Salivação
Logo a seguir ao 25 de Abril, a imprensa salivava com a palavra
fascista, o acrónimo
PIDE e a expressão
sabotagem económica.
Quarenta e um anos depois, saliva com a expressão
lista VIP.
Pelo meio, salivou mais recentemente com os estrangeirismos
off-shore e
swap.
Desde a palavra
fascista que, regra geral, não atinge o significado da palavra salivada. Nem percebe o contexto. Limita-se a salivar.
por MCV às 19:18 de 21 março 2015 
Sem assunto
Estes medíocres que nos governam até de matérias sem assunto conseguem criar crises e debate vácuo.
O péssimo jornalismo faz o resto.
por MCV às 18:03 de 18 março 2015 
Deficit
Nunca se percebeu o que é que os governos depois do 25 de Abril entendiam como meta para as contas nacionais.
Há, por outro lado, relatos quase caricatos se não fossem dramáticos, de antigos responsáveis pelas Finanças que dão a ideia do que se foi passando. É ouvir Medina Carreira quando se refere às desvalorizações e à impressão de moeda. No tempo em que estava na pasta.
Foi tudo um desnorte que se julgou espiado (de espia que segura a tenda) e expiado com a entrada na CEE.
Era possível que, no meio da união, pudéssemos ter umas contas mais ou menos mal amanhadas que a coisa passaria. Haveriam de nos dar o dinheiro que nos faltava.
Ora bem, parece que essa onda passou. E continuamos sem estar sentados em cima de petróleo, de diamantes, de ouro, e longe de contemplarmos mananciais brutais de mantimentos.
Mesmo depois de todos os discursos mais ou menos racionais que foram sendo produzidos com este governo no sentido de acertarmos o fiel da balança, verifica-se que a noção não é a de atingir um superavit ou um equilíbrio orçamental, é antes continuar na senda da dívida, como se isso fosse um fado. Não é um fado. É uma canção pimba.
por MCV às 14:53 de 17 março 2015 
Pague-se mais e mais!
É o próprio primeiro-ministro que vem à liça com o desperdício dos dinheiros públicos, na vergonha dos investimentos feitos. Ouvi-o há pouco e o sentido das palavras era esse.
É claro que atribuirá esse desvario aos que o precederam, calculo.
Mas mesmo assim, é esse um sinal apropriado aos que perseveram em pagar os seus impostos?
Não
pagar impostos, quando
o desvario é tal como ele o pôs, é quase um
dever.
por MCV às 14:32 de 15 março 2015 