E por falar em Sendim
Sempre me intrigou aquela fotografia a meio da sala de jantar da Gabriela.
Ainda ontem lancei o desafio de lá ir olhar para ela.
11/10/2008
10/10/2008
09/10/2008
O desafio à medida
Aparecemos ali, eu e a corte, mais para ajuizarmos da veracidade dos boatos que circulavam sobre a utilização menos digna que as instalações do Estado tinham de noite do que para responder ao desafio que a Igreja lançara.
Ou talvez não tivesse sido a Igreja, talvez fosse coisa dos jornais, das vozes do mundo, um boato como o primeiro. Tratava-se de medir a altura do Cristo-Rei com um erro a menos de...
Sei que me vi lá dentro, visitante entre o furtivo e o assinalado. A grande estátua representava um Cristo de joelhos nus, um deles flectido, e estava aposta na fachada sul da torre.
Recordo-me de ter visto uma colecção de prelados de púrpura, reconheci até um deles, reunidos na mesma sala onde me encontrava, meio dissimulado atrás de uns reposteiros e de onde tinha acesso a um dos óculos que são as janelas do edifício. Local de onde podia proceder à triangulação.
Usei o joelho saliente e os dedos do pé da mesma perna da figura.
Das contas que fiz não houve notícia. Mas acertei e quebrei o feitiço da Esfinge, digo do Cristo-Rei.
Aparecemos ali, eu e a corte, mais para ajuizarmos da veracidade dos boatos que circulavam sobre a utilização menos digna que as instalações do Estado tinham de noite do que para responder ao desafio que a Igreja lançara.
Ou talvez não tivesse sido a Igreja, talvez fosse coisa dos jornais, das vozes do mundo, um boato como o primeiro. Tratava-se de medir a altura do Cristo-Rei com um erro a menos de...
Sei que me vi lá dentro, visitante entre o furtivo e o assinalado. A grande estátua representava um Cristo de joelhos nus, um deles flectido, e estava aposta na fachada sul da torre.
Recordo-me de ter visto uma colecção de prelados de púrpura, reconheci até um deles, reunidos na mesma sala onde me encontrava, meio dissimulado atrás de uns reposteiros e de onde tinha acesso a um dos óculos que são as janelas do edifício. Local de onde podia proceder à triangulação.
Usei o joelho saliente e os dedos do pé da mesma perna da figura.
Das contas que fiz não houve notícia. Mas acertei e quebrei o feitiço da Esfinge, digo do Cristo-Rei.
07/10/2008
O pescador das arribas
Temo muita vez que as palavras dos políticos reflictam as suas verdadeiras convicções. Particularmente quando, como agora, há que dirigir o discurso para as massas.
Parecem-me o pescador que se arrisca, arriba abaixo, para junto do mar alteroso tentar a pesca.
É difícil distinguir entre o inconsciente e o temerário.
Temo muita vez que as palavras dos políticos reflictam as suas verdadeiras convicções. Particularmente quando, como agora, há que dirigir o discurso para as massas.
Parecem-me o pescador que se arrisca, arriba abaixo, para junto do mar alteroso tentar a pesca.
É difícil distinguir entre o inconsciente e o temerário.
Cosovo
Em diplomacia, quase nunca há razões. Há interesses, todos o sabemos.
Gostava eu de saber quais são eles no caso do reconhecimento da independência do Cosovo que se anuncia na imprensa.
Fica-se com a ideia de que a relutância de ir a correr atrás dos outros afinal nada queria significar a não ser talvez o marcar de uma posição através do atraso em si mesmo.
Mas sem sabermos mais, pouco mais se pode dizer.
Em diplomacia, quase nunca há razões. Há interesses, todos o sabemos.
Gostava eu de saber quais são eles no caso do reconhecimento da independência do Cosovo que se anuncia na imprensa.
Fica-se com a ideia de que a relutância de ir a correr atrás dos outros afinal nada queria significar a não ser talvez o marcar de uma posição através do atraso em si mesmo.
Mas sem sabermos mais, pouco mais se pode dizer.
06/10/2008
Poesia
A misteriosa forma como funciona a mente humana gera por vezes estranhas formas poéticas.
O meu hábito, cada vez mais raro, de ainda ver de onde chegam as visitas a estas páginas, proporciona-me algumas surpresas dessas.
Alguém que aqui chegou à procura da origem dos comboios de antigamente também se interrogará sobre o seu destino? O dos comboios, claro.
A misteriosa forma como funciona a mente humana gera por vezes estranhas formas poéticas.
O meu hábito, cada vez mais raro, de ainda ver de onde chegam as visitas a estas páginas, proporciona-me algumas surpresas dessas.
Alguém que aqui chegou à procura da origem dos comboios de antigamente também se interrogará sobre o seu destino? O dos comboios, claro.
05/10/2008
E sim
A questão da atribuição das casas da Câmara de Lisboa mostra, pela forma ligeira como foi tratada por todos os partidos, o podre que a coisa está.
Esta tropa não sabe, não percebe, não alcança o grau de injustiça que uma coisa destas suscita.
Dá-me vontade de rir a expressão “dar casas a artistas”. Cheira-me logo a uma arte inqualificável. A de passar à frente dos outros. Que é uma arte, sans doute*.
* em francês, que é para se adequar a esta camarilha.
A questão da atribuição das casas da Câmara de Lisboa mostra, pela forma ligeira como foi tratada por todos os partidos, o podre que a coisa está.
Esta tropa não sabe, não percebe, não alcança o grau de injustiça que uma coisa destas suscita.
Dá-me vontade de rir a expressão “dar casas a artistas”. Cheira-me logo a uma arte inqualificável. A de passar à frente dos outros. Que é uma arte, sans doute*.
* em francês, que é para se adequar a esta camarilha.
Outra coisa que me faz espécie
É esta de os cientistas envolvidos em missões espaciais e afins se referirem, quando entrevistados, à possibilidade da existência de vida sempre nos moldes terráqueos.
Ainda não ouvi um que fosse que admitisse a existência de vida para além desta que conhecemos agarrada a átomos de carbono.
Isto faz-me espécie. Já o disse aqui e repito-o agora que estou a ouvir um dos responsáveis pela missão Phoenix em Marte, o qual já recitou a cartilha.
É esta de os cientistas envolvidos em missões espaciais e afins se referirem, quando entrevistados, à possibilidade da existência de vida sempre nos moldes terráqueos.
Ainda não ouvi um que fosse que admitisse a existência de vida para além desta que conhecemos agarrada a átomos de carbono.
Isto faz-me espécie. Já o disse aqui e repito-o agora que estou a ouvir um dos responsáveis pela missão Phoenix em Marte, o qual já recitou a cartilha.
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