desde que o calor apertou em finais do mês passado, que já estávamos no Verão. É frequente haver esse tipo de confusões tanto nesta época como com as chuvadas ditas de Inverno em Outubro e Novembro.
Seja lá qual tenha sido a razão que levou a simplificar as coisas, atribuindo nomes aos intervalos de tempo entre equinócios e solstícios e tendo com isso estendido implicitamente a essas fracções as características fundamentais da Natureza agrícola: sementeira, germinação, crescimento aéreo e colheita, essa razão é hoje insuficiente para explicar as características meteorológicas comuns de cada um desses períodos. Que na realidade não existem.
Ora o Verão é, para a maioria de nós, o tempo em que andamos com menos roupa. O tempo em que nos sentamos nas esplanadas. O tempo em que nos apetece com mais frequência bebidas frescas. O tempo em que procuramos as praias, que nos estendemos nas piscinas. Resumindo, o tempo quente.
Este Verão começou em finais de Maio. Toda a gente sabe disso. Quando acabará, não se sabe.
Os meus verões na praia Vasco da Gama acabavam sempre nas tardes de 30 de Setembro. Melhor dizendo, prolongavam-se ainda, para além desse tempo balnear, até à abertura da caça. E das aulas.
O Verão de facto.
22/06/2006
Talvez
Hoje mais tarde fale sobre o Verão psicológico.
Por enquanto, a única coisa que me ocorre é que os dias vão começar a minguar.
É aquela absurda perspectiva de futuros negros, aqui e agora.
Mudando de assunto, lá vai a praia Vasco da Gama, tal como a vi num mês de Setembro. Depois dos Setembros d'outrora. Muito depois. Em Sines.
Hoje mais tarde fale sobre o Verão psicológico.
Por enquanto, a única coisa que me ocorre é que os dias vão começar a minguar.
É aquela absurda perspectiva de futuros negros, aqui e agora.
Mudando de assunto, lá vai a praia Vasco da Gama, tal como a vi num mês de Setembro. Depois dos Setembros d'outrora. Muito depois. Em Sines.
21/06/2006
Emoções
Na minha juventude, julgo que como muitos outros, elegia no Verão uma música. Deixava que ela se entranhasse, da mesma forma que deixava entranhar as paixões.
Dei-me conta de que este ano devo à França as minhas paixões quarentãs.
Um rosto e uma canção(audio - ficheiro ram).
Uma entrevista por grande acaso, outra escutada bastantes vezes num anúncio. Na janela de televisão. Aqui no PC.
É Verão.
Na minha juventude, julgo que como muitos outros, elegia no Verão uma música. Deixava que ela se entranhasse, da mesma forma que deixava entranhar as paixões.
Dei-me conta de que este ano devo à França as minhas paixões quarentãs.
Um rosto e uma canção(audio - ficheiro ram).
Uma entrevista por grande acaso, outra escutada bastantes vezes num anúncio. Na janela de televisão. Aqui no PC.
É Verão.
19/06/2006
Jerónimo a 60° de latitude norte
Ou talvez na foz do Tejo.
Cá em casa, nunca foi hábito encadernar ou forrar os livros. Ficam como estão. E assim se vão gastando.
Àquele exemplar andava há algum tempo a tomá-lo por um livro emprestado em tempos a uma pessoa que o devolveu forrado.
Foi pois com alguma surpresa que vi que me enganara.
Tratava-se da obra premiada em 1927 com o prémio Goncourt e não do que eu pensava.
Quando resolvi desforrá-lo, a surpresa foi outra. Na tela - pois era em tela o forro - do lado de dentro, havia um mapa pintado.
Julgo tratar-se de uma margem do rio Tejo, pois as letras T E J vêem-se bem. Como bem se vê a legenda "Nacional", que eu talvez por deformação tomo como estrada. E como se identifica uma linha de caminho de ferro de duas vias.
Tudo isto não dá para grandes alternativas, dado o desenho e apesar das alterações que possa ter havido.
Mas o certo é que ainda não descobri onde isto é.
Nem por que carga d'água é que alguém desenhou este mapa em tela.
Muito menos por que é que forrou com ela um livro.
As últimas duas nunca saberei, claro.

(clique para ampliar)
E Jerónimo já está a 60º de latitude norte. Foi de barco.
(post publicado no Blogger da Globo em 16.06.06)
Ou talvez na foz do Tejo.
Cá em casa, nunca foi hábito encadernar ou forrar os livros. Ficam como estão. E assim se vão gastando.
Àquele exemplar andava há algum tempo a tomá-lo por um livro emprestado em tempos a uma pessoa que o devolveu forrado.
Foi pois com alguma surpresa que vi que me enganara.
Tratava-se da obra premiada em 1927 com o prémio Goncourt e não do que eu pensava.
Quando resolvi desforrá-lo, a surpresa foi outra. Na tela - pois era em tela o forro - do lado de dentro, havia um mapa pintado.
Julgo tratar-se de uma margem do rio Tejo, pois as letras T E J vêem-se bem. Como bem se vê a legenda "Nacional", que eu talvez por deformação tomo como estrada. E como se identifica uma linha de caminho de ferro de duas vias.
Tudo isto não dá para grandes alternativas, dado o desenho e apesar das alterações que possa ter havido.
Mas o certo é que ainda não descobri onde isto é.
Nem por que carga d'água é que alguém desenhou este mapa em tela.
Muito menos por que é que forrou com ela um livro.
As últimas duas nunca saberei, claro.

(clique para ampliar)
E Jerónimo já está a 60º de latitude norte. Foi de barco.
(post publicado no Blogger da Globo em 16.06.06)
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